Claire Bergman

Desde sua infância, arte é palavra presente no dia-a-dia de Claire Bergman, surda norte-americana. Sua mãe (também artista plástica) não raro a levava a museus, exposições e galerias pela cidade de Nova Iorque, onde Claire cresceu: Metropolitan, Guggenheim e MoMA (Museum of Modern Art) eram passeios corriqueiros, que em muito contribuíram para apurar a sensibilidade estética da jovem artista.

Aos nove, Claire já frequentava cursos na prestigiada Art Students League (àquela altura, sua timidez a deixava inibida diante de corpos nus que lhe serviam como modelos) e, anos mais tarde, matriculou-se no Pratt Institute. A língua de sinais, conheceu aos 25, quando se aproximou das comunidades surdas locais – desde então, a American Sign Language desponta como sua principal forma de comunicação e as culturas surdas, um universo que a atravessa diariamente.

“Para os Surdos, os olhos cumprem uma dupla função, servindo também como um ‘ouvido’. Nesse sentido, como artista, sinto que a surdez aumentou meu poder de observação, e isso influencia minha arte” (retirado de seu site oficial).

Muitas de suas pinturas, feitas principalmente à guache, caneta e tinta óleo, retratam figuras humanas, em cores pastéis e traços bastante característicos. Abaixo, a tela “Deaf girl with interpreter” (“Garota surda com intérprete”) traz à tona elementos do mundo surdo.

Para conhecer mais obras da artista, visite a galeria em seu site, clique aqui.

 
Claire Bergman
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Deaf girl with interpreter
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://clariebergman.com/


 
 

Shawn Richardson

Em muitas das charges de Shawn Richardson, ilustrador surdo norte-americano, as culturas e comunidades surdas são retratadas de forma bem-humorada, em situações ora corriqueiras, ora improváveis.

Nascido em Tucson (Arizona), Richardson – amante de desenhos desde pequenino – licenciou-se em Artes Aplicadas pela National Technical Institute for the Deaf (NTID), no início da década de 1990 e, por muitos anos, trabalhou na produção editorial da revista Preservation (e em seu site, National Trust for Historic Preservation) na costa leste do país.

Influenciado por cartunistas como Robb Armstrong, Matt Daigle (saiba mais, clique aqui) e Lynn Johnston, o artista freelancer reside hoje no Texas e milita também em defesa dos direitos de surdos negros, grupo que enfrenta diariamente uma série de discriminações.

Ácidos ou debochados, os cartoons de Shawn Richardson trazem à tona inúmeras situações por que passam o povo surdo em grande parte do mundo. Para saber mais (e visualizar ilustrações feitas para vários jornais, revistas e sites), acesse o blog do cartunista, clique aqui.

 
Shawn Richardson
 


Categoria: Ilustrações
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://srid4fun.blogspot.com


 

 

Vaughn Brown

Categoria: Músicas por Surdos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Vaughn Brown, 27, surdocego desde pequenino, diz ao jornal The Columbian: “pergunte a si mesmo: esses obstáculos físicos estão mesmo lhe restringindo, ou são suas atitudes que lhe restringem? Não é sobre o que não pode fazer, é sobre o que pode!”. Levando a frase a efeito, Brown licenciou-se em música pela Berklee College of Music e hoje, além de percussionista, é educador musical em Vancouver (Washington, Estados Unidos). Em sua trajetória escolar, frequentou a Tucker-Maxon School (uma escola para surdos de cariz oralista) e a Washington State School for the Blind (escola para cegos), onde iniciou seus estudos de música por meio da musicografia Braille (hoje, Brown utiliza leitores de tela e programas como o Sibelius Speaking para ler e escrever notações musicais) – dois implantes cocleares também o auxiliam em suas empreitadas pelo mundo sonoro. Entre suas influências, destacam-se o grupo de jazz-fusion Pat Metheny Group e a percussionista surda britânica Evelyn Glennie (saiba mais), para quem já teve a oportunidade de tocar quando ainda era estudante (fonte: The Columbian). Abaixo, vídeo mostra Vaughn Brown ensinando bateria à sua aluna, Leilani Towner.

 


 

Melissa Regas

Em seu livro “Sketches of a DisABLEd Princess” (“Rascunhos de uma princesa dEFICIENTE”), a norte-americana Melissa Regas traz à tona algumas das bandeiras por que luta – entre elas, os direitos das pessoas com deficiência na arte.

Licenciada pela California Institute of the Arts (CalArts, 2001), a artista, poeta e ativista, “apesar de lidar com dores crônicas e outras adversidades físicas”, encontra a paz em sua criação artística e poética. “Regas cativa o público com sua exuberância, paixão, vulnerabilidade, humor e honestidade. Sua arte e sua poesia falam para os corações de públicos de todas as idades por serem puras. Cada pintura ou poema representa sua jornada com Deus… uma lição aprendida, uma oração feita, uma lágrima enxugada, um verdadeiro prazer vivido, a esperança renascida e a fé envolvente” (retirado de Wearthatart).

Muitas de suas obras, também, fazem referência à surdez, sobretudo às línguas de sinais, como na pintura abaixo, “Eu te amo em ASL”.

Para visualizar parte de seu trabalho, clique aqui.

 
Melissa Regas
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “I love you in ASL
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 
 

Stratus Video Interpreting

Categoria: Propaganda
País: Estados Unidos
Anunciante: Stratus Video Interpreting
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.stratusvideo.com

Uma professora convoca a mãe de um de seus alunos para uma reunião. O sermão, então, tem início: “ele anda sempre atrasado com suas lições de casa e, em sala de aula, vive distraído”. Surda, a mãe não entende a conversa, mas é prontamente “auxiliada” pelo garoto que – cínica e desavergonhadamente – põe-se a forjar uma tradução, inventando elogios não ditos pela professora. “Ash é o melhor aluno da sala! Ele sempre entrega suas lições no prazo e presta muita atenção nas aulas”, traduz (deturpadamente) para a língua de sinais o filho, velhaco e orgulhoso. Quando percebe que está sendo trapaceada, a professora tem uma ideia: acionar o serviço de vídeo-interpretação da Stratus Video Interpreting (serviço de interpretação remota) e acabar com a traquinagem do menino, que – frustrado – surpreende-se com a iniciativa. “O que você faria se não tivesse acesso a um intérprete? Como mostra o vídeo, você realmente não pode confiar em seus filhos…”, afirma a descrição da propaganda da Stratus, veiculada em 2014.