Chisato Minamimura

Radicada no Reino Unido, a dançarina e coreógrafa japonesa Chisato Minamimura é uma das grandes artistas surdas contemporâneas. Após estudar na Laban Dance Centre (Londres), Minamimura retornou ao Japão, onde, além de dar aulas de dança, concluiu um mestrado na Universidade Nacional de Yokohama.

Ex-integrante da CandoCo Dance Company, Chisato percorreu mais de quinze países com apresentações, oficinas e residências artísticas, contribuindo para uma série de grupos e companhias.

Por meio da dança contemporânea, a coreógrafa surda subverte as exigências do mundo sonoro: “indagada sobre como consegue dançar se não consegue ouvir, Minamimura dá a volta à pergunta e rebate: o que é música? Ela diz não saber o que é e dá uma interpretação própria por meio de sua dança, que denomina música visual. (…) Posso sentir a música por suas vibrações, mas isso não tem nenhum significado para mim. Tenho perguntado a pessoas o que é a música, mas ninguém consegue, de fato, responder-me. Para mim, o vento a soprar ou uma torneira a gotejar são como músicas visuais. Mas não estou certa se o meu conceito de música visual é algo que eu possa partilhar com pessoas ouvintes” (retirado de Japan Times).

Suas performances exploram a visualidade de gestos, movimentos e sons, trazendo à tona novas formas de se pensar e realizar a dança. Abaixo, apresentação de “New Beats”, performance criada e coreografada por Chisato Minamimura (clique aqui para assistir a uma entrevista com ela).

 
Chisato Minamimura
 


Categoria: Dança
País: Japão / Reino Unido
Línguas: Japonês, Inglês e British Sign Language (BSL) 
Site oficial: http://chisato.h-and-c.jp


 

Setembro Azul – EMEBS Helen Keller

Categoria: Eventos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://surdohk.blogspot.com.br

As atividades da Semana Setembro Azul 2014 na EMEBS Helen Keller (São Paulo), acontecerão nos próximos dias 24, 25 e 26 de setembro. A primeira escola pública para surdos da capital paulista, fundada em 1952, realizará, nesses dias, um ciclo de palestras sobre diferentes temas, entre eles “Acessibilidade na cultura” (Leonardo Castilho), “Consciência Negra” (Sandro dos Santos), “O mundo do trabalho para surdos” (Daniela Klemp), entre outros – confira a programação e mais informações, clique aqui.

 
Setembro Azul - HK
 

Kapa Haka – Sign Language

Uma das principais manifestações culturais da Nova Zelândia, a Kapa Haka tem sua origem na tradição maori, o povo nativo da região. “Kapa haka é o termo para as artes performáticas maori e significa literalmente formar uma linha (kapa) e dançar (haka). Trata-se de uma combinação emocional e poderosa de música, dança e canto. A kapa haka é realizada por grupos culturais nos maraes, nas escolas, e durante eventos especiais e festivais” (retirado do site newzealand.com).

No vídeo abaixo, um grupo de alunos da Porirua School (escola primária de Porirua, cidade localizada na região metropolitana de Wellington, capital do país) introduz a Língua de Sinais Neozelandesa em uma apresentação de Kapa Haka, formando um simpático coro gestual.

 
Kapa Haka
 


Categoria: Coro gestual / Coro de sinais
País: Nova Zelândia
Línguas: InglêsNew Zealand Sign Language (NZSL)


 

Alex Wilhite

A experimentação com cores, contrastes e formas é a tônica do trabalho de Alex Wilhite, artista plástico surdo estadunidense. “Atraio-me por seguir as cores da natureza e a forma como mudam, do nascer ao pôr do sol”, afirma o pintor.

Suas obras, expostas em museus e galerias dos Estados Unidos, Europa e Japão, são “majoritariamente abstratas, precisamente geométricas e tipicamente caracterizadas por cores vivas e fortes. Pintor pós-minimalista, Wilhite considera suas grandes influências artistas abstratos do pós-guerra, como Jackson Pollock, Frank Stella e Mark Rothko” (retirado de Deaf Art).

Mestre em Belas Artes pelo Pratt Institute (Nova Iorque), o artista hoje ocupa-se também como docente. Alguns de seus trabalhos, como a obra abaixo, intitulada “Audism”, expressam diretamente a sua experiência Surda, trazendo à tona elementos relacionados às culturas surdas (audismo, ou ouvintismo – termo mais corrente no Brasil -, é o nome dado ao conjunto de práticas e discursos que, pautado na “normalidade do ouvir”, rejeita a diferença Surda e, de forma menos ou mais visível, oprime, desqualifica, precariza, normaliza e coloca em situações de desvantagem as pessoas surdas não alinhadas a um padrão ouvinte).

 
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Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Audism
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.alexwilhite.com


 

 

O Peralta

Categoria: Contação de histórias em Língua de Sinais
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

“O Peralta”, história infantil escrita por Jefferson Galdino (Ed. Noovha America), ganha versão em Libras traduzida por Cristiane Ribeiro Albres e sinalizada por Clara Ramos Pedroza (CEADA-MS). “E você? Conhece algum cachorro muito peralta, esperto e brincalhão? Pois aqui você vai ver um que, além de tudo isso, também é muito curioso e só quer saber de diversão. É aí que começam as várias confusões…” (sinopse do livro).