Café en Señas

O “Café en Señas é uma cafeteria inclusiva que cria um ambiente de igualdade para as pessoas surdas, rompendo barreiras e estigmas e incentivando o público ouvinte a aprender a língua de sinais”.

Localizado na região norte de Quito, capital do Equador, o café é formado por funcionários surdos, que atendem em língua de sinais. Nos cardápios, as informações sobre os itens (empanadas, burritos, sanduíches, pães de queijo, doces, bebidas etc.) são acompanhadas por imagens que os descrevem em Lengua de Señas Ecuatoriana, oferecendo aos clientes – junto com o atendimento em LSE e as ilustrações nas paredes – um breve contato com a língua.

Damaris Arias, proprietária da cafeteria, afirma que um de seus principais objetivos é criar um espaço de convivência entre surdos e ouvintes, destacando a capacidade dos profissionais surdos de atuarem em quaisquer áreas. Ela, que estudou Educação Especial nos Estados Unidos, fez do estabelecimento, então, um projeto de empoderamento e de promoção das culturas surdas do país. “É importante estar envolvido na comunidade surda para aprender mais sobre o mundo surdo”, diz (retirado de El Universo).

Depois do sucesso da loja de Quito, uma nova filial foi aberta na cidade de Santo Domingo (clique aquiaqui para assistir a vídeos sobre o Café en Señas). Para acessar a página da cafeteria no Facebook, clique aqui.

 
Café en Senas (2)
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Equador
Línguas: Espanhol e Lengua de Señas Ecuatoriana (LSE)
Site oficial: https://cafeensenas.ec


 
 

Dandelions

Na obra “Dandelions”, ou “Dentes-de-leão”, em tradução livre, Clayton Valli (1951-2003), um dos principais poetas surdos dos Estados Unidos, traz ao poema a delicadeza e a resistência dos dentes-de-leão, cujas sementes voadoras encantam os campos e as lembranças de muitos. Apesar da ação predatória de um homem, a planta se refaz em (e na) poesia.

  
Dandelions
  


Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Estados Unidos
Poema: “Dandelions” (“Dentes-de-leão”)
Línguas: Inglês American Sign Language (ASL)


 
  

Shawn Dale Barnett

Shawn Dale Barnett, o “Big Pappa Bear” (“Grande papai urso”), foi um dos grandes bateristas surdos a entrar para a história da música.

Barnett nasceu surdo em abril de 1963, e desde cedo estudou na Escola para Surdos do Kansas (Kansas School for the Deaf), na região centro-oeste dos Estados Unidos. Ali, a despeito da descrença de seus colegas, o garoto provou a todos o seu talento como percussionista, dando os seus primeiros passos como músico profissional.

“Enquanto frequentava a Escola para Surdos do Kansas, em Olathe, Barnett era desencorajado de perseguir seus sonhos na música. Quando tentou contar a seus colegas sobre sua bateria, foi ridicularizado e agredido. Pouco antes de se formar, em 1981, ele pôde convencê-los. Em um bar chamado “Clown”, Barnett apostou que poderia tocar bateria com a banda da casa – o gerente concordou, e ele estremeceu o local! O rapaz, então, foi embora com os 20 dólares ganhos na aposta e a convicção de que poderia ganhar a vida tocando bateria. A partir daí, ele se considerou um profissional” (retirado de Workers for Jesus).

Desse dia em diante, Barnett trilhou uma trajetória invejável. Realizou turnês por diversos estados dos EUA, tocou com músicos que anos mais tarde formariam a famosa banda  de rock Alice in Chains e abriu shows de grupos como Skid Row, L.A. Guns, REO Speedwagon, Warrant e Nirvana. Em 1987, uma música de sua autoria atingiu o Top 10 da MTV e a #7 na Billboard – um feito inédito no mundo surdo. 

Durante a década de 1990, Shawn voltou-se de corpo e alma para as comunidades surdas, onde passou a se dedicar ao ensino e à promoção da música (atribui-se a ele os primeiros usos do termo “Deaf Music” – Música Surda”). Entre surdos e ouvintes, Shawn Dale Barnett foi mais um a afirmar que a música não é um território exclusivo para aqueles que ouvem, e fez de sua vida a prova mais inconteste desse fato.

O músico, produtor, compositor e ativista surdo morreu aos 40 anos, de câncer, em fevereiro de 2003.

 
Shawn Barnett
 


Categoria: Músicas por Surdos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://shawndalebarnett.50megs.com


 
 

Baidu

Um pequeno rapazinho ouvinte passa horas a estudar a Língua de Sinais Chinesa, imerso em um aplicativo de tradução. Depois de dias de prática – no quarto, na sala, com os pais, com o cachorro etc. – ele finalmente recebe em sua casa a tão esperada visita: uma menina surda, com quem consegue se comunicar.

O mote, já usado em vários outros anúncios mundo afora, anuncia o Tradutor de Língua de Sinais da Baidu, uma das gigantes da Internet (o site da Baidu é hoje um dos principais motores de busca do planeta, sendo o mais popular da China).

O vídeo foi criado pela agência F5 Shanghai, com direção de Adams Fan, e tem como slogan “a tecnologia conecta pessoas”.

 
Baidu
 


Categoria: Propaganda
País: China
Anunciante: Baidu
Línguas: Chinês (Mandarim) e Chinese Sign Language (中國手語)
Site oficial: http://www.baidu.com


 

 

Me gritaram negra

Em “Me gritaram negra”, a afirmação da negritude segue em movimento crescente, da vergonha ao orgulho, em um libelo contra o racismo. O poema da artista afroperuana Victoria Santa Cruz, uma importante ativista pelos direitos da população negra do Peru, nascida na década de 1920, é interpretado em Libras por Anne Magalhães (clique aqui para ver tradução em Português do poema). Um belíssimo vídeo.

 
Me gritaram negra
 


Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Brasil
Poema: “Me gritaram negra” (Victoria Santa Cruz)
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)