Cinco Sentidos

Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Brasil
Poema: “Cinco Sentidos” (de Paul Scott)
Línguas: Língua de Sinais Brasileira (Libras/L.S.B) e Português

Uma fascinante viagem ao mundo dos cinco sentidos, apresentados por eles mesmos: tato, paladar, olfato, audição e visão. Mas como se alinham os sensórios na experiência de um sujeito surdo? Abaixo, um belo poema do britânico Paul Scott traduzido para a Língua de Sinais Brasileira por Nelson Pimenta.

 

 

Tradução de “The Five Senses” feita da Língua de Sinais Britânica (BSL) para a língua portuguesa, por Silvana Nicoloso:

” – Desculpe-me, mas quem é você? / – Quem eu sou? Venha comigo e veja. / Sinta o abraço que provoca arrepio. / Sinta o gélido como é frio / E o calor que queima e aquece. / Muito prazer, agora você me conhece. // – Desculpe-me, mas quem é você? / – Quem eu sou? Venha comigo e veja. / Experimente o doce que é muito gostoso. / Prove o amargo como é horroroso. / Comer é saboroso e apetece. / Muito prazer, agora você me conhece. // – Desculpe-me, mas quem é você? / – Quem eu sou? Venha comigo e veja. / Sinta suavemente o perfume de uma flor. / Sinta do queijo seu odor: que Horror! / Sinta da fruta o aroma que entontece. / Muito prazer, agora você me conhece. // – Desculpe-me, mas quem é você? – Quem? Eu? Não, somos ‘nós’! / Nós estamos juntos. Venha conosco e veja. / Olhos bem atentos, vendo e entendendo. / Conhecimento e informação. / Cores, velocidade, ação. / Agora, você nos conhece, então.”

[NICOLOSO, Silvana. Traduzindo poesia em língua de sinais: uma experiência fascinante de verter gestos em palavras. In: QUADROS, R. M. de. (Org.). Cadernos de Tradução, v.2, nº 26 (p. 307-332). Florianópolis: PGET – UFSC, 2010]. Artigo disponível na Internet.

Pinky Aiello

Categoria: Performers
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.pinkythejuggler.com / http://www.pinkyvrs.com

Além de workshops e performances feitas em diferentes cidades do mundo (em escolas, teatros, festivais, associações, festas), a norte-americana Pinky Aiello – ou Pinky the Juggler, a primeira malabarista profissional surda – já atuou em filmes como “Die Hard 2” (“Duro de matar 2”, no Brasil, e “Assalto ao Aeroporto” em Portugal) e em vários seriados e programas de TV. “Minhas performances incluem malabares, monoclico, esquetes rápidas e contação de histórias. Como uma animadora surda, não incluo qualquer fala ou som em minhas apresentações”, afirma a profissional, que para além da arte circense também oferece cursos de interpretação e atua como grande promotora da cultura surda (acompanhe o canal de Aiello no Youtube, clique aqui). Que várias formas de arte, como as artes circenses, contribuam ainda mais para o enriquecimento das culturas surdas, seja por meio do trabalho de Pinky, seja por outros tantos grupos, como o Band of Jugglers, grupo de malabaristas/artistas circenses que realizam projetos com comunidades surdas (assista a um vídeo do Band of Jugglers em um projeto na American School for the Deaf, clique aqui). Estados Unidos ou Brasil, que iniciativas como essas sejam cada vez mais valorizadas!

 

 

Le Pays Des Sourds

O cotidiano de uma sala de aula para surdos em que treinamento de fala (pa-pa-pa-pa-pa!) e treinamento auditivo são exercícios constantes entre os afazeres das crianças. Relatos de sujeitos surdos sobre as dificuldades de comunicação, interação e reconhecimento no seio de suas famílias e em uma sociedade ainda muito marcada por práticas de normalização ouvinte (ouvintismo). Os dias de dois jovens surdos recém-casados à procura de uma nova casa. Esses e outros ca(u)sos são mostrados no vídeo, desvelando um universo inédito para grande parte do público ouvinte, que ainda encara a surdez por uma perspectiva patológica e paternalista.

Dirigido por Nicolas Philibert, o filme “Le Pays des Sourds” (“O país dos surdos”) retrata de maneira bastante sensível as peculiaridades e as características de parte do povo surdo, chamando a atenção – por meio de histórias/personagens reais – para outras formas possíveis de se (con)viver.

Para assistir ao filme, clique em: parte 01parte 02, parte 03, parte 04, parte 05.

 
O pais dos surdos
 


Categoria: Filmes (Documentário)
País: França
Ano: 1993
Título: “Le pays des sourds” (“O país dos surdos”)
Línguas: Francês e Langue des Signes Française (L.S.F), legendas em Português


 
 

Sia Furler

Sia Kate Isobelle Furler, ou “Sia”, é uma cantora australiana bastante conhecida no Reino Unido, onde as suas músicas já estiveram entre as dez mais tocadas nas rádios locais. No video clip de “Soon We’ll be Found”, a cantora – então bastante atraída pelas línguas de sinais – faz uso de mãos, luzes e cores para dar graça ao filme. Diz Claire Carré, responsável pela direção do vídeo: “eu quis explorar diferentes aspectos da língua de sinais. Na primeira parte do vídeo, quando Sia se apresenta sob luzes regulares, a L.S. é tratada em seu aspecto linguístico como forma de comunicação, e o foco está no aspecto performático da interpretação em American Sign Language (ASL). A parte das sombras é como uma expansão criativa da relação entre os sinais e os seus significados. As sombras das mãos transformam-se diretamente nas próprias coisas, e criam um mundo imaginário ao redor de Sia” (trecho retirado de entrevista com Carré, em setembro de 2008, disponível no site “Let’s Sing It” – tradução feita pelo Blog Cultura Surda).

 
Sia
 


Categoria: Música com sinais
País: Austrália
Vídeo/Música: “Soon We’ll be Found
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “Soon We’ll be Found”, traduzido em Português
Site oficial: http://siamusic.net/


 

Signdance Collective International LTD

Categoria: Dança / Teatro
País: Inglaterra
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http:www.signdancecollective.co.uk

Um coletivo a realizar performances em ruas, escolas, centros comerciais, praças; uma companhia a se apresentar, com signdance, música, intervenções, esquetes, vídeos, em diferentes cidades do mundo: a fusão das artes performativas contemporâneas e o encontro de linguagens bem caracterizam o Signdance Collective International LTD, companhia de dança/teatro fundada em 1987 e retomada em 2001 por Isolte Avila e David Bower (Holanda e Inglaterra), muito bem quista pela crítica internacional. “Perturbadoramente brilhante”, elogiou o jornal britânico The Times. Formado por surdos e ouvintes de diferentes nacionalidades, o coletivo também oferece workshops, formações e cursos para estudantes de dança, teatro, e para o público em geral. Confira o vídeo New Gold Show in Austria (clique aqui para assistir), Campaign To Be Me (clique aqui para assistir) e o vídeo But Beatiful by Signdance (clique aqui para assistir).