A galinha dos ovos de ouro

Categoria: Contação de histórias em Língua de Sinais
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

Quem tudo quer, nada tem, afirma um velho ditado popular muito bem representado na história da “Galinha dos ovos de ouro”. A fábula, atribuída a Esopo, ganha agora versão em Libras, em vídeo produzido pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES.

 

 

AEG – Eco Lavamat

Categoria: Propaganda
País: África do Sul
Anunciante: AEG
Línguas: Inglês e South African Sign Language (SASL)
Site oficial: http://www.aeg.com

Uma atriz anuncia a lavadora de roupas, enquanto esta (“uma das mais quietas máquinas de lavar”) segue em pleno funcionamento: nada, no entanto, produz qualquer barulho. A quietude se desfaz, apenas, com o ruído dos passos. “Para apreciar de verdade os benefícios da nova ECO – Lavamat, você primeiro precisa compreender o completo silêncio”, sinaliza a atriz na propaganda da AEG, produzida pela agência TBWA Africa (Johannesburgo) ainda na década de 1990.

 

 

DLAN

Categoria: Teatro
País: Croácia
Línguas: CroataHrvatski Znakovni Jezik (Língua de Sinais Croata)

Fundado em 2001 por um grupo de surdos da Croácia, o The Association Theater, Visual Arts and Deaf Culture – DLAN (Udruga Kazalište, Vizualne Umjetnosti i Kultura Gluhih) tem como principal objetivo a promoção e a reafirmação das artes e culturas surdas. Para além do teatro, a organização – cujo nome, em croata, significa “palma da mão” – promove cursos de língua de sinais, oficinas de poesia gestual, signdance (dança com sinais), artes visuais, entre outros, firmando-se como um dos primeiros (e principais) grupos de teatro em Língua de Sinais Croata do país (a peça “The Planet of Silence”, então produzida pela companhia, ganhou destaque por seu ineditismo, há alguns anos). “DLAN estimula a criatividade e a autoestima das pessoas surdas, contribuindo também para a acessibilidade nas artes e nos eventos culturais” (fonte: site oficial). Com participações em numerosos congressos e festivais surdos, a trupe apresenta por toda a Europa (e por outros países do mundo) novas formas de se fazer teatro, em peças como “Big Brother”, “Pinokio”, “9 meses e 10 minutos”, etc.

 
DLAN
 

Setor3 News – Fabiana Marquez

Categoria: Surdez na mídia
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

Nesta entrevista gravada para o site Setor3 News, a professora de matemática Fabiana Marquez conta um pouco sobre suas experiências com a surdez: a descoberta de ser surda, o primeiro contato com a língua de sinais, a vivência universitária (sem intérpretes), o exercício da docência em uma escola para surdos, a falta de acessibilidade no dia-a-dia, etc. Abaixo, primeira parte da entrevista – clique a seguir para assistir à parte 02, parte 03 e parte 04.

 

 

Bebê registrado em língua de sinais

Categoria: Outros
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)

Pela primeira vez, no Reino Unido, um bebê surdo foi registrado com seu sinal pessoal. Na certidão de nascimento da pequenina Hazel Lichy, um nome bastante improvável consta entre os outros: Hazel UbOtDDstarL Holly Eileen Garfield Lichy. UbOtDDstarL? No sistema de notação escolhido, a letra [U] indica a região do queixo, onde se articula o sinal; [bO], ou “baby O”, faz menção a uma configuração de mão composta por polegar e indicador, a formar um “pequeno o”; [tD] refere-se à orientação do sinal: palma da mão virada para o sinalizador; [Dstar] indica o movimento de abertura das mãos; [L] ilustra a configuração final, em formato de “L”. O nome gestual dado à Hazel por seus pais, Tomato Lichy e Paula Garfield (também surdos), evidencia mais uma conquista das comunidades surdas britânicas: se familiares ouvintes podem registrar seus filhos em suas línguas nativas (no caso, o inglês), não poderão pais surdos fazer o mesmo? “O nome gestual de minha filha foi escolhido porque sua primeira expressão foi um sorriso (…) e não há como traduzir isto, perfeitamente, para o inglês”, diz Paula, justificando a escolha do sinal (bastante similar a “sorriso”, em Libras) com que batizou seu bebê. No entanto, o processo não foi simples: em uma primeira tentativa, o registro foi negado, o que fez com que o casal acionasse um advogado para recorrer a seus direitos legais, efetivados ao fim. A insistência valeu um feito inédito, talvez o primeiro de muitos, que devolve à língua de sinais o seu valor linguístico, histórico, cultural e, claro, afetivo – basta olhar para o simpático sorriso da pequena Hazel UbOtDDstarL para logo compreender seu nome (fonte: DailyMail). Para assistir a uma reportagem sobre UbOtDDstarL produzida pelo canal BSL Zone, clique aqui.

 
Hazel Lichy