Dorothy Frankel

Antes de mergulhar no mundo da arte, Dorothy Frankel dedicava-se às ciências do desporto e do exercício: mestre em Fisiologia Aplicada pela Universidade de Columbia (1979), Dorothy comandava, em Nova Iorque, um fitness center, onde fitness e saúde eram palavras de ordem.

Após uma série de reviravoltas em sua vida, já na década de 1980, a atração por esculpir tomou-a de assalto: “foi nessa época que experimentei o despertar de minha paixão pela escultura. Enquanto reformava minha casa, descobri um amor por trabalhar com as mãos que, naturalmente, levou-me a esculpir. Trabalhando com madeira recuperada, talhei móveis e peças abstratas”.

Do talho da madeira, Dorothy esforçou-se para aprimorar novas técnicas: vieram as aulas com argila, os cursos na SculptureCenter e na National Academy of Design (ambas em Nova Iorque), as viagens para a Itália, até que – já arrebatada pela arte – fechou as portas de sua academia a fim de ter a escultura (e outras expressões artísticas) no centro de seu dia-a-dia.

Suas obras, produzidas principalmente em argila, metais, pedra e madeira, e expostas em numerosos museus e galerias, em muito fazem referência à natureza, a animais, a formas geométricas, etc. “Ao invés de focar em conceitos ou designs demasiado intelectuais, meu trabalho dá ênfase a uma forte conexão emotiva com a Terra, com si mesmo, com o outro, com os animais” (retirado do site oficial).

As figuras de mãos são também recorrentes em seu trabalho, a trazerem à tona – por meio de mudras e das línguas de sinais – a força da união, da conectividade e das relações fraternas (clique aqui para assistir a um vídeo com trabalhos da artista e aqui para visitar sua galeria sobre mãos e línguas gestuais).

 
Dorothy Frankel
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Relationship – Connection
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.dorothyfrankel.com


 

 

Darren’s

Diferente de outros espaços deaf owned (geridos por surdos), não há no restaurante Darren’s, em Manhattan Beach, Califórnia, qualquer indício que denuncie a surdez de seu chef (e proprietário) Darren Weiss, a não ser a vibração de um pager, na cozinha, a avisar a presença de garçons (fonte: DTravel).

Formado em 1996 pela Culinary Institute of America (Nova Iorque), Darren trabalhou em alguns dos mais prestigiados restaurantes do Havaí, país que em muito marca a sua culinária. Saladas, massas, frutos do mar, carnes, porções, sobremesas: a cozinha norte-americana se refaz, por suas mãos, entre influências asiáticas e mediterrâneas. Servidos em um aconchegante salão, os pratos – do Mac and cheese ao alabote do Alasca – são bem comentados por muitos daqueles que os experimentam.

Na reinauguração do restaurante (reaberto em 2014, após alguns anos fechado), Darren Weiss promoveu um jantar beneficente a fim de angariar fundos para a No Limits for Deaf Children (em outro momento, as crianças surdas atendidas pela organização também puderam vivenciar um dia como pequenas chefs – veja vídeo). Mais que deaf owned, uma iniciativa – sem dúvida – deaf friendly.

  
Darrens
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://darrensmb.com


 
  

Leon Lim

Quando pequeno, Leon Lim encantava-se com cores, formas e objetos, que – (re)organizados por sua gramática visual – garantiam-lhe uma linguagem para se expressar e se saber.

Nascido (profunda e orgulhosamente) surdo em Kedah, Malásia, Lim logo desenvolveu um apurado senso de observação e, alheio ao mundo sonoro, deslumbrava-se com imagens estampadas em fitas cassetes e aguçava sua imaginação com os objetos cotidianos (quase todos comezinhos) que colecionava.

Em sua infância, o esteio de sua arte: hoje um prestigiado artista radicado em Nova Iorque, onde se licenciou em design de interiores e design gráfico, Leon Lim realiza seu trabalho em diferentes suportes, como pintura, multimídia, fotografia artística, luz, fogo, instalações, etc., combinando velhos objetos com uma série de inusitados materiais para compor novas e ousadas criações.

Segregação, barreiras de comunicação e cultura/identidade são alguns dos temas que reverberam em suas obras, que em grande medida trazem à tona sua experiência Surda (como nos trabalhos “Silent Story“, “Discommunicativeness” e “What’s in the Deaf’s mind” e ).

Em 2011, Leon Lim participou da segunda temporada do reality show Work of Art: The Next Great Artist, exibido pelo canal Brav(EUA), ganhando mais popularidade no país (assista os três episódios com Lim: episódio 01, episódio 02, episódio 03).

 
Leon Lim
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Malásia / Estados Unidos
Obra: “Killing my deafness
Línguas: Malaio e Bahasa Isyarat Malaysia (Língua Gestual Malaia)
Site oficial: http://www.leonlim.com


 

 

John Rich

John Rich, cantautor country norte-americano (ex-integrante da banda Lonestar), apresentou ao lado de Marlee Matlin – famosa atriz surda estadunidense (saiba mais) – a música “For the Kids”. Acompanhado por um coro gestual da New York School for the Deaf (Escola para Surdos de Nova Iorque), o duo presenteou o público com uma versão da canção em American Sign Language.

 
John Rich
 


Categoria: Clipes com sinais
País: Estados Unidos
Vídeo: “For the kids
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “For the kids” traduzido para o Português
Site oficial: http://www.johnrich.com


 
 

Jacob Lyons – Kujo

Categoria: Dança
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: Krazy Kujo (Facebook)

Fundador e diretor artístico da Lux Aeterna Dance Company, o estadunidense Jacob Lyons – também conhecido como Kujo – dança desde os quinze anos e, a despeito dos que supunham improvável, tornou-se um dos mais prestigiados dançarinos (surdos) contemporâneos. Nascido em 1976 na Califórnia, Kujo já se apresentou em mais de trinta países, entrelaçando em suas performances influências do break, das artes circenses, da ginástica, do ballet, do chinese pole e da dança moderna. Por sua grande dificuldade em ouvir a música, Kujo apoia-se nas vibrações sentidas sobre o tablado, bem como na visualização do ritmo por meio da observação dos movimentos (também palmas e acenos) de outros dançarinos e na memorização prévia das músicas – que faz em particular, escutando-as em volume bastante alto (fonte: Ill Abilities). Quando jovem, Jacob “Kujo” Lyons criou ao lado de parceiros o famoso grupo californiano de b-boys Soul Control, com quem já marcava seus fortes – e potentes – passos (o grupo ficou conhecido na década de 90 por ser um dos pioneiros na execução do Airlflare, um movimento bastante popular no mundo hip hop, veja aqui). No vídeo abaixo, Kujo apresenta-se com a dançarina Amy “Catfox” Campion no premiado espetáculo “Beached”, de 2008.