DreamWorkshop

Um dos países com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, a Islândia conta com pouco menos de 500 mil habitantes e situa-se próximo ao Círculo Polar Ártico, no norte do Oceano Atlântico. Uma ilha vulcânica, gelada, conhecida por suas paisagens incríveis, entre rios glaciais, canyons, gêisers, auroras boreais e cataratas.

Sua capital, Reykjavik, concentra grande parte da população do país, assim como os principais centros comerciais, culturais, etc. (assista aos vídeos do Deaf Reykjavic, em que surdos locais apresentam boas dicas sobre a cidade, com legendas ocultas em Português: vídeo 1, vídeo 2, vídeo 3, vídeo 4, vídeo 5, vídeo 6).

No país, um grupo de teatro de surdos promove as artes cênicas entre as comunidades surdas, desde 1994, com produções, cursos e festivais (como o Draumar/Dreams) que reúnem artistas surdos e com deficiência auditiva de toda a Islândia e de outras regiões: o Draumasmiðjan (DreamWorkshop). Apresentações em línguas gestuais, baseadas nas culturas surdas, para públicos surdos e ouvintes.

 

 


Categoria: Teatro
País: Islândia
Línguas: Islandês e Íslenskt Táknmál (Língua de Sinais Islandesa)
Site oficial: http://www.draumasmidjan.is


 

Nescafé

Quando as mãos se exaltam em conversa de sinais, o resultado pode ser desastroso. Neste vídeo, surdos tailandeses apresentam uma versão bem humorada de um possível comercial do Nescafé, marca de café solúvel da Nestlé.

 
Nescafe
 


Categoria: Propaganda
País: Tailândia
Línguas: Tailandês e Thai Sign Language (TSL)
Produto anunciado: Nescafé


 

Rap Contra el Racismo en LSE

Categoria: Campanhas e Movimentos
País: Espanha
Línguas: Castelhano e Lengua de Signos Española (LSE)
Vídeo original: “Rap contra el racismo
Letra: “Rap contra el racismo”, em Castelhano
Site oficial: http://www.rapcontraelracismo.es

O “Rap contra o racismo” é uma campanha da ONG Movimiento contra la Intolerancia, em parceria com grandes nomes da cena hip hop da Espanha, a fim de combater a xenofobia e o racismo no país. Dirigido principalmente para o público jovem, o vídeo foi distribuído em centros educativos e culturais, além de promovido em diversas organizações e redes sociais. Rappers como El Chojin, Nach, Xhelazz, entre outros, juntaram-se neste projeto com o desejo de chamar a atenção para um tema bastante espinhoso, que ainda hoje incomoda grande parte dos países da Europa, seja pela ascensão de partidos da direita ultra-conservadora/nacionalista, seja pelas ações de grupos neonazistas, seja por práticas corriqueiras fundadas em atitudes racistas e intolerantes. A luta contra o racismo, contra o audismo/ouvintismo, contra a homofobia, entre outras tantas, juntam-se na afirmação das diferenças, exigindo um esforço de todos: a pensar no público surdo, o grupo Ilsevin, formado por intérpretes de Lengua de Signos Española, disponibilizou para a campanha um vídeo do “Rap contra o racismo” em língua gestual.

 

 

Som e Fúria

Peter e Heather, dois pequeninos surdos, estão à espera da decisão de seus pais sobre o uso – ou não – de um implante coclear (IC). Heather é filha de pais surdos; Peter é filho de pais ouvintes que partilham das comunidades surdas – sua mãe é Coda (Child of Deaf Adults, filha de pais surdos) e seu pai é Soda (Sibling of Deaf Adults, irmão de surdo).

Tanto os pais surdos de Heather quanto os pais ouvintes de Peter tentam encontrar respostas para uma série de perguntas e pressões que lhes são colocadas quanto ao implante, vindas do “mundo ouvinte” e do “mundo surdo”. Peter e Heather são primos, mas as decisões de seus pais caminham em sentidos opostos.

Dirigido por Josh Aronson, o documentário é um dos mais sensíveis ao controverso tema do IC, apresentando argumentos – de surdos e de ouvintes – que ora conflitam, ora confluem, ultrapassando a discussão em preto-e-branco de posições sectárias.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO FILME COMPLETO

Som e Fúria
  


Categoria: Filmes (Documentário)
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL), legenda em Português
Site oficial: http://www.soundandfuryfilm.com


  

Pamela Witcher

Pamela Elizabeth Witcher é uma artista plástica canadense, nascida em 1975 em família surda na cidade de Montreal (província francófona de Quebec). Além das pinturas que em parte retratam a sua experiência surda, a artista multimedia atua em performances com línguas gestuais (ASL e LSQ) e vídeos (clique aqui para assisitir a uma performance de Pamela Witcher).

Sua arte aborda temas como o audismo/ouvintismo, feminismo, sexualidade, identidades e culturas surdas, entre outros. (Clique aqui para ver um pequeno vídeo sobre a artista, e aqui para vê-la discorrer sobre o seu trabalho).

A obra abaixo, intitulada “Hitler, Bell and Ling in Disguise” (“Hitler, Bell e Ling disfarçados”), faz alusão à Adolf Hitler (e suas políticas de eugenia e eliminação da surdez), Alexander Graham Bell (e sua defesa do oralismo e da proibição das línguas de sinais na educação de surdos) e Daniel Ling (oralista canadense, criador de métodos de ensino de fala e treinamento auditivo usados em diferentes países): representados como espíritos malignos, verdes e com grandes orelhas, investem contra duas imagens sem orelhas (sujeitos surdos), observados por figuras angelicais a olharem consternadas para o que acontece.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Canadá
Obra: “Hitler, Bell and Ling in disguise
Línguas: Inglês, Francês, American Sign Language (ASL) e Langue des Signes Québécoise (LSQ)
Site oficial: http://pamelawitcher.tripod.com