Vibração de carnaval

Categoria: Eventos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

No dia 28 de fevereiro, sábado, a Festa Vibração (“um projeto independente que surgiu do desejo de incentivar a cultura e quebrar barreiras entre a comunidade surda e ouvinte de maneira inovadora e inclusiva”) irá celebrar, em São Paulo, o carnaval. “Para comemorar a primeira edição de 2015, o projeto Vibração preparou umas surpresas para vocês. Além da performance dos bailarinos surdos Catharine Moreira e Matheus Da Silva Santos, teremos a presença cheia de cultura de Rodrigo Bento, da festa Pilantragi, nas pick-ups. Leandro Pardi, o mirongueiro, agita a pista com o seu axé. E não podemos esquecer do dj fashionista mais querido do Brasil, Nilo Caprioli”, diz a página oficial da festa. O evento também contará com intérpretes de Libras, pista vibratória, aroma-jockeys, live painting e videomapping. Onde? Na Jongo Reverendo (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 – Vila Madalena). Para saber mais, clique aqui.

 
Vibração de carnaval
 

Rubbena Aurangzeb-Tariq

Rubbena Aurangzeb-Tariq nasceu surda em uma família muçulmana de Surrey, condado não-metropolitano nos arredores de Londres. Licenciada em Artes Plásticas pela University of the Arts London (UAL – Central Saint Martins) e mestre pela Universidade de Surrey, Rubbena atua também como arte-terapeuta e “seu fascínio pela revelação sutil de conflitos inconscientes – sejam tensões entre culturas, pessoas ou partes do eu – figura como o cerne de seu trabalho” (retirado do site oficial).

Dessas (dis)tensões, as fronteiras físicas e identitárias que (re)definem a experiência surda tornam-se imagens em suas telas, já expostas em cidades como Paris, Montreal, Oxford, etc. Aparelhos auditivos, por exemplo, em traços quase abstratos, são elementos correntes em suas obras, trazendo à tona a discussão sobre o Ser Surdo.

Na pintura abaixo, um cérebro se une a um implante coclear (primeira linha) por um sinal de adição; um aparelho de amplificação sonora equivale a um olho (segunda linha) e uma representação das línguas de sinais subtrai um balão de fala (terceira linha).

 
Rubbena Aurangzeb
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Reino Unido
Obra: “Co-ordination
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://rubbena.com


 
 

Cópia vs Cópia

Em um encontro fortuito, dois homens se provocam ao fingirem-se de sombra – o chiste, no entanto, acaba por custar caro para um deles. Dirigido por João Pinto, o curta-metragem português “Cópia vs cópia” conta também com a participação de Tony Weaver, Susana Gaivota e Alexandre Manuel.

 
Cópia vs Cópia
 


Categoria: Curtas / Animações
País: Portugal
Filme: “Cópia vs Cópia
Línguas: Português e Língua Gestual Portuguesa (LGP)


 

Deaf Men Dancing

Categoria: Dança
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://marksmithproduction.com

Desde 2010 sob a direção de Mark Smith (coreógrafo surdo), um grupo de dançarinos surdos vem ganhando destaque no cenário artístico britânico. Chamado de Deaf Men Dancing (DMD), o coletivo une ao vocabulário da dança a prosódia da língua de sinais, fazendo da British Sign Language o ponto de partida de coreografias que fundem diversos estilos. Em vez de pistas sonoras, os dançarinos (que comumente atuam com os pés descalços) guiam-se pelas vibrações do piso e pela atenção ao outro para cadenciar os movimentos, fato que os torna – de acordo com Smith – mais entrosados que profissionais ouvintes (fonte: BBC). “Talvez sejam os níveis de atenção e cooperação que criam o senso de unidade na companhia, encontrado apenas entre dançarinos que trabalham juntos há muitos anos” (retirado de LondonDance). Em inúmeros festivais pela Europa, como Brighton Festival, Stockton International Riverside Festival, Liberty Festival, City Lit’s Deaf Day, Clin d’Oeil, etc. a presença dos DMD (com espetáculos como Alive!Hear! Hear! e Sense of Freedom) reafirma que a dança é possível, sim, para todos, sejam surdos ou ouvintes. Abaixo, trecho do espetáculo Sense of Freedom.

 


 

Surdez: um enfoque sócio-cultural

Categoria: Curtas / Animações
País: Brasil
Filme: “Surdez: um enfoque sócio-cultural
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

Protagonizado por Vanessa Vidal, o curta-metragem “Surdez: um enfoque sócio-cultural” retrata algumas das barreiras de comunicação com que se deparam, diariamente, muitos surdos brasileiros. “Criado para ser exibido no primeiro seminário Enfoque sobre a Surdez em abril de 2010, o filme em preto e branco não tem legenda de propósito, visando instigar o público a ter curiosidade pela Libras (Língua Brasileira de Sinais), bem como causar a experiência de se colocar no lugar do outro. Apesar de não ter legendas, o filme se mostra perfeitamente compreensível e a atuação de Vanessa, muitas vezes cômica, torna o filme algo gostoso de assistir” (retirado da descrição oficial do vídeo).