Scott Upton

Scott Upton é um designer gráfico surdo canadense, responsável pelo site “Hand Nation – The Digital Art of Sign Language”, onde publica e comercializa parte de seu trabalho. “Meu interesse por design gráfico começou quando eu era jovem e fazia o anuário de alunos da escola”, diz o artista digital (retirado de Hand Nation).

Suas obras em 3D usam como elemento central a representação de mãos, e sinais, na composição das imagens. Os itens, entre quadros (impressos em papel fotográfico de alta resolução, resistentes à água e de longa durabilidade) e protetores de tela (clique aqui para conferir), podem ser adquiridos pelo site.

 

 


Categoria: Artes Plásticas (Artes Digitais)
País: Canadá
Obra: “Jet
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://handnation.com


 

 

Oh Darling

Categoria: Sucessos em sinais
País: Estados Unidos
Música: “Oh Darling” (Plug In Stereo)
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “Oh Darling” traduzido para o Português
Vídeo oficial: “Oh Darling”, Plug In Stereo

Um music-video gravado por alunos da Florida School for the Deaf and the Blind – FSDB (Escola para Surdos e Cegos da Flórida, clique aqui para conhecer) com a música “Oh Darling”, do  jovem cantor estadunidense Trevor Dahl, mais conhecido por seu projeto solo Plug In Stereo. Um romance-high-school, interpretado em língua de sinais.

 

 

The Bakery Cafe

No pequeno e montanhoso país situado entre a Índia e a China, onde o “topo do mundo” – o Monte Everest – rasga o céu, uma rede de restaurantes chama a atenção por contar com dezenas de funcionários surdos.

No Nepal, em algumas unidades da “The Bakery Cafe”, placas afixadas na parede solicitam: “por favor, usem língua gestual com a nossa equipe, obrigado pela atenção”; em outras, todos os garçons são surdos e sinais são uma das formas de comunicação possíveis para se fazer um pedido. “Mais de 60 empregados surdos, entre os quais dez mulheres, trabalham em sete filiais da Bakery Cafe em Catmandu, servindo pizzas, momos e hamburguers. (…) Kakshhapati contratou o primeiro grupo de garçons surdos 13 anos atrás, depois de ficar impressionado com a dedicação de alguns sujeitos surdos que verificavam passes em um evento de negócios” (Reuters, 8 de março de 2012).

O mesmo Shyam Kakshhapati, responsável pelas contratações e proprietário da rede, hoje afirma: “eu queria provar que as pessoas surdas têm os mesmos talentos que os outros, e elas já demonstraram isso”.

(Além da reportagem abaixo, assista a um outro vídeo sobre uma das lojas do “The Bakery Cafe” da capital do país, clique aqui. Para assistir aos anúncios da rede, com destaque para a língua de sinais, clique aqui e aqui).

 
The Bakery
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Nepal
Línguas: Nepalês e Nepali Sign Language
Site oficial: http://www.thebakerycafe.com.np


 
 

Look, Smile, Chat

Categoria: Campanhas e Movimentos
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://youngpeople.ndcsbuzz.org.uk/looksmilechat

“Look, smile, chat”, ou “Olhe, sorria, converse” em tradução para o Português, é uma campanha promovida pela National Deaf Children Society’s (NDCS) para enriquecer a compreensão sobre a surdez entre adolescentes britânicos, assim como para incrementar a comunicação entre jovens surdos e ouvintes do país. Por meio de vídeos, cartazes e materiais didáticos direcionados às comunidades escolares do Reino Unido (e à população em geral), “dicas” e informações de como interagir com pessoas surdas são partilhadas, desfazendo sensos comuns e esclarecendo aspectos importantes da comunicação (principalmente em relação a práticas de leitura orofacial, ou “leitura labial”): “Olhe-me enquanto fala” ressalta a atenção que se deve ter quando o interlocutor é surdo, para que a leitura orofacial seja possível (vídeo abaixo); “Fale normalmente” desfaz a ideia vulgar de que se deve falar vagarosamente, com movimentos exagerados de boca, ou gritar para que um surdo oralizado entenda o que se diz (assista ao vídeo); “Assegure-se de que sei sobre o que você está falando” (assista ao vídeo) aponta para o cuidado de reforçar todas as principais informações da conversa, evitando mal-entendidos e falhas de comunicação; “Existem várias maneiras de conversar” afirma as diferentes formas de comunicação – entre elas as línguas de sinais – para além da fala (assista ao vídeo); entre outros filmes, com histórias e dicas de jovens surdos.

 

 

Iris Aranda

Iris Aranda, artista plástica surda, nasceu em família ouvinte, no Panamá. “Quando Iris tinha seis anos, descobriu que podia se comunicar por meio da pintura, e começou a criar obras de arte para expressar suas emoções”. Pouco tempo depois, mudou-se para a Argentina, onde sua mãe a matriculou em uma escola para surdos. “Lá, tentaram ensiná-la a falar, a ler lábios e a escrever para se comunicar, mas Iris continuava a preferir se comunicar por meio de sua arte” (trechos retirados do site da pintora). Licenciou-se em Artes Plásticas, e continuou a fazer da pintura o seu meio privilegiado de expressão – seus trabalhos extrapolaram as fronteiras panamenhas, sendo cortejados também em território norte-americano e em outros países. A ênfase e a intensidade dos olhos/olhares, como uma constante em suas telas, trazem à tona a sua experiência visual, em quadros com belos contrastes de cores.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Panamá
Obra: “Many Eyes
Línguas: Espanhol, Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.irisne.com