Paula Teixeira

“Paula Teixeira pisou pela primeira vez um palco aos 12 anos numa gala no Teatro Maria Matos. Aos 16 começou a tocar guitarra e integrou várias bandas. Em 1998 foi premiada com o segundo lugar no programa Chuva de Estrelas interpretando “Reach” de Gloria Estefan. Na mesma altura tirou o curso de intérprete de Língua Gestual Portuguesa que exerce actualmente e transporta para a sua vida artística, dando uma nova dimensão à universalidade da música. É a única cantora com tradução dos seus temas para LGP, levando a mais de 150 mil surdos portugueses as emoções patentes em seus espetáculos”.

Além de se apresentar em concertos, rádios e programas de TV, a artista realiza um projeto infanto-juvenil chamado “Som e Silêncio”, de integração entre surdos e ouvintes. “Este projecto consiste num concerto acústico, mas muito pedagógico, onde Paula Teixeira apresenta os seus temas musicais a crianças, jovens e adultos, convidando-os a viajar por estes dois mundos aparentemente opostos, numa comunhão entre a música e a Língua Gestual Portuguesa. O público é levado a descobrir novos horizontes de aprendizagem e partilha, dando um novo significado à palavra Comunicação” (trechos retirados do site oficial da cantora).

Clique aqui para ver um vídeo promocional do Projeto Som & Silêncio.

 
Paula Teixeira
 


Categoria: Música com sinais
País: Portugal
Vídeo: “Quando e Onde
Línguas: Português e Língua Gestual Portuguesa
Letra: “Quando e Onde”, Paula Teixeira
Site oficial: http://paulateixeira.com


 

Allegro Molto

Categoria: Poesia em Língua Portuguesa
País: Brasil
Poema: “Allegro Molto”  (de Denizart Fazio)
Línguas: Língua Portuguesa
Site oficial: http://enquantos.wordpress.com

Denizart Fazio é um poeta contemporâneo, dos grandes. Seu verso é dança: lê-lo é passear entre imagens que se movimentam em coreografia livre, palavras que nos ecoam em todos os seus (en)cantos. Um dia, após uma tarde em festa junina de surdos, rodeado por sinais e mãos ocupadas em prosas, Denizart fez do encontro palavras: um bonito poema, em língua portuguesa, sobre as línguas gestuais.

 

 

Nancy Rourke

Pintar era uma forma de se comunicar: assim, a pequena Nancy usava os seus traços, e cores, para poder partilhar com os outros o que havia em si. Nancy Rourke nasceu em São Diego, Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, em família ouvinte – até os seis anos, seus pais não sabiam sobre a sua surdez, e os médicos diziam que a pequenina tinha problemas de fala e de aprendizagem.

Quando jovem, a artista estudou design gráfico e pintura no National Technical Institute for the Deaf  (Instituto Técnico Nacional para Surdos), em Rochester, Nova Iorque, do outro lado de seu país, onde também se diplomou como mestre.

Em 1979, pela primeira vez, a pintora expôs as suas obras na National Gallery of Art (Galeria Nacional de Arte), em Washington; mas, naquele momento, por subestimar e desconfiar de suas possibilidades no mundo arte, abandonou a pintura, deixando paleta, telas e pincéis como atividade secundária. Desde então Rourke trabalhou como designer gráfica em grandes e prestigiadas empresas, como Xerox e 20th Century Fox (neste interim continuava a frequentar cursos e workshops de pintura).

Em 2010, envolveu-se com as Artes Surdas: ali descobriu a sua paixão e passou a se dedicar, em tempo integral, às artes plásticas.

Muito influenciada por Henri Matisse, Andre Derain e outros pintores fovistas, suas telas trazem à baila questões ligadas às culturas e comunidades surdas. História da surdez, bilinguísmo, militância surda, ouvintismo/audismo, em traços e cores muitos peculiares – e conhecidos! – da artista.

  

  


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Understandig Deaf Culture
Línguas: American Sign Language (ASL) e Inglês
Site oficial: http://www.nancyrourke.com


 
 

Um Poema

Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Portugal
Poema: “Um Poema” (de Amílcar Furtado)
Línguas: Língua Gestual Portuguesa (LGP) e Português

Imagens que se entrelaçam, com muita beleza, nos sinais de Amílcar Furtado: a repressão posta de forma poética, trágica, em cenários diferentes. Um retrato sobre práticas ouvintistas, autoritárias, contra crianças surdas em escolas oralistas – cheio de metáforas, em paisagens que se intercambiam e compõem um interessante jogo de imagens. O poema é sonorizado – o som, para o espectador ouvinte, dá um novo ritmo para a leitura, sugere intensidades na cadência do texto. Além de som, a poesia de Furtado conta com o uso de palavras em Português. Essa amálgama, esse todo de línguas e linguagens, forma uma ótima experiência de leitura. (O poema foi veiculado em rede de TV aberta em Portugal, a RTP2).

  


 
 

Pepsico

Categoria: Propaganda
País: Estados Unidos
Anunciante: Pepsico Enable
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.pepsico.com  (site do anunciante)

O anúncio Bob’s House (Casa do Bob), veiculado em 2008 no intervalo do Super Bowl (o famoso campeonato estadunidense de futebol americano), refaz uma famosa piada, corrente nas comunidades surdas. Visto por milhões de espectadores, a propaganda da Pepsi retrata com muito humor a desventura de dois amigos surdos, atrasados para o início do jogo. Mas então, qual das casas é a do Bob? Eis o que tentam descobrir.