David Call

Quando pequeno, David Call percebeu que a arte era um importante meio para se comunicar com seus pais ouvintes, que não dominavam as línguas de sinais. No ensino médio (secundário), quando passou a frequentar as aulas de artes visuais na Escola para Surdos da Califórnia (California Shool for the Deaf – CSD), aventurou-se por uma série de formatos – como a pintura à tinta e o linóleo – impressionando professores com o seu talento.

Seus traços de inspiração surrealista, com figuras e representações fantásticas, remontam à Bosch e Dalí (dois artistas que marcaram a sua trajetória) e com frequência retratam a sua experiência como surdo, registrando em telas temas como o audismo/ouvintismo, línguas gestuais e defesa dos direitos surdos.

Mestre em Educação Especial, David Call é hoje professor de artes visuais da CSD, onde partilha com seus alunos o gosto pelas artes e pelas artes surdas, além de ser um importante e renomado artista De’VIA.

Suas obras, em especial em linóleogravura (saiba mais sobre a linóleogravura, ou “linocut”, clique aqui), podem ser vistas e compradas por meio de seu site – Eye Hand Studio.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “The Fluttering Butterfly Girl
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://davcall.wix.com/eye-hand-studio


 
 

Imagine – Sign Languages

Categoria: Sucessos em sinais
País: Vários
Música: Imagine (John Lennon)
Línguas: Inglês e línguas gestuais (várias)
Letra / Tradução: “Imagine”  traduzido para o Português
Vídeo original: “Imagine”, John Lennon

“Imagine”, a canção de John Lennon cantada e re-cantada por várias vozes, em diferentes países, talvez seja hoje um dos principais “hinos para a paz”. O apelo para um mundo sem sectarismos religiosos, sem conflitos motivados por nacionalismos e sem as barbáries causadas pelo grande capital: “você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único”, diz Lennon. Um mundo em que todos convivam em paz, com justiça, por mais movediças e espinhosas que sejam essas palavras. Abaixo, a música do ex-beatle – também incorporada em diferentes lutas das comunidades surdas – interpretada em diferentes línguas de sinais.

  

 

Imagine em Deutsche Gebärdensprache (DGS) (Alemanha)
Imagine em British Sign Language (BSL) (Reino Unido)
Imagine em Australian Sign Language (Auslan) (Austrália)
Imagine em Lengua de Signos Española (LSE) (Espanha)
Imagine em Língua Gestual Portuguesa (LGP) (Portugal)
Imagine em Língua de Sinais Brasileira (Libras) (Brasil)
Imagine em American Sign Language (ASL) (Estados Unidos)
Imagine em Langue des Signes Québécoise (LSQ) (Canadá)

 

Som e Fúria

Peter e Heather, dois pequeninos surdos, estão à espera da decisão de seus pais sobre o uso – ou não – de um implante coclear (IC). Heather é filha de pais surdos; Peter é filho de pais ouvintes que partilham das comunidades surdas – sua mãe é Coda (Child of Deaf Adults, filha de pais surdos) e seu pai é Soda (Sibling of Deaf Adults, irmão de surdo).

Tanto os pais surdos de Heather quanto os pais ouvintes de Peter tentam encontrar respostas para uma série de perguntas e pressões que lhes são colocadas quanto ao implante, vindas do “mundo ouvinte” e do “mundo surdo”. Peter e Heather são primos, mas as decisões de seus pais caminham em sentidos opostos.

Dirigido por Josh Aronson, o documentário é um dos mais sensíveis ao controverso tema do IC, apresentando argumentos – de surdos e de ouvintes – que ora conflitam, ora confluem, ultrapassando a discussão em preto-e-branco de posições sectárias.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO FILME COMPLETO

Som e Fúria
  


Categoria: Filmes (Documentário)
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL), legenda em Português
Site oficial: http://www.soundandfuryfilm.com


  

The Silent Worker

The Silent Worker foi um jornal nacional popular entre os surdos dos Estados Unidos durante o final da década de 90 do séc. XIX (1890) até o fim do primeiro quartel do séc. XX (1925). Conhecido originalmente como The Deaf Mute Times, foi primeiro publicado em fevereiro de 1888 e então renomeado para Silent Worker em 27 de setembro do mesmo ano. A New Jersey School for the Deaf continuou a sua publicação mensalmente, exceto nos meses de julho, agosto e periodicamente setembro, até ser encerrado em junho de 1929. Autores surdos norte-americanos escreviam quase todos os artigos, embora contribuições ocasionais de sujeitos surdos de outros países também tenham sido impressas” (retirado dos arquivos digitais da Gallaudet University – Aladin).

Os textos do jornal – entre matérias sobre artes, política, religião, esportes, comportamento, etc., – foram digitalizados e disponibilizados na web pela Universidade Gallaudet, em seu acervo virtual. Um grande banco de dados para consulta pública, com centenas de artigos partilhados on-line, onde é possível perder-se por horas em leituras sobre as comunidades surdas de outrora (textos em inglês). Para facilitar a busca, as matérias estão organizadas por autor, assunto e título.

 

 


Categoria: Revistas e Periódicos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.aladin0.wrlc.org/gsdl/collect/gasw/gasw.shtml


 

Jackie Schertz

Jacqueline Schertz – ou Jackie Schertz, como é conhecida – cresceu em família de surdos de ascendência judaica, em Nova Iorque. Bacharel em Serviço Social e mestre em Recursos Humanos pela Rochester Institute of Technology/National Technical Institute for the Deaf (RIT/NTID), hoje – depois de exercer uma série de atividades profissionais, entre o ensino de ASL e a participação em programas comunitários a serviço das comunidades surdas – integra o departamento de American Sign Language e Interpretação (ASLIE) da instituição.

Seu trabalho artístico centra-se, sobretudo, na arte em vitrais, a explorar cores e formas que, em alguns momentos, (re)tratam as suas experiências com as culturas surdas e judaicas (clique aqui para assistir a um pequeno vídeo com o trabalho de Jackie).

A obra abaixo, intitulada “Eye in Hand” (“Olho na mão”), incorpora os traços de identidades surdas e judaicas da artista: “o formato da mão é retirado de um síbolo judaico chamado Hamsa. Este protege de mau-olhados. (…) Na cultura Surda, mãos e olhos são vitais para a ASL, nossa língua”, afirma (retirado de seu blog).

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Eye in Hand
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jackieschertz.blogspot.com