Brandon Kazen-Maddox

Categoria: Dança
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://about.me/brandon.kazen.maddox

Ginasta desde os quatro anos, Brandon Kazen-Maddox é, hoje, professor de artes acrobáticas e transita entre uma série de companhias. Neto de surdos (ou GODA – Grandchild of Deaf Adults) e fluente em Língua de Sinais Americana, o rapaz estadunidense (estudante de Linguística das Línguas de Sinais na Ohlone College) entrelaça dança, sinais e movimentos acrobáticos para compor a chamada American Sign Language Acrobatic Dance – ASLAD, técnica por ele criada. “Minha missão: combinar as intricadas emoções da American Sign Language, a dinâmica cinestésica do ritmo e da dança e as qualidades percussivas da acrobacia high-energy para criar um novo meio de arte que reverbere, igualmente, na alma de pessoas surdas e ouvintes”, afirma Brandon. A cadência de seus (com)passos, os gestos sutis que traduzem (em cada parte de seu corpo) letra e melodia e a beleza de suas interpretações (Brandon é, também, intérprete profissional) fazem de suas apresentações e de seus vídeos um interessante espetáculo. Abaixo, vídeo de “Black or White” coreografado em ASLAD por Brandon Kazen-Maddox (clique aqui para assistir ao vídeo “Misery”, em ASLAD).

 


 

Andrew Koblar

Categoria: Dança
País: Austrália
Línguas: Inglês e Australian Sign Language (Auslan)
Site oficial: http://andydexterity.wordpress.com

Ator, dançarino, coreógrafo, professor de Hatha Yoga e de Língua de Sinais Australiana (Auslan), Andrew Koblar – ou Andy Dexterity – surpreende com suas performances, cheias de humor, movimento, dança e, sim, língua gestual. A mistura, em seu corpo, é explosiva: entre caras, bocas, sinais e coreografias, Dexterity nos faz querer levantar da cadeira e pôr-se a dançar (e a sinalizar). Com grande experiência nas artes performáticas (Sydney Theatre Company, Melbourne Theatre CompanyOpera Australia, etc.) e na docência (The National Institute of Dramatic Arts, Academy of Music and Performing Arts, entre outras faculdades e academias), Andy também protagoniza video-musics em língua de sinais na Internet (clique aqui para assistir a “A-tisket A-tasket”, e aqui para assistir a “I like to move it”). Abaixo, vídeo realizado em parceria com Emma Watkins, com sinais incorporados à coreografia.

 


 

Zahna Moss

Categoria: Dança
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Aos cinco anos, Zahna Moss pediu à sua mãe que a matriculasse em um curso de ballet – o pedido, comum entre tantas crianças, não causaria qualquer surpresa, não fosse a menina surda (congênita). Desafio aceito, e a pequena logo começou a ter aulas na City Ballet School (São Francisco, Estados Unidos). Após uma formação técnica em dança (jazz, danças africanas, ballet, hip hop e coreografia) pela San Francisco School of the Arts (SOTA), Zahna concluiu o ensino superior na Universidade da Califórnia – Irvine (UCI), onde se formou em Dança e em Química (profissão que também exerce). “Uso diferentes técnicas. Seguirei quem quer que me mostre o compasso, os movimentos e como realizam a transição de um passo para outro. Enquanto os assisto, adquiro o ritma da dança”, afirma a jovem (retirado de KPBS SanDiego). E se para Zahna ritmo e dança se consagram como uma empreitada visual, a concentração faz-se ainda mais importante: “tenho que prestar atenção a tudo, a todos os detalhes (…). Tenho que assistir a como os dançarinos se movimentam em seus espaços. Tenho que saber onde estão todos, no tablado, a todo o momento”. Com a ajuda de uma intérprete de língua de sinais, a dançarina surda sinalizada (que se dedica a diversos projetos de dança) acompanha ensaios e se apresenta para o grande público, (re)afirmando a dança com uma linguagem possível para surdos e ouvintes.

 


 

Tai Lihua

Tai Lihua, uma das mais prestigiadas dançarinas surdas do mundo, nasceu na província de Hubei, China, em 1976. Aos sete anos, na escola para surdos onde estudava, a dança surgiu como surpresa, ritmada, a lhe atravessar os sentidos: com os pés sobre o chão de madeira lisa e com um instrumento de percussão, o professor fazia com que as vibrações das batidas chegassem aos corpos de seus alunos.

“As vibrações ritmadas entraram no meu corpo da cabeça aos pés. De repente, senti-me extasiada, experimentando uma alegria que nunca tinha vivido antes. Deitei-me de bruços sobre o chão e usei o meu corpo para absorver aquele som incrível. Estava tão excitada!”, diz Lihua (fonte: CDPPAT).

Desse momento em diante, o som, a música e a dança entraram – para não mais sair – em sua vida. Todos os dias, a pequena dançarina praticava em sua casa, até que, aos 15, ingressou na China Disabled People’s Performing Art Troupe – CDPPAT, um dos mais importantes grupos performáticos formado por pessoas com deficiência do oriente (saiba mais), onde atua até hoje, ocupando o cargo máximo de diretora artística da companhia (muitas apresentações do grupo, vulgarmente chamado de “as bailarinas surdas chinesas”, já foram vistas por milhões de pessoas nas redes sociais).

Com espetáculos realizados em dezenas de países (entre eles, uma impactante performance na cerimônia de encerramento das Paralimpíadas de Atenas – 2004), e com um grande público admirador, a dançarina (surda sinalizadora), ao lado da companhia que dirige (composta por dezenas de artistas surdos), acaba por promover o valor da dança para surdos, ouvintes, cegos, videntes, andantes, cadeirantes, etc., provando que as artes, sim, são para todos.

Abaixo, trecho do famoso espetáculo “One thousand hand Bodhisattava”. Clique aqui para assistir a uma entrevista com a dançarina.

 
Tai Lihua
 


Categoria: Dança
País: China
Línguas: Chinês (Mandarim) e Chinese Sign Language (中國手語)


 

Hearns Sebuado

Categoria: Dança
País: Filipinas
Línguas: InglêsFilipino Sign Language

Licenciado em Dança pela Middlesex University London (Reino Unido), o jovem filipino Hearns Sebuado faz de vibrações o seu compasso, sentindo o som por todo o corpo. “Tento sentir a batida. Escuto-a. Tento sentir o ritmo. Quando o sinto dentro de mim, começo a dançar”, diz Sebuado, surdo desde os dez anos de idade (fonte: GMA News). Na universidade, a parceria firmada com seus professores e intérpretes fez valer o imenso gosto pela arte: “a explicação dos movimentos não precisa ser verbal e, se você me demonstrá-los, aprendo-os facilmente” (fonte: Middlesex University). Agora envolvido com a questão da dança por/para pessoas com deficiência, Sebuado tem se dedicado ministrar oficinas de artes performáticas com crianças e jovens surdos. Abaixo, vídeo com o dançarino filipino.