Senza Nome

Ao lado do Mercato delle Erbe, em Bolonha (Itália), um novo bar – inaugurado em 2012 – reúne surdos e ouvintes, usuários ou não das línguas de sinais.

Dirigido por Sara Longhi e Alfonso Murazzo, ambos surdos, o Senza Nome (Sem Nome) oferece não só pratos e bebidas como também uma grande atividade cultural: exposições, apresentações, concertos (shows), cursos e workshops – muitos deles relacionados às línguas gestuais, às artes visuais e às culturas surdas.

Para fazer um pedido, é possível arriscar-se em Lingua dei Segni Italiana (LIS), recorrendo aos empregados surdos ou às fotos ilustrativas para aprender novos sinais, ou ir ao “canto do teimoso” (um quadro de avisos) e retirar uma tarjeta com o nome do que se deseja e entregar a um funcionário qualquer. Os que se aventuram pela LIS têm a possibilidade de descontos. Uma sala de leitura (com Internet Wi-fi) e uma esplanada tornam ainda mais aconchegante o local.

Mais que um simples bar, o Senza Nome passa a cumprir um importante papel no circuito artístico de Bolonha, promovendo, sobretudo, um pouco das culturas surdas (clique aqui para saber mais sobre o Senza Nome no Trip Advisor e aqui para assistir a um vídeo sobre o lugar, localizado na Via Belvedere 11/B, centro de Bolonha).

   
Senza Nome
   


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Itália
Línguas: Italiano e Lingua dei Segni Italiana (LIS)
Página oficial: Senza Nome no Facebook


 
 

Compagnia Teatrale 3Visi

Localizada em Treviso, região norte da Itália, a Compagnia Teatrale dei Sordi 3Visi produz e apresenta peças em língua de sinais para públicos surdos e ouvintes. Fundada pela iniciativa de Alessandra Marigonda após a sua experiência com o grupo Scudo Blu (clique aqui para saber mais) e com o apoio de colegas e da secção provincial da Ente Nazionali Sordi (ENS), a companhia retrata em seu nome e logotipo as origens da cidade e o universo do teatro: 3Visi (Trevisi – “três rostos”) remete a uma estátua que simboliza Treviso (com três faces), bem como à três máscaras do teatro (feliz, triste e surpreso).

Como uma nova opção nas artes cênicas para a comunidade surda local, o jovem grupo já apresentou peças como “La Bella Sorda e la Bestia” (clique aqui para ver), além de coros gestuais e poemas em Lingua dei Segni Italiana.

  

 


Categoria: Teatro
País: Itália
Línguas: Italiano e Lingua dei Segni Italiana (LIS)
Site oficial: http://www.teatro3visi.com


 

The Silent Beat

Categoria: Dança
País: Itália
Línguas: ItalianoLingua dei Segni Italiana (LIS)

A ideia vulgar, repetida no senso comum, de que música e dança são lugares impróprios, e improváveis, para surdos, há muito é negada. Diversos grupos de dança (seja contemporânea, hip hop, ballet, etc.) formados por surdos e deficientes auditivos se multiplicam pelo mundo (clique aqui para conhecer alguns). Muitas vezes, a expressividade cênica e poética dos sinais compõe com os movimentos de corpo a beleza do que alguns chamam de “signdance”. Também a dança “comum”, em seus vários estilos, é praticada por grupos surdos. Em um canal de TV italiano, o LA7, um grupo de dançarinos surdos de Roma, Itália, apresentou ao grande público uma de suas performances. Eis o “The Silent Beat” (“Batida Silenciosa”), grupo surdo que levou ao palco do programa “Quello che (non) ho”, em maio de 2012, uma bela coreografia para a música Hypperballad, de Bjork – e, com a dança, o ativismo político pelo reconhecimento e valorização das línguas de sinais e dos direitos das comunidades surdas (clique aqui assistir a outra apresentação do coletivo).

 

 

Maurizio e la Pallina Rossa

Categoria: Performers
País: Itália
Línguas: Italiano e Lingua dei Segni Italiana (LIS)
Site oficial: http://www.pallinarossa.com

Maurizio Scarpa, eis o clown-mímico italiano responsável pelo projeto solo “Maurizio e la Pallina Rossa”. O artista surdo nascido em 1966 em Taranto (Itália), licenciado na área da odontologia, já visitou uma série de cidades a levar a sua arte de clown. Inlfuenciado por Charles Chaplin e Marcel Marceau, suas apresentações em Lingua Italiana dei Segni (LIS) encantam e despertam sorrisos entre crianças e adultos, surdos e ouvintes, há mais de 25 anos, em praças, escolas, teatros, instituições e hospitais (com “Un sorriso contro il dolore” – “Um sorriso contra a dor”, o artista visitou hospitais italianos, como um Doutor da Alegria, divertindo crianças e outros pacientes e profissionais com o seu trabalho). Residente em Lugano, cidade ao sul da Suíça – fronteira com a Itália -, Maurizio é também professor de LIS.

 

 

Os três porquinhos

Categoria: Contação de Histórias em Língua de Sinais
Páis: Vários
Línguas: Várias

Quem, quando pequenino, nunca viu/ouviu/leu um conto de fadas, uma fábula ou outra qualquer história infantil, em texto escrito ou na voz e nas mãos de algum parente ou professor? Entre Pinóquios, Cinderelas e Brancas de Neve, “Os três porquinhos” povoam o imaginário de milhares de crianças, e adultos, por todo o mundo. A casinha de palha, do porquinho mais preguiçoso, derrubada pelo Lobo Mau – e também a de madeira. Cícero, Heitor e Prático. Com apenas estas referências, já é possível revivermos toda a história. Contada em línguas gestuais, a história é partilhada com miúdos surdos de vários países – a seguir, algumas das várias versões, em diferentes línguas de sinais:

“Os três porquinhos”, em Língua de Sinais Brasileira – Libras, Brasil (clique aqui)
“Os três porquinhos”, em Língua Gestual Portuguesa – LGP, Portugal (clique aqui)
“I tre porcellini”, em Lingua Italiana dei Segni – LIS, Itália (clique aqui)
“Los tres cerditos”, em Lengua de Signos Española – LSE, Espanha (clique aqui)
“Los tres cerditos”, em Lengua de Señas Colombiana – LSC, Colômbia (clique aqui)
“Three little pigs”, em American Sign Language – ASL, Estados Unidos (clique aqui).