3992, no exit

Categoria: Curtas / Animações
País: Alemanha
Filme: “3992, no exit” (“3992, sem saída”)
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)

Um taxista surdo, um cliente impaciente, problemas de comunicação. Quando tudo parece de brinquedo, haverá saída para o passageiro? Um curta-metragem surdo, alemão, de humor: “3992, no exit” (“3992, sem saída”).

 

 

Manfred Mertz

Desde pequeno, por influência de seu pai, Manfred Mertz interessa-se pela arte. Nascido em Göppingen (sul da Alemanha) no ano de 1950, o artista surdo dedica-se hoje, principalmente, à pintura sobre tela (tinta à óleo e acrílica), retratando em dezenas de suas obras “imagens silenciosas”, algumas oníricas, a despertarem uma “viagem interior” no espectador.

Além de suportes tradicionais, Mertz trabalha com “body-art” e cinema, talhando esculturas de corpos em diferentes materiais e atuando/produzindo filmes surdos. MM (como indica o seu nome gestual) possui hoje dois estúdios/ateliês, em Wörth e em Koblenz, e suas exposições já estiveram em digressão por outros países europeus.

Na tela abaixo, Mertz retrata mãos e olhos, ressaltando a preponderância da experiência visual em seu cotidiano, deixando a cóclea (um dos órgãos responsáveis pela audição, indicada no quadrante inferior direito) em segundo plano.

Para conhecer mais sobre o artista, visite o seu site, clique aqui.

 
Manfred Mertz
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Alemanha
Obra: “Sprechende Hände, hörende Augen
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.mm-kunst.de


 

 

Paul Dinkel

Já no jardim de infância, Paul Dinkel era apaixonado por desenhos: copiava e pintava, entretido, uma série de personagens de histórias em quadrinhos (bandas desenhadas), como Asterix e Obelix, Conan e Super Homem.

Nascido em 1961 em Haßfurt (Alemanha), Dinkel – surdo filho de pais surdos – frequentou a escola de surdos de Wuerzburg e, ainda jovem, aprendeu diferentes técnicas de pintura (retratando principalmente paisagens e figuras femininas).

Na década de 80, envolveu-se na ilustração de livros de ensino de língua de sinais, dedicando-se também a trabalhos com cartoons e caricaturas – que, em parte, retratavam aspectos das experiências e culturas surdas.

Autor dos livros “Das Buch der besten Gehörlosenwitze” (“O livro das melhores piadas de surdos”, disponível em dois volumes – clique aqui para ver divulgação), o cartunista é bastante famoso entre as comunidades surdas alemãs [fontes: dmccartoon e site do desenhista, hoje desativado]. Além do cartoon abaixo, clique aqui e aqui para ver outros.

 
Dinkel - 01
 


Categoria: Ilustrações
País: Alemanha
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)


 

 

Dieter Fricke

Dieter Fricke é um artista plástico surdo alemão, nascido em 1943 na cidade de Borken. Filho de pais ouvintes, sentia-se preso e bastante isolado quando, pequeno, convivia com amigos e familiares ouvintes. Por isso, nas escolas de surdos onde estudou (como a escola de surdos de Homberg), logo confirmou o valor de estar entre pessoas que, como ele, percebiam e expressavam o mundo de e por outras formas.

Grande parte de suas obras (pinturas, esculturas, fotografias, arte digital) retrata a importância das línguas de sinais (em muitas referências a imagens de mãos) e das experiências Surdas, em obras cheias de cores, contrastes e força, na tessitura entre visível e invisível.

Entre telas expressionistas, abstratas e esculturas feitas com diferentes materiais, Fricke segue a enriquecer as Artes Surdas (clique aqui para ver uma das galerias do artista).

 
Dieter Fricke
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Alemanha
Obra: “Gebärdensprache bright verständigung
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.fricke-art.com


 

 

Rudolf Werner

Rudolf Werner nasceu em 1944 na cidade de Niebüll, extremo norte da Alemanha, quase fronteira com a Dinamarca. Quando pequeno, frequentou a escola de surdos de Wuppertal, onde também cursou a Escola de Artes e Ofícios (Werkkunstschule). Ainda jovem, envolveu-se com trabalhos de ilustração e design gráfico – atividades que realiza até hoje. Entre as suas várias obras, em diferentes suportes (escultura, pintura, fotografia, mobiliário, etc.), algumas retratam as lutas, experiências e culturas surdas.

Na tela abaixo, “Freiheit der Gebärdensprache” (“A liberdade da língua de sinais”), o artista multimedia faz referência à quebra do muro linguístico que, em alguns momentos, segrega as comunidades surdas e relega à clandestinidade as línguas gestuais.

Para conhecer mais da Arte Surda (Gehörlosen-Kunst) produzida por Rudolf Werner, clique aqui.

 
Rudolf Werner
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Alemanha
Obra: “Freiheit der Gebärdensprache” (“A liberdade da língua de sinais”)
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.rudwer-art.de