Paul McCartney

No mundo da música, algumas celebridades já se arriscaram a sinalizar. Bem ou mal, trouxeram um novo léxico de línguas visuais-espaciais (viso-motoras) ao grande público. Liza Minnelli, em “Quiet Love” (clique para assistir), arranhou alguns sinais em uma mistura bimodal que deu mais graça a seu canto. Em Portugal, Manuela Azevedo, dos Clã, também fez uso da Língua Gestual Portuguesa no vídeo-clipe da música “Problemas de Expressão” (clique aqui para assistir).

Agora, ninguém menos que Johnny Depp e Natalie Portman deram-se a sinalizar no clipe da canção “My Valentine”, de Paul McCartney, em um vídeo lançado há dois dias e que está se espalhando viralmente entre públicos surdos e ouvintes.

A música faz parte do novo álbum de McCartney, “Kisses on the Botton”, lançado há pouco pelo famoso cantor britânico, e os vídeos – apresentados em três versões, uma em que aparece apenas Natalie Portman (clique aqui para assistir), outra apenas com Johnny Depp (clique aqui para assistir), e uma terceira com os dois astros de Hollywood juntos (ver abaixo). Com apenas dois dias de exibição nas redes sociais, os vídeos já contam com milhões de views.

Uma ótima forma de promover ainda mais as línguas de sinais e as culturas surdas, nas mãos de gigantes do mainstream internacional, da música e do cinema.

 
My Valentine
 


Categoria: Música com sinais
País: Inglaterra
Vídeo: “My Valentine
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “My Valentine” (Paul McCartney)


 

Deaffinity

Categoria: Campanhas e Movimentos
País: Inglaterra
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL), legendas em Português
Site oficial: http://deaffinity.com / http://www.deafnotdumb.com

Uma organização britânica que atua pelos direitos de minorias étnicas e raciais (BME – Black and Minority Ethnic) dentro das comunidades surdas: eis o Deaffinity, coletivo criado em 2007 que conta com uma série de projetos para empoderar esses grupos específicos. Assim como movimentos surdos ligados à questões de gênero, ou outros ligados a grupos minoritários, o Deaffinity acena para a ideia de que a surdez é uma entre tantas identidades que nos atravessam e que são, comumente, confrontadas por ‘normas’ hegemônicas – brancas, cristãs, heterossexuais, etc. – presentes em grande parte do mundo ocidental. O vídeo da campanha “Deaf Not Dumb” (“Surdo, não Mudo”), já bastante partilhado em redes sociais, chama a atenção para a importância das línguas de sinais e da afirmação identitária dos sujeitos Surdos.

 

 

See Hear Magazine

Categoria: Séries e Programas – Magazine semanal/TV
País: Inglaterra / Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.bbc.co.uk/programmes/b006m9cb

Um programa de TV veiculado todas as quartas-feiras (às 13h, horário local) na rede britânica BBC2, com matérias relacionadas às comunidades surdas de vários países do mundo: entrevistas, reportagens, documentários, de, para e sobre o público surdo. Entretenimento, educação, cultura, política, língua, tecnologias, entre outros tantos assuntos podem ser assistidos no See Hear, um dos mais antigos programas sobre as culturas e comunidades surdas da TV inglesa, quiçá dos media internacionais. O magazine, apresentado em Língua de Sinais Britânica (BSL), voz e legendas, é transmitido desde 1981 e já conta com mais de 30 séries com dezenas de episódios cada (alguns disponíveis no site do programa). Para quem transita com facilidade pela língua inglesa, eis uma ótima oportunidade para acompanhar as boas – e más – novas sobre o mundo surdo.

 

 

Deafinitely Theatre

“Nossas produções são criadas por uma perspectiva surda e buscam reforçar a cultura, a identidade e o orgulho surdo – local, nacional e internacionalmente”,  é o que afirma a missão do Deafinitely Theatre, companhia de teatro profissional formada e dirigida por surdos ingleses.

Fundado em 2002, o grupo leva aos palcos a British Sign Language (BSL), junto com a língua inglesa, em peças destinadas a públicos surdos e ouvintes (clique aqui para assistir ao trailler da peça Double Sentence). “Há tantas compreensões errôneas sobre ‘ser surdo’ (…); queremos que as pessoas entendam o significado de ‘ser surdo’, e que também percebam o potencial dos artistas surdos”, diz Paula Garfield, diretora e uma das fundadoras da companhia (retirado do site ingês Same Difference, matéria de 12 de dezembro de 2009).

As peças da equipe londrina, assim, convidam o público ouvinte a repensar a surdez, da mesma forma que convidam o público surdo a repensar o que compreendem sobre o mundo ouvinte. No site do Deafinitely Theatre podem ser comprados DVDs de algumas produções já apresentadas (clique aqui para consultar).

 

 


Categoria: Teatro
País: Inglaterra
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.deafinitelytheatre.co.uk


 

Derby Deaf Drama

Derby Deaf Drama: as três iniciais compõem o nome da companhia, 3D. Criado em 2002 na cidade de Derby (região central da Inglaterra), o grupo – dirigido por surdos – oferece formações para aqueles que se interessam, não só para atuarem como atores como também para aprenderem técnicas de iluminação, cenografia ou direção (para isso, exigem apenas um grau intermediário de proficiência na BSL). “O projeto busca dar a adultos surdos a oportunidade de se desenvolverem por meio da educação e da diversão” (retirado do site oficial do grupo). (Clique aqui para ver fotos de peças apresentadas pela companhia 3D).

 

 


Categoria: Teatro
País: Inglaterra
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.3dderbydeafdrama.co.uk