Happy House

Depois de ter trabalhado em hotéis, o surdo malaio Jay Yeow fez de sua experiência como confeiteiro o primeiro passo para abrir, em 2013, um negócio próprio (deaf-owned) em Kangar, capital do pequeno estado de Perlis (no extremo norte da Malásia). Batizada de Happy House (Casa Feliz), a confeitaria de Yeow vende (também por encomenda) bolos, cupcakes, pães, doces, etc., e, para além do jovem, conta com outra funcionária surda, Ah Er, responsável por preparar bebidas e batidos de frutas.

Para assistir a um vídeo sobre a Happy House, clique aqui; para acompanhar a confeitaria no Facebook, clique aqui.

 
Happy House
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Malásia
Línguas: Malaio e Bahasa Isyarat Malaysia (Língua Gestual Malaia)


 
 

My D’Bakery

Mantida pela Federação de Surdos da Malásia (MFD), a confeitaria e panificadora My D’Bakery oferece a jovens e adultos surdos, em Puchong (cidade malaia nos arredores de Kuala Lumpur), cursos e formações profissionais. Bolos, tortas, pães, doces e cupcakes são produzidos por alunos atendidos pelo Programa de Habilidades de Vida Independente (Independent Living Skills Program) desde 2011, quando foi inaugurada a “padaria”. Além de aulas de confeitaria e panificação, os participantes puderam aprender, também, questões práticas de gestão, vendendo seus produtos por encomenda para vários clientes. Para conhecer mais o projeto, acesse o blog da equipe, clique aqui.

  
My D'Bakey
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Malásia
Línguas: Malaio e Bahasa Isyarat Malaysia (Língua Gestual Malaia)
Site oficial: http://mydbakery.blogspot.com


 
  

Café 55

Fundada em 1955, a organização britânica Sense atua em defesa dos direitos da população surdocega. Por meio de campanhas e atendimentos diretos, a instituição oferece serviços para crianças, jovens e adultos surdocegos (e com outras deficiências) de todo o país, contando com o apoio de dezenas de voluntários e de uma equipe formada por diferentes especialistas.

Em Exeter, cidade ao sul do Reino Unido, a organização mantém um espaço de atendimento e acolhimento a pessoas surdocegas, onde se destaca um café: o Café 55 (o nome faz menção ao ano de fundação da Sense). No estabelecimento, trabalham – na cozinha, na limpeza, no salão, etc. – surdos e surdocegos, formando um staff pouco comum entre cafés e restaurantes da Inglaterra (e do mundo).

Composto também por intérpretes, guia-intérpretes e voluntários, o café firma-se, dia a dia, como um centro de formação profissional, onde quem dele participa aprende uma série de tarefas ligadas à culinária e ao trabalho em restaurantes.

O público, por sua vez, pode entrar em contato com um vocabulário básico da Língua de Sinais Britânica: em paredes, cardápios e placas, ilustrações indicam termos como “obrigado”, “por favor”, “sanduíche”, “chá”, entre outros.

Para saber mais, acompanhe a página do Café 55 no Facebook, clique aqui. Para assistir a uma matéria sobre o projeto, clique aqui.

  
Cafe 55
  


Categorias: Bares e Restaurantes
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.sense.org.uk


 
 

Chongqing Liuyishou Hot Pot

“Hot pot” (huoguo) é um prato bastante comum em todo o sudeste asiático: um ensopado fervente em que os comensais misturam vegetais, carnes, frutos do mar, cogumelos, molhos, etc., à moda de fondues.

Na China, uma rede de restaurantes famosa por seus hot pots tem chamado a atenção não só por suas iguarias, mas sobretudo por sua política de empregabilidade. Com mais de 500 unidades espalhadas pelo país (além de franquias em países vizinhos), a Chongqing Liuyishou Hot Pot conta em algumas de suas lojas (como em Shanghai e Pequim) com equipes de funcionários surdos – garçons, cozinheiros, auxiliares ou gerentes, já são dezenas contratados pela rede.

Na capital chinesa, a loja Xinhuoguo (franqueada da marca) disponibiliza ao público, além da equipe bilíngue, uma série de pequenas placas com ilustrações de sinais e seus significados. Pelo salão, os atendentes são chamados por pulseiras vibratórias (acionadas por botões nas mesas) e, claro, carregam um bloco de notas para – se preciso – fazerem anotações e interagirem com os clientes.

A Língua de Sinais Chinesa, nesses espaços, faz-se um meio privilegiado de comunicação entre funcionários surdos e ouvintes (que recebem aulas de L.S. semanalmente), e entre esses e frequentadores. “Tratar a todos de forma igual é o conceito de nosso restaurante”, diz Liu Song, fundador da rede, cujo tio é surdo. “Um tratamento igualitário incentiva espíritos empreendedores”, conclui (fonte: iDeal Shanghai), acenando a expansão do projeto por outras várias unidades.

Entre hot pots e sinais, assim, a rede Chongqing Liuyishou segue a conquistar a simpatia de milhares de novos clientes (entre eles, surdos atraídos pelo ambiente “deaf friendly”) e a engendrar novos horizontes para alguns dos mais de vinte milhões de surdos do país.

 
Chongqing Liuyishou
 


Categoria: Bares e Restaurantes
País: China
Línguas: Chinês (Mandarim) e Chinese Sign Language (中國手語)
Site oficial: http://www.cqlys.com


 
 

Bell Sign

Dai Igarashi, gerente de um pequeno bar no distrito de Ginza, Tóquio, chama a atenção pela forma como se comunica com funcionários e com alguns clientes que se sentam ao balcão. Surdo, Igarashi aprendeu a Língua de Sinais Japonesa, hoje a sua primeira língua, no ensino secundário, e por meio dela atende grande parte dos surdos e ouvintes que frequentam o local – o bar Ginza Bell Sign, inaugurado em 2012 na capital japonesa (fonte: The Japan Times).

Mantido pela RyU Corporation, o bar – localizado em uma das mais badaladas regiões de Tóquio – emprega outros funcionários surdos e já se tornou um movimentado ponto de encontro das comunidades surdas do país.

Aos sábados, o Bell Sign costuma realizar festas em que karaokes sinalizados dividem a noite com músicas e canções nacionais, reunindo até vinte pessoas (a lotação máxima da casa), surdas e ouvintes, em animados encontros.

Aqueles que não dominam a língua gestual do país podem se comunicar com atendentes ouvintes, arriscar-se com alguns sinais básicos ensinados pelos bartenders surdos ou recorrer a pequenas lousas disponíveis no salão.

Mais um empreendimento deaf friendly entre bares e cafés da Terra do Sol Nascente (para conhecer outros empreendimentos do tipo, clique aqui).

  
Ginza Bell Sign
  


Categoria: Bares e Restaurantes
País: Japão
Línguas: Japonês e Japanese Sign Language (日本手話 )