Christine Sun Kim

Em seus trabalhos, Christine Sun Kim (CK) explora a materialidade do som traduzindo-o em traços, cores, formas, movimentos e performances. Para a artista surda radicada em Nova Iorque, o mundo sonoro e as (im)possibilidades de comunicação firmam-se como inusitados objetos de experimentações estéticas, ganhando destaque por uma série de processos e artefatos.

“Não tendo a mesma relação emotiva com o som, ela o internaliza sentindo suas manifestações físicas”, que se desdobram em numerosas linguagens. “CK interessa-se pelas percepções e pelas regras do som, tanto sociais como estéticas, e assumiu o compromisso de explorar, em suas obras, as formas como ele é produzido e percebido” (fonte: 15questions).

Em algumas de suas instalações, as vibrações produzidas por altifalantes, amplificadores ou pequenas caixas de som resultam em manifestações visuais produzidas com tintas, cordas, balões, corantes, objetos, etc. Frequências tornam-se grafismos, pinturas, símbolos, sistemas; palavras são disparadoras de ações (CK usa, em grande medida, tablets e smartphones como suportes de suas obras).

Mestre em Belas Artes (Música) pela Bard College e pela School of Visual Arts (Artes Visuais), a artista surda vem chamando a atenção com o seu trabalho provocativo, a problematizar o universo sonoro e da comunicação, em exposições e performances realizadas em diferentes países do mundo, como Estados Unidos, Coréia de Sul, Áustria, Alemanha, Suécia, Canadá, entre outros.

Para assistir a trechos da performance “Face Opera II”, clique aqui; para assistir à “Large Conversation”, clique aqui).

 
Cristine Sun Kim
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://christinesunkim.com


  

Roar

Categoria: Sucessos em sinais
País: Estados Unidos
Música: “Roar
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “Roar” traduzido para o Português
Vídeo oficial: “Roar”, Katy Perry

A música “Roar”, um dos grandes sucessos da cantora estadunidense Katy Perry, ganha versão em língua de sinais (American Sign Language) interpretada por crianças surdas da Kendall Demonstration Elementary School (EUA).

 


 

Orkid Sassouni

Uma série de fotos sobre as comunidades surdas norte-americanas marca o trabalho (De’VIA) da fotógrafa surda Orkid Sassouni, iraniana radicada em Long Island (Estados Unidos). Mãos em conversas, encontros de surdos, espaços bilíngues, etc. são captados pelas lentes de Sassouni, responsável pelo projeto fotográfico “Being Deaf and Free-Spirit” (“Ser Surdo e espírito-livre”).

“Fiquei fascinada com o orgulho, a energia, as principais formas de comunicação, o pensamento e a consciência deles sobre o mundo lá fora“, diz a fotógrafa sobre o povo surdo, de quem se aproximou quando ingressou na Gallaudet University, em 1990 (onde se formou em História da Arte e Museologia).

Foi na universidade, onde aprendeu a Língua de Sinais Americana, que mergulhou no universo da fotografia – expressão em que se aperfeiçoou por meio de outros vários cursos (como o realizado na Parsons School of Design, onde, em contato com a prestigiada fotógrafa Annie Leibovitz, começou a registrar as nuances do mundo surdo).

Em São Francisco, na costa oeste estadunidense, Sassouni concluiu o mestrado em Artes Interdisciplinares (com ênfase em Educação) pela San Francisco State University e trabalhou no Centro de Serviço aos Surdos da San Francisco Public Library (um interessante espaço dentro de uma biblioteca pública que reúne – além de atendentes bilíngues – uma extensa coleção de livros, artigos, revistas e vídeos sobre língua de sinais, cultura surda, surdez, etc.).

Por meio das fotos, partilham-se novos olhares sobre a surdez, trazendo a público retratos da imensidão cultural desse grupo minoritário (fontes: Rochester Institute of Technology e Deaf Art).

 
Orkid Sassouni
 


Categoria: Artes Plásticas / Fotografia
País: Irã / Estados Unidos
Obra: “Girl talking
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 

 

Alex Wilhite

A experimentação com cores, contrastes e formas é a tônica do trabalho de Alex Wilhite, artista plástico surdo estadunidense. “Atraio-me por seguir as cores da natureza e a forma como mudam, do nascer ao pôr do sol”, afirma o pintor.

Suas obras, expostas em museus e galerias dos Estados Unidos, Europa e Japão, são “majoritariamente abstratas, precisamente geométricas e tipicamente caracterizadas por cores vivas e fortes. Pintor pós-minimalista, Wilhite considera suas grandes influências artistas abstratos do pós-guerra, como Jackson Pollock, Frank Stella e Mark Rothko” (retirado de Deaf Art).

Mestre em Belas Artes pelo Pratt Institute (Nova Iorque), o artista hoje ocupa-se também como docente. Alguns de seus trabalhos, como a obra abaixo, intitulada “Audism”, expressam diretamente a sua experiência Surda, trazendo à tona elementos relacionados às culturas surdas (audismo, ou ouvintismo – termo mais corrente no Brasil -, é o nome dado ao conjunto de práticas e discursos que, pautado na “normalidade do ouvir”, rejeita a diferença Surda e, de forma menos ou mais visível, oprime, desqualifica, precariza, normaliza e coloca em situações de desvantagem as pessoas surdas não alinhadas a um padrão ouvinte).

 
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Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Audism
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.alexwilhite.com


 

 

Crêpe Crazy

Em maio de 2014, uma nova creperia foi inaugurada na pequenina Dripping Springs, cidade localizada nos arredores de Austin (Texas, EUA). Diferente de grande parte dos restaurantes da região, a Crêpe Crazy chama a atenção por ser um empreendimento deaf-owned (gerido por surdos), onde o público sinalizador pode ser atendido em língua gestual. Além de Inna Giterman (dona do local), outros surdos fazem parte da equipe, do balcão à cozinha, preparando e servindo dezenas de crepes, saladas, sucos e pratos rápidos.

Antes do novo espaço, a Crêpe Crazy (comandada por Inna e seu marido, também surdo, Vladimir Giterman) mantinha stands em eventos e feiras, como a tradicional State Fair of Texas, realizada anualmente em Dallas, e oferecia serviços de catering (atendimento em festas particulares, empresas, etc.).

Com o trabalho em família, a Crêpe Crazy completará oito anos, oferecendo a milhares de clientes aquilo que, para Vladimir, é definido como uma “bonita arte” – os crepes.

Clique aqui para conhecer a fanpage da Crêpe Crazy no Facebook ou clique aqui e aqui para assistir a vídeos sobre o lugar.

 
Crêpe Crazy
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.crepecrazy.com