Harlem Shake Surdo

Categoria: Outros
País: Estados Unidos e Portugal
Línguas: Inglês, Português, American Sign Language (ASL) e Língua Gestual Portuguesa (LGP)

Originalmente, o Harlem Shake é um tipo de dança popularizado no início da década de 80 no Harlem – um dos principais pólos culturais das comunidades afro-americanas na cidade de Nova Iorque (veja a dança em videoclipe de G-Dep, clique aqui). Porém, nas últimas semanas, supostamente inspirados no “swing alcoolizado” – como afirmava Al B, um dos precursores do estilo – do Harlem Shake e na música homônima produzida pelo DJ Baauer, multiplicaram-se vídeos com pessoas em performances malucas, cheias de adereços nonsenses repetindo movimentos desvairados. As gravações tornaram-se uma “febre”, e logo começaram a pipocar aos milhares em redes sociais: desde então, escolas, escritórios, agências, grupos de amigos, igrejas e até exércitos já produziram as suas versões. O modelo é geralmente o mesmo, basta digitar “Harlem Shake” no Youtube para conhecê-lo e ter ideia da força viral desse meme. Entre tantos, aparecem também os “Harlem Shake Surdos” filmados por grupos de amigos ou associações de surdos de diferentes países. Abaixo, “Harlem Shake Deaf” gravado por surdos portugueses. Assim como esse, clique aqui para ver outro promovido pelo grupo Kappa Sigma da Gallaudet University e aqui para assistir à versão feita por surdos da Califórnia.

  


 
 

PPIA – Yogyakarta Sign Language

Em um dos vídeos do PPI – Australia (Associação dos Estudantes Indonésios da Austrália), a pesquisadora surda Galuh Sukmara Soejanto descreve a sua investigação em Linguística no National Institute of Deaf Studies da Universidade La Trobe, em Melbourne.

Natural de Java Central, Indonésia, Soejanto estuda a Yogyakarta Sign Language, uma das línguas gestuais usadas por comunidades surdas de seu país ao lado da Bahasa Isyarat Indonesia e da Kata Kolok (como é também conhecida a Língua de Sinais Balinesa), entre outras.

No vídeo, são citados aspectos fonológicos da Língua de Sinais Yogyakarta (LSY), como configuração da mão (handshape), orientação (orientation), ponto de articulação/locação (location), movimento (movement) e marcações não manuais (non manual features).

Além de promover o estatuto linguístico da LSY, a acadêmica busca fortalecer o uso desta língua local, tão rica e cheia de possibilidades quanto outras tantas línguas orais e gestuais. O vídeo conta com legendas ocultas que podem ser traduzidas para o Português, saiba mais.

 
PPIA
 


Categoria: Outros
País: Indonésia
Línguas: IndonésioYogyakarta Sign LanguageBahasa Isyarat Indonesia (Língua de Sinais Indonésia), legendas ocultas (CC) em Português – saiba mais
Site oficial: http://ppi-australia.org


 

Dummy Hoy

Categoria: Outros
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.dummyhoy.com

Em uma partida de beisebol, árbitros estendem os braços – um sinal há muito consagrado – para indicar que jogadores estão salvos em uma base (safe). Outros gestos indicam outs, strikes, ball, etc. A origem desses sinais é cheia de controvérsias, mas muitos entusiastas do esporte afirmam que o uso de sistemas gestuais foi motivado e influenciado por “Dummy Hoy” (William Ellsworth Hoy, 1862-1961), um dos grandes jogadores norte-americanos do séc. XIX que, como Ed Dundon (1859-1893) e Thomas Lynch (1863-1903), era surdo. Para que as indicações ficassem claras para o atleta, mãos e braços passaram a ser usados junto aos gritos e avisos orais. Seu prestígio ainda hoje ecoa, não só entre aficionados pelo beisebol como entre surdos e ouvintes estadunidenses (clique aqui para assistir a trechos de “Dummy Hoy: a Deaf Hero”). Dummy Hoy morreu aos 99 anos, marcando uma história cheia de recordes e conquistas. Abaixo, cenas do fime “Signs of Time”, que aborda a polêmica discussão sobre a origem dos sinais usados até hoje no beisebol (trailer com legenda oculta possível de ser traduzida para a língua portuguesa, saiba mais).

 

 

Bê – Libras

Categoria: Outros
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

Bernardo é um pequenino Coda (filhos ouvintes de pais surdos, clique aqui para saber mais), filho de Lincoln (surdo) e Elisa (ouvinte). A família, moradora de Itajaí (Santa Catarina), começou a postar as gravações no Youtube para aproximar o “Bê” – como é carinhosamente chamado – de seus parentes que moram em outro estado. Os vídeos logo se tornaram um sucesso entre aqueles envolvidos com a Língua de Sinais Brasileira: milhares de intérpretes, professores, estudantes, surdos e ouvintes já assistiram ao querido Bê, uma criança bilíngue, dividindo as suas novas aquisições linguísticas, promovendo a língua de sinais e incentivando o público ao aprendizado da Libras. Além do vídeo abaixo, assista a outros vídeos de Bê: vídeo 02, vídeo 03, vídeo 04, vídeo 05.

 

 

CODA

Há algumas décadas, os filhos ouvintes de pais surdos eram referidos em língua inglesa por HCDPs (Hearing Children with Deaf Parents – Crianças Ouvintes com Pais Surdos). Nos anos 80, porém, o acrônimo Coda (Child of Deaf Adults – Filho de adultos surdos) ganhou popularidade, sobretudo pela criação da organização internacional Children of Deaf Adults Inc (CODA) que, fundada nos Estados Unidos por Millie Brother (ela mesma uma Coda), dedica-se à promoção de temas relacionados às experiências de filhos ouvintes de pais surdos mundo afora.

Hoje, o termo coda, cunhado por Brother, é empregado em diversos países, inclusive no Brasil e em Portugal. Alguns autores distinguem a palavra CODA (em maiúsculas) de coda (escrita com minúsculas): a primeira, por essa diferenciação, remete à organização CODA Inc.; a segunda, ao adjetivo usado para designar esses sujeitos específicos. Há ainda os que ressaltam a inicial maiúscula (Coda) para retratar indivíduos que reafirmam a experiência “CODA” (comumente bilíngues e “biculturais”).

Outras várias palavras, como Soda (Sibling of Deaf Adult – irmãos de surdos), Koda (Kid of Deaf Adult – usada para crianças pequenas, ou menores de 18 anos, filhas de surdos) ou Goda (Grandchild of Deaf Adult – netos de surdos) são, por vezes, encontradas em textos sobre o assunto. Muitos Codas, como usuários nativos das línguas de sinais, dedicam-se ao trabalho como tradutores e intérpretes.

Para conhecer a Children of Deaf Parents Inc., clique aqui. (Vale lembrar que acontecerá, de 19 a 21 de abril de 2013, o I Encontro Nacional de Codas, no Rio de Janeiro – veja aqui a divulgação ou acesse a página CODA Brasil, clique aqui)

 
Coda
 


Categoria: Organizações (Outros)
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://coda-international.org