CQ Hotels

Em maio de 2015, durante a Semana de Conscientização sobre a Surdez (Deaf Awareness Week), o CQ Hotels Wellington, na capital neozelandesa, levou a cabo uma interessante empreitada para promover as culturas surdas e a língua de sinais do país: além da contratação de funcionários surdos e da capacitação de sua equipe em língua gestual (que já ocorria desde 2013), a rede hoteleira introduziu em seu restaurante (e em seus cafés) cardápios em New Zealand Sign Language (NZSL) – língua usada por quase 30 mil pessoas no arquipélago (clique aqui e aqui para ver fotos do cardápio).

Depois do sucesso da iniciativa, o CQ (que tem na acessibilidade uma grande bandeira) manteve não só a presença da NZSL e de alguns empregados surdos em seus estabelecimentos como incrementou a decoração de seus espaços com ilustrações de sinais e do alfabeto manual (clique aqui, aqui e aqui para visualizar parte dos espaços).

Agora, para além de poder atender prontamente o seu público sinalizante, o CQ Hotels toma parte – ativamente – na divulgação e no empoderamento das comunidades surdas locais.

 
CQ
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Nova Zelândia
Línguas: InglêsNew Zealand Sign Language (NZSL)
Site oficial: https://www.cqwellington.com/


 
 

Britehouse Blacksmith Cafe

Com a ajuda do projeto Blacksmith Coffe Movement, jovens sul-africanos têm a oportunidade de fazer frente ao desemprego formando-se baristas profissionais. O curso de três meses, que aproxima os participantes da história do café (e de seus preparos) e os capacita para o uso de máquinas, utensílios e técnicas específicas, é financiado pela venda de cafés de marca própria (na rede local Ciro) e conta com o apoio de uma série de parceiros. Um desses parceiros, a empresa de tecnologia Britehouse, fez da pequena cafeteria mantida em sua sede um espaço comandado por baristas do projeto – no caso, os jovens baristas Olga Masondo e Herold Hlophe, este último, surdo.

A surdez de Herold e o seu pertencimento à cultura surda, no entanto, fizeram do bar-café um empreendimento nada ordinário: além de sua presença como atendente/barista sinalizador (e com sua grande experiência no ensino da língua de sinais), o local ganhou um grande menu com sinais da Língua de Sinais Sul-Africana, a SASL – que circula também por cartões espalhados pelo balcão e por um aplicativo usado por funcionários da companhia.

Agora, nas pausas durante o trabalho, nos horários de almoço ou nos finais de expediente, a língua gestual se fará viva entre muitos.

(Clique aqui para conhecer outros vários cafés, bares e restaurantes surdos).

 
Britehouse Cafe
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: África do Sul
Línguas: Inglês e South African Sign Language (SASL)


 
 

Café de las sonrisas

Mantido pelo Centro Social Tio Antonio (ONG criada e dirigida pelo espanhol Antonio Prieto), o Café de las Sonrisas oferece – para além de cafés, doces, bebidas e pratos rápidos – formação profissional e trabalho para pessoas surdas e com deficiência auditiva.

A cafeteria, inaugurada em 2012 na cidade de Granada (Nicarágua), é, de acordo com o site do projeto, a primeira do gênero em funcionamento nas Américas. Esquivando-se do termo “caridade” e evitando discursos paternalistas, Antonio afirma que o Café de las Sonrisas pauta-se em três diretrizes: educação, trabalho e dignidade. “Se você voltar amanhã, é porque o café é bom, o suco é gostoso e a comida é incrível”, independentemente de quem a preparou, diz (retirado de World Travel Buzz).

Além de imagens da língua gestual estampadas pelas paredes do salão (que conta com um espaçoso alpendre ajardinado, com mesas e redes de descanso), cardápios também ensinam frases simples do Idioma de Señas de Nicaragua e são ilustrados com pictogramas referentes aos itens servidos. Já aos clientes que desejarem, são distribuídos protetores auriculares para que experimentem uma refeição em silêncio.

Clique aqui e aqui para assistir a vídeos sobre o Café de las Sonrisas, e aqui para acessar a página oficial da cafeteria no Facebook.

  
Café de las Sonrisas
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Nicarágua
Línguas: Espanhol e Idioma de Señas de Nicaragua
Site oficial: https://facebook.com/cafe.de.las.sonrisas/


 
 

Fingertalk Cafe

A poucos minutos de Jacarta (Indonésia), um novo e (para muitos) inusitado café começa a chamar a atenção do público local. Operado por funcionários surdos (hoje, totalizam nove) e ouvintes usuários da língua de sinais, o Fingertalk Cafe and Workshop oferece pratos rápidos, doces, bebidas e saladas em um ambiente tomado pela Bahasa Isyarat Indonesia, uma das dezenas de línguas gestuais do país.

O projeto surgiu da iniciativa de Dissa Ahdanisa, jovem empreendedora social, e Pat Sulistiowati, ativista surdo, que – juntos – conceberam o café e recrutaram profissionais surdos (com e sem experiência) para atuarem no estabelecimento.

Nas paredes do Fingertalk, imagens do alfabeto manual se somam às placas espalhadas pelo salão, onde a língua de sinais se exibe em figuras e fotografias, a auxiliar clientes que travam ali os seus primeiros contatos com a cultura surda. Além de promover um espaço surdo (deaf friendly e deaf owned), a lanchonete/café localizada em Tangerang (município na região metropolitana da capital do país) fomenta a formação de jovens e adultos surdos/com deficiência auditiva dos arredores.

Para assistir a uma reportagem sobre o Fingertalk, clique aqui; para acompanhar a página do café no Facebook, clique aqui.

 
Fingertalk Cafe
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Indonésia
Línguas: Indonésio e Bahasa Isyarat Indonesia (Língua de Sinais Indonésia)
Site oficial: https://facebook.com/dcfingertalk/


 
 

DeaFined

Em 2014, surdos e ouvintes do Canadá festejaram a inauguração do Signs, o primeiro restaurante canadense a fazer da American Sign Language a língua corrente entre garçons, maitres e clientes (saiba mais, clique aqui). Agora, do outro lado do país, um novo empreendimento surge também para – além de servir boa comida mediterrânea – promover a língua de sinais e as práticas culturais do povo surdo.

Aberto em Vancouver por Moe Alemeddine (restaurateur fundador do O.NOIR e do Dark Table, casas que oferecem “jantares às escuras” com staff formado por cegos e pessoas com deficiência visual), o DeaFined conta com equipe de funcionários surdos e faz valer a experiência do deaf-dining (“jantar surdo”).

“O objetivo do DeaFined é oferecer uma ‘cozinha de fusão’ em um ambiente receptivo e acolhedor ao mesmo tempo em que promove a American Sign Language e oferece oportunidades de trabalho para pessoas surdas e com deficiência auditiva” (retirado do site oficial do restaurante).

Para assistir a uma reportagem sobre o DeaFined, clique aqui; para acessar o site oficial, clique aqui.

  
DeaFined
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Canadá
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.deafined.ca