The Silent Worker

The Silent Worker foi um jornal nacional popular entre os surdos dos Estados Unidos durante o final da década de 90 do séc. XIX (1890) até o fim do primeiro quartel do séc. XX (1925). Conhecido originalmente como The Deaf Mute Times, foi primeiro publicado em fevereiro de 1888 e então renomeado para Silent Worker em 27 de setembro do mesmo ano. A New Jersey School for the Deaf continuou a sua publicação mensalmente, exceto nos meses de julho, agosto e periodicamente setembro, até ser encerrado em junho de 1929. Autores surdos norte-americanos escreviam quase todos os artigos, embora contribuições ocasionais de sujeitos surdos de outros países também tenham sido impressas” (retirado dos arquivos digitais da Gallaudet University – Aladin).

Os textos do jornal – entre matérias sobre artes, política, religião, esportes, comportamento, etc., – foram digitalizados e disponibilizados na web pela Universidade Gallaudet, em seu acervo virtual. Um grande banco de dados para consulta pública, com centenas de artigos partilhados on-line, onde é possível perder-se por horas em leituras sobre as comunidades surdas de outrora (textos em inglês). Para facilitar a busca, as matérias estão organizadas por autor, assunto e título.

 

 


Categoria: Revistas e Periódicos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.aladin0.wrlc.org/gsdl/collect/gasw/gasw.shtml


 

Feliu Ventura

Na voz, a língua catalã; nas mãos, a Llengua de Signes Catalana – assim é no video-clipe de “El pes d’un somriure” (“O peso de um sorriso”), música do cantautor espanhol Feliu Ventura, nascido em Xàtiva, na comunidade autónoma da Valencia (onde a língua oficial, além do castelhano, é o valenciano, uma variante dialetal do catalão).

No vídeo, sinais da LSC misturam-se à voz do cantor, interpretados por homens, mulheres, jovens, adultos, crianças, surdos e ouvintes.

 
Feliu Ventura
 


Categoria: Música com sinais
País: Espanha
Línguas: Catalão e Llengua de Signes Catalana (LSC)
Letra: “El pes d’un somriure” (Feliu Ventura)
Site oficial: http://www.feliuventura.com


 

Sesto Senso

Um restaurante bilíngue onde os empregados de mesa (garçonsdominam as língua de sinais: eis o Sesto Senso (Сесто Сенсо), cantina italiana inaugurada em 2006 em Moscou (Rússia). “Uma cliente, Oksana Trusova, explica como medidas simples podem fazer uma grande diferença: é fácil para mim em um restaurante para surdos e difícil em outros lugares, porque (quando os funcionários não entendem a língua de sinais) preciso escrever em um papel o que quero e mostrar ao garçon. (…) Yulia Rabimovich, outra visitante do café, acredita que todos os estabelecimentos deveriam ter pelo menos uma pessoa que sabe língua gestual” (retirado de Russia Today – RT, 02 de maio de 2007).

No Sesto Senso, ao contrário de outros tantos restaurantes, perguntar pelo cardápio com detalhes, assim como saber se esse ou aquele sanduíche leva cebola, para o público surdo não é um problema.

 
Sesto Senso
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Rússia
Línguas: Russo e русский жестовый язык (Russkiy zhestovyi yazyk, Língua de Sinais Russa)
Site oficial: http://sesto-italy.ru/


 
 

Possible World

Uma organização não governamental formada por jovens surdos, ouvintes e deficientes auditivos, que luta pela promoção e valorização das trocas e diferenças (inter)culturais por meio do teatro e de projetos com outros tipos de mídias: eis o Possible World (Mundo Possível), sediado na Alemanha, que aposta no trabalho criativo/coletivo para que todos possam superar obstáculos, aprender em conjunto e cultivar um novo mundo possível.

Em 2008-2010, o grupo produziu a peça “Frühling Erwache!” (vídeo abaixo), que contou com grande repercussão, levando algumas causas surdas para diferentes teatros e festivais do país. Assim como esta, a peça “Medea! Die Wahrheit! Me Dea F” – um dos últimos projetos do grupo – também faz uso de diferentes suportes e mídias para enriquecer as apresentações no palco (clique aqui para assistir ao trailler de “Medea! Die Wahrheit! Me Dea F”).

 Possible World

 


Categoria: Teatro / Movimentos
País: Alemanha
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.possibleworld.eu


 

Jackie Schertz

Jacqueline Schertz – ou Jackie Schertz, como é conhecida – cresceu em família de surdos de ascendência judaica, em Nova Iorque. Bacharel em Serviço Social e mestre em Recursos Humanos pela Rochester Institute of Technology/National Technical Institute for the Deaf (RIT/NTID), hoje – depois de exercer uma série de atividades profissionais, entre o ensino de ASL e a participação em programas comunitários a serviço das comunidades surdas – integra o departamento de American Sign Language e Interpretação (ASLIE) da instituição.

Seu trabalho artístico centra-se, sobretudo, na arte em vitrais, a explorar cores e formas que, em alguns momentos, (re)tratam as suas experiências com as culturas surdas e judaicas (clique aqui para assistir a um pequeno vídeo com o trabalho de Jackie).

A obra abaixo, intitulada “Eye in Hand” (“Olho na mão”), incorpora os traços de identidades surdas e judaicas da artista: “o formato da mão é retirado de um síbolo judaico chamado Hamsa. Este protege de mau-olhados. (…) Na cultura Surda, mãos e olhos são vitais para a ASL, nossa língua”, afirma (retirado de seu blog).

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Eye in Hand
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jackieschertz.blogspot.com