Amit Vardhan

Nascido em Delhi, uma das principais regiões metropolitanas da Índia, Amit Vardhan, artista plástico surdo, licenciou-se em Artes Plásticas (pintura) na Delhi College of Art, onde também concluiu o mestrado.

Suas obras – sobretudo pinturas e ilustrações – são, em grande medida, inspiradas no cotidiano caótico das grandes cidades, bem como em objetos mundanos contemporâneos. Também, diz Vardhan, “adoro pintar mulheres. Gosto de pintá-las em diferentes gestos e posturas”. “(…) Quero que as pessoas aprendam e façam arte, especialmente a comunidade surda. Quero vê-las crescerem como artistas. Quero vê-las interagir, explorando-se. Quero mais e mais artistas surdos reunidos, criando uma grande comunidade artística, onde pratiquemos, partilhemos, aprendamos e nos sobressaiamos” (retirado de “Silent Experiences”).

A obra abaixo, em suas cores e contrastes, faz alusão a alguns dos marcadores do mundo surdo, como a língua de sinais e a experiência visual.

Para acompanhar o trabalho de Amit Vardhan nas redes sociais, clique aqui (Instagram); para assistir a vídeo com o artista, clique aqui.

 
Amit Vardhan
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Índia
Línguas: Hindi e Indian Sign Language (ISL)


 
 

Evelyn Glennie

Categoria: Músicas por Surdos
País: Reino Unido
Línguas: Inglês
Site oficial: http://www.evelyn.co.uk

Uma das mais prestigiadas percussionistas contemporâneas, a escocesa Evelyn Glennie não faz da surdez uma bandeira para o seu trabalho. Arredia a discursos de “superação” e a públicos afoitos por conferir um “milagre”, Glennie declarou em 1993, em um texto intitulado “Hearing Issay”: “eu espero que a audiência seja estimulada pelo o que tenho a dizer (por meio da linguagem da música) e saia da sala de concertos sentindo-se entretida. Se, ao contrário, o público estiver apenas intrigado em como uma musicista surda consegue tocar percussão, eu então falhei em minha missão” (leia o texto na íntegra, em Inglês, clique aqui). Famosa por tocar com os pés descalços (para melhor sentir as vibrações), a percussionista, que já se apresentou em diversos países do mundo, também atuou ao lado de Björk (ouça aqui), Bobby McFerrin, Steve Hackett, entre outros. Para assistir ao filme “Touch the sound”, com Evelyn Glennie, clique aqui.

 


 

 

Bell Sign

Dai Igarashi, gerente de um pequeno bar no distrito de Ginza, Tóquio, chama a atenção pela forma como se comunica com funcionários e com alguns clientes que se sentam ao balcão. Surdo, Igarashi aprendeu a Língua de Sinais Japonesa, hoje a sua primeira língua, no ensino secundário, e por meio dela atende grande parte dos surdos e ouvintes que frequentam o local – o bar Ginza Bell Sign, inaugurado em 2012 na capital japonesa (fonte: The Japan Times).

Mantido pela RyU Corporation, o bar – localizado em uma das mais badaladas regiões de Tóquio – emprega outros funcionários surdos e já se tornou um movimentado ponto de encontro das comunidades surdas do país.

Aos sábados, o Bell Sign costuma realizar festas em que karaokes sinalizados dividem a noite com músicas e canções nacionais, reunindo até vinte pessoas (a lotação máxima da casa), surdas e ouvintes, em animados encontros.

Aqueles que não dominam a língua gestual do país podem se comunicar com atendentes ouvintes, arriscar-se com alguns sinais básicos ensinados pelos bartenders surdos ou recorrer a pequenas lousas disponíveis no salão.

Mais um empreendimento deaf friendly entre bares e cafés da Terra do Sol Nascente (para conhecer outros empreendimentos do tipo, clique aqui).

  
Ginza Bell Sign
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Japão
Línguas: Japonês e Japanese Sign Language (日本手話 )


 
  

Surdocegos em busca de comunicação

Categoria: Outros
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

No curta-metragem “Surdocegos em busca de comunicação”, produzido por alunos do 4º ano de Jornalismo da PUC – Campinas, a surdocegueira é tema de destaque. Cotidianos, desafios e sonhos são contados por surdocegos – entre eles, Cláudia Sofia (então presidente da Associação Brasileira de Surdocegos), Carlos Roberto Nunes, Carlos Jorge Rodrigues e Maria Francisca da Silva. De forma breve, são apresentadas práticas pedagógicas (como o uso de pistas e objetos de referência), formas de comunicação (como o Tadoma e a Língua de Sinais Tátil) e outros aspectos da vida diária de pessoas surdocegas. Por diversos depoimentos – de professores, oftalmologistas, fonoaudiólogos, coordenadores pedagógicos, guias-intérpretes e especialistas – o espectador é introduzido a esse pouco conhecido universo, em vários de seus meandros.

 


 

Julie Stromme

Julie Stromme nasceu em São Paulo, mas aos nove anos mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Quando pequena, a artista plástica surda comunicava-se por meio de desenhos, por não dominar, àquela altura, uma língua gestual – que começou a aprender aos nove, em contato com as comunidades surdas norte-americanas. A arte, assim, fez-se linguagem primeira desde cedo.

Pouco tempo depois de chegar aos EUA, Julie já fazia pinturas à óleo; mais tarde, na universidade, começou a se dedicar à pintura acrílica – Julie licenciou-se em Design Gráfico pela National Technical Institute for the DeafRochester Institute of Technology (NTID-RIT).

Hoje, para além das telas, a artista residente em Chicago também atua como designer freelancer e oferece aulas e oficinas de pintura para grupos de interessados (em “paint parties”). Para assistir a uma entrevista com Stromme, clique aqui (parte 01) e aqui (parte 02); para acompanhar o seu trabalho no Facebook, clique aqui.

 
Julie Stromme
 


Categoria: Artes Plásticas
País: BrasilEstados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jsartstudio.carbonmade.com