Julie Stromme

Julie Stromme nasceu em São Paulo, mas aos nove anos mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Quando pequena, a artista plástica surda comunicava-se por meio de desenhos, por não dominar, àquela altura, uma língua gestual – que começou a aprender aos nove, em contato com as comunidades surdas norte-americanas. A arte, assim, fez-se linguagem primeira desde cedo.

Pouco tempo depois de chegar aos EUA, Julie já fazia pinturas à óleo; mais tarde, na universidade, começou a se dedicar à pintura acrílica – Julie licenciou-se em Design Gráfico pela National Technical Institute for the DeafRochester Institute of Technology (NTID-RIT).

Hoje, para além das telas, a artista residente em Chicago também atua como designer freelancer e oferece aulas e oficinas de pintura para grupos de interessados (em “paint parties”). Para assistir a uma entrevista com Stromme, clique aqui (parte 01) e aqui (parte 02); para acompanhar o seu trabalho no Facebook, clique aqui.

 
Julie Stromme
 


Categoria: Artes Plásticas
País: BrasilEstados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jsartstudio.carbonmade.com


 
 

 

Darlene Weir

Inspirada por seu tio (um artista surdo profissional), Darlene Weir, surda norte-americana, começou a pintar ainda pequena, fazendo da arte, desde então, uma prática sempre presente em seu cotidiano. Já adulta, frequentou cursos na Bloomfield Art School, além de outros vários pela Europa.

O hiper-realismo na representação de cenas e de objetos cotidianos (com ênfase para as telas de natureza morta) é um traço que se destaca em parte de sua obras, que, em alguns momentos, também reafirmam suas experiências surdas.

Residente em Troy (Michigan), onde atua em seu estúdio, a artista conta com obras expostas em museus e galerias surdas do país, como o Deaf Cultural Center, no Kansas, e o museu da Delaware School for the Deaf (fonte: Chicago De’VIA Festival).

Na pintura abaixo, “Criação da ASL”, Darlene Weir faz alusão a um hipotético ato de criação divina (e libertária) da língua de sinais.

 
Darlene Weir
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Creation of ASL
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 
 

Austin Balaich

Licenciado em Animação pela Brigham Young University (BYU, Utah), Austin Balaich – desenhista e designer gráfico surdo estadunidense – hoje mora em Kuala Lumpur, Malásia, onde atua em estúdios e cursos de animação 3D. Seus trabalhos são feitos, sobretudo, em suportes digitais, entre ilustrações, jogos (gaming), vídeos e sketchs.

Na obra De’VIA (Arte Surda) abaixo, Balaich retrata Alexander Graham Bell, o famoso porta-bandeira das empreitadas oralistas na América do século XIX (e início do século XX), tido como detrator da língua de sinais, em posição que remete aos grandes ditadores. Um implante coclear, no canto inferior esquerdo, faz alusão ao símbolo comunista, insinuando o totalitarismo das práticas e discursos ouvintistas (audistas).

Para acompanhar no Facebook o trabalho de Austin Balaich, clique aqui.

 
Austin Balaich
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Alexander Graham Bell Audism
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.austinbalaich.com


 

 

 

Shannon’s Tea House

Em Frederick, Maryland (na costa leste dos Estados Unidos, a poucas horas de Washington D.C), a Shannon’s Tea House & Art Gallery Cafe oferece àqueles que por lá passam uma série de chás, sanduíches, doces, salgados, sucos e pratos rápidos.

A proprietária do espaço, Shannon Cooley (surda, licenciada em Design Gráfico pela Gallaudet University), fez do café uma despretensiosa e atraente galeria, onde exibe também obras de artistas surdos – e obras De’VIA – de todo o país. Entre paredes e refeições, as artes e as culturas surdas ganham um lugar privilegiado no circuito gastronômico do estado.

Inaugurado há poucos anos (2010) em um sobrado de esquina na East Patrick Street (nº 244), o café/galeria figura como mais um, entre outros vários, estabelecimento deaf-owned (comandado por surdos) do mundo.

 

 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 
 

Veronique Cheney

Para Veronique Cheney, artista surda argelina radicada nos Estados Unidos, a arte – se não em sua herança genética – é um grande legado familiar. Ainda pequena, observava o seu avô e a sua mãe (ambos artistas) em seus afazeres com telas, tintas e pincéis e hoje, adulta, faz da arte o centro de seus dias.

Há mais de quarenta anos nos EUA, Veronique (nascida ouvinte na Argélia e ensurdecida aos seis anos, na França) aprendeu a American Sign Language na faculdade, quando se aproximou das comunidades e culturas surdas norte-americanas. Aprender a língua de sinais, mesmo que tardiamente, teve um grande impacto em sua vida e em sua produção artística: “era como mágica, eu comecei a sonhar em língua de sinais”, afirma Cheney, que em suas obras (desenhos, pinturas, cerâmicas, pirografias, entre outras) traz à tona uma série de marcadores culturais do povo surdo (retirado de Herald-Tribune).

Outro tema corrente em seu trabalho é o judaísmo, cujos símbolos costumam estar presentes, também, em traços e cores fortes. “Eu amo todos os movimentos artísticos e não tenho preferência por algum artista em particular que tenha influenciado a minha pintura. Meu estilo varia do abstrato ao realismo; algumas vezes pop art ou folk art, outras, surrealismo ou expressionismo” (retirado de Fine Art America).

Para acompanhar o trabalho de Veronique Cheney no Facebook, clique aqui.

 
Veronique Cheney
 


Categoria: Artes Plásticas
País: ArgéliaFrança / Estados Unidos
Obra: “O in ASL
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://veronique-cheney.artistwebsites.com