Para um filho surdo

No filme documental “Para um filho surdo”, o produtor Rob Tranchin (ouvinte) narra os desafios de ser pai de uma criança surda. Quais as escolhas a fazer: investir na oralização do pequenino ou matriculá-lo em uma escola bilíngue, onde possa adquirir a língua de sinais? Envolver-se com as comunidades surdas ou esforçar-se para que seu filho reproduza comportamentos e expectativas ouvintes? Qual o valor da fala, dos treinamentos auditivos e das línguas gestuais no dia-a-dia do garoto?

De forma sensível, Rob faz de seu filho, Tommy Tranchin (ainda criança), um interlocutor “imaginário” para os seus depoimentos, angústias e hesitações, trazendo à tona falas de profissionais, pesquisadores (como Harlan Lane), familiares e pessoas envolvidas com o mundo surdo.

“Cometemos muitos erros, Thomas, e certamente cometeremos outros tantos. Quando um dia você for pai, sei que irá compreender. Queríamos mudá-lo, mas você nos mudou. Um dia vai entender e se perguntar por que demos tanta importância a isso. Veja isso como uma dádiva, pois é assim que o vemos”, afirma Rob.

Abaixo, a primeira parte do vídeo – clique aqui para assistir à segunda parte. [Nota: Tommy Tranchin morreu aos 15, quase dez anos após a gravação do documentário].

 
Para um filho surdo
 


Categoria: Filmes
País: Estados Unidos
Ano: 1994
Título: “Para um filho surdo” (“For a deaf son”)
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL), legendas em Português


 

Let it go

Categoria: Sucessos em sinais
País: Estados Unidos
Música: “Let it go” (por Idina Menzel)
Línguas: Várias
Letra / Tradução: “Let it go” traduzido para o Português
Vídeo oficial: “Let it go”, Frozen (com Idina Menzel)

Traduzida para mais de quarenta idiomas e dialetos orais (clique aqui para ver mais), a música “Let it go”, trilha sonora de Frozen – Uma aventura congelante (Frozen – O Reino do Gelo, em Portugal), ganha também diferentes versões em línguas de sinais. Em diferentes países do mundo, usuários das línguas gestuais deram à animação musical da Disney traduções em American Sign Language (ASL – Estados Unidos), Svenskt Teckenspråk (Suécia), British Sign Language (Reino Unido) e Lengua de Signos Española (Espanha). Confira na lista abaixo.

Let it go em American Sign Language
Let it go em Svenskt Teckenspråk
Let it go em British Sign Language
¡Suéltalo! em Lengua de Signos Española

Let it go

 

Deafhood – Poetry

Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Estados Unidos
Poema: “Deafhood
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Utilizando o alfabeto manual da American Sign Language (ASL), especificamente as configurações de mão que formam as letras da palavra Deafhood (clique aqui para saber mais sobre o termo), Ruthie Jordan criou um belíssimo poema gestual descrevendo a força e a beleza das raízes surdas que, em muitos, brotam no coração.

 


 

Viuda Bistro

Em Buda, uma pequena cidade ao sul do Texas (EUA), frequentadores do antigo Viuda Bistro podiam experimentar algumas das especialidades do premiado chef de cozinha surdo Kurt Ramborger, “The Irish Chef” (“O Chef Irlandês”, como é também conhecido).

No restaurante, cujo co-proprietário (Paul Rutowski) e outros funcionários eram surdos, a American Sign Language fazia-se, também, língua corrente. Dizia a sub-chef Jacquelin Doudt, surda: “minha visão é estabelecer uma base no restaurante para mostrar a pessoas ouvintes que é muito possível trabalhar com surdos no salão e na cozinha (…) espero que o Viuda Bistro sirva de exemplo para todos os restaurantes” (fonte: Austin360).

O bistrô, pouco tempo depois de sua inauguração em 2011, tornou-se mais um ponto de encontro para a comunidade surda local que – entre saladas, massas, carnes e sobremesas preparadas por um badalado cozinheiro surdo – ganhou um empreendimento deaf-owned (administrado por surdos) aberto para todos.

Clique aqui para ver um vídeo do Viuda Bistro.

  
Viuda Bistro
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 
  

 

Antoine Hunter

Categoria: Dança
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://urbanjazzdance.com

Coreógrafo, dançarino, instrutor de dança, modelo, ator e poeta: assim se define Antoine Hunter, surdo norte-americano (Oakland, Califórnia) fundador e diretor do Urban Jazz Dance Company, companhia de dança que reúne profissionais surdos e ouvintes. Nascido “completamente surdo em um dos ouvidos” e “com deficiência auditiva em outro” (fonte: OaklandNorth), Hunter já se dedicava à dança no ensino médio, quando tinha aulas com Dawn James na Skyline High School. Depois de passar por diversas companhias, dando cursos e oficinas por todo os Estados Unidos, Antoine Hunter fundou, na Califórnia, a Urban Jazz Dance Company, onde – entre membros surdos, ouvintes e com deficiência auditiva – “os dançarinos precisam encontrar um meio de trabalhar juntos, enquanto cada um sente a música de maneira diferente”. Em suas apresentações, a língua de sinais é comumente incorporada à coreografia, criando uma bela fusão entre a potência poética da língua e os movimentos de corpo. Além da dança, o multi-talentoso artista é presidente da Bay Area Black Deaf Advocates, seccional que atua pelos direitos de surdos negros norte-americanos na costa oeste estadunidense. Abaixo, Hunter apresenta uma mistura de danças africanas, jazz, hip-hop, gospel e língua de sinais.