Crash and Burn

Categoria: Sucessos em sinais
País: Inglaterra
Música: “Crash and Burn” (Savage Garden)
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Letra / Tradução: “Crash and Burn”, traduzido para o Português
Vídeo oficial: “Crash and Burn”, Savage Garden

No vídeo-clipe oficial de “Crash an Burn”, da famosa banda australiana Savage Garden, Darren Hayes (o então vocalista) termina a música com um trecho em língua de sinais (clique aqui para assistir ao vídeo-clipe original, e aqui para ver uma curiosa gravação de Hayes ensaiando nos bastidores). Abaixo, uma bela interpretação da canção em Língua de Sinais Britânica (BSL) feita por Rebecca Withey.

 

 

Theater HandStand

Criado há mais de dez anos por Johanna Thoma, o grupo reuniu, logo no início, surdos e ouvintes sem muita experiência em teatro. Por meio de experimentações com imagens, movimentos e língua gestual, trabalhavam “novas” possibilidades cênicas em projetos realizados pela equipe, então batizada de HandStand.

Com o passar dos anos, Shakespeare (“Sonhos de uma noite de verão”) e Goethe (“Fausto”) foram explorados pelo companhia. Dois grandes e interessantes desafios. A preocupação com o uso da fala e da língua de sinais em composições harmônicas, com a coreografia dos movimentos, com a utilização de músicas, figurinos e objetos, com o diálogo com outras tradições teatrais (como africanas e indianas) e com a adaptação dos textos literários são, entre outras, questões que enriquecem o trabalho do grupo alemão sediado ao sul do país.

 

 


Categoria: Teatro
País: Alemanha
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site: http://www.theater-handstand.de


 

Signes du Temps

Categoria: Poesia em Língua de Sinais / Teatro
País: França
Línguas: Francês e Langue des Signes Française (LSF)
Site oficial: http://estelleaubriot.free.fr

Signes du Temps é um espetáculo poético bilíngue com poemas, haikais e pequenas histórias narradas em Francês e interpretadas em LSF (Langue de Signes Française). Em cena, Estelle Aubriot (atriz ouvinte envolvida com a língua de sinais, com uma série de produções bilíngues, como “Duo à quatre mains” e “Contes Magiques“) e Levent Beskardès enchem os olhos de quem os assiste, em vozes e gestos cheios de sensibilidade. Na web, pequenos trechos poéticos são partilhados com o público, como “Le petit chaperon rouge” (“Chapéuzinho Vermelho”, em versão para adultos, clique aqui para assistir), “Du fond d’une pivoine” (clique aqui para assistir), “Les amours du chat” (clique aqui para assistir), “Sur la branche morte” (clique aqui para assistir). Na brevidade de um haikai, na poesia das mãos e expressões, na melodia da voz… a beleza das apresentações de Aubriot e Beskardès. Abaixo, trecho de “Mes funéiralles”, poema de Nazim Hikmet.

 

 

Carcará

Categoria: Sucessos em sinais
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (LSB/Libras)
Letra: Carcará, letra de João do Vale e José Cândido
Vídeo original: Carcará, no espetáculo Opinião

Como parte do projeto “Música Brasileira em Língua de Sinais – História, política, cultura”, realizado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (clique aqui para saber mais sobre a inciativa), a música Carcará, popularizada por Maria Bethânia na década de 60, é interpretada em língua gestual. O vídeo é acompanhado de outros, com diferentes abordagens da canção: uma contextualização histórica do momento em que foi escrita (clique aqui para assistir), uma biografia de João do Vale e José Cândido, autores de Carcará (clique aqui para assistir), além de uma interessante análise literária de sua letra (clique aqui para assistir). Apresentados em Libras, oferecem aos espectadores surdos e ouvintes uma ótima aproximação da música eternizada por Bethânia, uma das mais brilhantes cantautoras brasileiras.

 

 

ASL Shakespeare Project

Traduttore, tradittori (tradutor, traidor), diz a velha máxima inquisidora de traduções. A frase sugere que qualquer texto traduzido, por melhor que seja, é uma traição à obra original.

Os desafios estão postos: que se desfaça, então, a frase já batida. Maiakovski, Guimarães Rosa, Neruda, Kawabata, Goethe, Shakespeare… que continuem a ser partilhados em diferentes línguas.

Em 1999, pesquisadores surdos e ouvintes ligados à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, reuniram-se para traduzir a peça “Noite de Reis” (“Twelfth Night”), de William Shakespeare, para a American Sign Language (ASL). O projeto ganhou tamanho, e um belo e rigoroso trabalho foi feito para trazer um dos maiores escritores/dramaturgos de todos os tempos para o universo dos sinais.

No site do projeto (em Inglês e ASL), várias peculiaridades do exercício da tradução foram trazidas à tona, mostrando o cuidadoso trabalho feito pela equipe. Referências culturais, rimas, melodias, metáforas e jogos de palavras (baseados nas semelhanças de sons e escritas dos vocábulos) são transportados com muita beleza para o texto poético em língua gestual, em uma interessante iniciativa que potencializa a riqueza e a complexidade das línguas de sinais. (Nos vídeos e exemplos disponibilizados na página da web é possível acompanhar o processo e as soluções encontradas na tradução).

 

 


Categoria: Teatro (Tradução)
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.aslshakespeare.com