Desafio da bebida

Categoria: Outros
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

Nos últimos dias, pessoas ligadas às comunidades surdas de todo o país têm postado, no Facebook, vídeos em que bebem – sem interrupção – um copo de água, chá, refrigerante, whisky, cerveja, suco, água de coco, etc. Alguns, fazendo valer a tradição local, aparecem com cuias de chimarrão ou tereré. Todos, no entanto, participam do “desafio da bebida”, um tipo de corrente (viral) que ganhou a adesão de milhares de internautas usuários da língua de sinais e que propõe que cada um beba (em uma virada) um copo de qualquer bebida – ao fim, são escolhidos nomes de amigos (de diferentes regiões do país) para que esses deem continuidade ao desafio em menos de 24h. A brincadeira, conhecida em outros países como neknominate  (neck your drink and nominate another, ou vire a tua bebida e nomeie outra pessoa), comumente feita com bebidas alcoólicas, ganhou, no Brasil, grande adesão entre membros das comunidades surdas, que passaram a partilhar os seus vídeos com diversos tipos de bebidas (não só alcoólicas). E mesmo que pareça “sem sentido” ou “infantil”, o “desafio da bebida” tem confirmado as possibilidades de articulação das comunidades surdas por meio das redes sociais, evidenciando a força das novas tecnologias (e da popularização dos vídeos caseiros nessas redes) para a comunicação surdo-surdo e surdo-ouvinte.

 

Desafio Bebida

 

Blue Ear, o super-herói surdo

Anthony Smith, um menino surdo estadunidense, recusava-se a usar o seu aparelho auditivo – apelidado, carinhosamente, de Blue Ear (Orelha Azul). “Super-heróis não usam orelhas azuis“, dizia Anthony, então com quatro anos, à sua mãe, Christina D’Allesandro.

Diante dos nãos de seu filho, Christina escreveu para a Marvel Comics (responsável pela criação de super-heróis como Capitão América, Homem-Aranha, X-Men etc.) pedindo ajuda à editora, à procura de algum personagem surdo: a mensagem foi logo respondida por Bill Rosemann, editor do selo, que sugeriu à mãe do garoto que lhe contasse sobre o Hawkeye (no Brasil, o Gavião Arqueiro), um personagem criado por Stan Lee na década de 60 que, mesmo tendo perdido parte da audição, não deixava de ser um importante super-herói. Junto com a mensagem, Bill fez chegar à família uma imagem de Hawkeye.

Sensibilizado pelo pedido da mãe, Rosemann encaminhou o e-mail recebido à equipe de criadores e desenhistas da editora, que – de pronto – mobilizaram-se e criaram o “Blue Ear”, um herói-menino inspirado em Anthony (veja mais aqui). Nascido das mãos do luso-americano Nelson Ribeiro e de Manny Mederos, o “Blue Ear” conta com um aparelho auditivo que lhe permite ouvir uma “formiga a soluçar do outro lado do país”, bem como escutar pedidos de socorro a longas distâncias.

O novo super-herói não foi lançado ao público, mas cumpriu a sua missão com o pequeno Anthony.

No ano seguinte, a Phonak, uma das maiores fabricantes de aparelhos auditivos do mundo, em parceria com a Marvel, deu início a uma campanha para estimular jovens e crianças surdas e com deficiência auditiva a usarem suas próteses, veja aqui.

 
Blue Ear 02
 


Categoria: Outros
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 

 

Koda in Holiday Concert

Categoria: Outros
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Claire Koch é uma simpática mocinha ouvinte, filha de pais surdos. A pequenina, de cinco anos de idade, vive na Flórida (EUA) com sua família. Há poucos dias, ao lado de seus colegas do jardim de infância, Claire apresentou-se em um coro de natal – e, para a surpresa de todos, inclusive de seus pais que lhe assistiam, a querida coda (filha de pais surdos) pôs-se a sinalizar as canções, encantando os espectadores com suas graciosas expressões. Sua mãe, Lori Koch, publicou o vídeo nas redes sociais e, em poucos dias, a publicação se tornou viral, atingindo – em menos de uma semana – mais de três milhões de visualizações (clique aqui e aqui para assistir a reportagens com Claire e seus pais, após o sucesso do vídeo na Internet).

 

 

Cão-ouvinte

Assim como os cães-guias, o cão-ouvinte é treinado para atender o seu dono (surdos e deficientes auditivos) em situações cotidianas. Se o telefone toca, se a panela de pressão apita sobre o fogão, se o alarme de incêndio dispara ou se alguém chama à porta, o cão-ouvinte vai até o seu dono, avisa-o e o conduz até a fonte sonora, alertando sobre o barulho. Tanto em casa como em áreas externas, esses cachorros (de diferentes raças e tamanhos) auxiliam pessoas surdas no reconhecimento de avisos sonoros.

No Brasil, alguns poucos cães-ouvintes são treinados para estarem com pessoas surdas (clique aqui para conhecer Sinatra, um querido cão-ouvinte brasileiro), ainda causando estranheza para muitos. Já em países como Inglaterra, centenas de labradores, cocker spaniels, poodles, vira-latas, etc. convivem com os seus donos surdos, auxiliando-os em suas atividades diárias – clique aqui para conhecer a Hearing Dogs for Deaf People (Cães Ouvintes para Pessoas Surdas), uma das principais organizações europeias que, desde 1982, atua com o treinamento de cães-ouvintes.

Vale ressaltar que, no país, diferentemente do cão-guia, cujo direito de ingressar e de permanecer em meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público é garantido por lei, o cão ouvinte ainda não conta com uma legislação específica que assegure o seu trânsito livre por qualquer espaço.

Para conhecer o The Hearing Dog Program (vídeo abaixo), um programa estadunidense de treinamento de cães-ouvintes, clique aqui.

 
Cão Ouvinte
 


Categoria: Outros
País: Vários
Línguas: Várias


 
 

Dia Nacional da LGP – 2013

Categoria: Outros
País: Portugal
Línguas: Português e Língua Gestual Portuguesa (LGP)

Na semana passada se comemorou os 16 anos do reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa (LGP). Em 15 de novembro de 1997, a LGP foi reconhecida, em Portugal, como língua oficial do país, ao lado do Português e do Mirandês (saiba mais, clique aqui). No vídeo abaixo, alunos, professores e intérpretes ligados à licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra contam sobre a importância e a riqueza da língua de sinais, na semana em que foi celebrado o Dia Nacional da LGP em 2011 (no vídeo, a exposição promovida por alunos das licenciaturas de LGP e de Arte e Design da ESEC, naquele ano). Para assistir a um vídeo comemorativo do Dia Nacional da LGP – 2013, clique aqui.