Kay Jewelers

Categoria: Propaganda
País: Estados Unidos
Anunciante: Kay Jewelers
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.kay.com

“Every kiss begins with Kay” (“Todo beijo começa com Kay”), diz o slogan da rede norte-americana de joalherias Kay (pertencente ao grupo Sterling Jewelers). Casais apaixonados, pingentes, anéis, colares: as peças publicitárias da marca, uma das principais dos Estados Unidos, costumam sempre repetir o mote (clique aqui e aqui para assistir a outros anúncios da Kay Jewelers). Nesta propaganda, um rapaz ouvinte presenteia a namorada surda com uma jóia e alguns sinais.

 

 

Dummy Hoy

Categoria: Outros
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.dummyhoy.com

Em uma partida de beisebol, árbitros estendem os braços – um sinal há muito consagrado – para indicar que jogadores estão salvos em uma base (safe). Outros gestos indicam outs, strikes, ball, etc. A origem desses sinais é cheia de controvérsias, mas muitos entusiastas do esporte afirmam que o uso de sistemas gestuais foi motivado e influenciado por “Dummy Hoy” (William Ellsworth Hoy, 1862-1961), um dos grandes jogadores norte-americanos do séc. XIX que, como Ed Dundon (1859-1893) e Thomas Lynch (1863-1903), era surdo. Para que as indicações ficassem claras para o atleta, mãos e braços passaram a ser usados junto aos gritos e avisos orais. Seu prestígio ainda hoje ecoa, não só entre aficionados pelo beisebol como entre surdos e ouvintes estadunidenses (clique aqui para assistir a trechos de “Dummy Hoy: a Deaf Hero”). Dummy Hoy morreu aos 99 anos, marcando uma história cheia de recordes e conquistas. Abaixo, cenas do fime “Signs of Time”, que aborda a polêmica discussão sobre a origem dos sinais usados até hoje no beisebol (trailer com legenda oculta possível de ser traduzida para a língua portuguesa, saiba mais).

 

 

CODA

Há algumas décadas, os filhos ouvintes de pais surdos eram referidos em língua inglesa por HCDPs (Hearing Children with Deaf Parents – Crianças Ouvintes com Pais Surdos). Nos anos 80, porém, o acrônimo Coda (Child of Deaf Adults – Filho de adultos surdos) ganhou popularidade, sobretudo pela criação da organização internacional Children of Deaf Adults Inc (CODA) que, fundada nos Estados Unidos por Millie Brother (ela mesma uma Coda), dedica-se à promoção de temas relacionados às experiências de filhos ouvintes de pais surdos mundo afora.

Hoje, o termo coda, cunhado por Brother, é empregado em diversos países, inclusive no Brasil e em Portugal. Alguns autores distinguem a palavra CODA (em maiúsculas) de coda (escrita com minúsculas): a primeira, por essa diferenciação, remete à organização CODA Inc.; a segunda, ao adjetivo usado para designar esses sujeitos específicos. Há ainda os que ressaltam a inicial maiúscula (Coda) para retratar indivíduos que reafirmam a experiência “CODA” (comumente bilíngues e “biculturais”).

Outras várias palavras, como Soda (Sibling of Deaf Adult – irmãos de surdos), Koda (Kid of Deaf Adult – usada para crianças pequenas, ou menores de 18 anos, filhas de surdos) ou Goda (Grandchild of Deaf Adult – netos de surdos) são, por vezes, encontradas em textos sobre o assunto. Muitos Codas, como usuários nativos das línguas de sinais, dedicam-se ao trabalho como tradutores e intérpretes.

Para conhecer a Children of Deaf Parents Inc., clique aqui. (Vale lembrar que acontecerá, de 19 a 21 de abril de 2013, o I Encontro Nacional de Codas, no Rio de Janeiro – veja aqui a divulgação ou acesse a página CODA Brasil, clique aqui)

 
Coda
 


Categoria: Organizações (Outros)
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://coda-international.org


 
 

Planet DeafQueer

Categoria: Sites – LGBTs
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://planet.deafqueer.com

Os estudos feministas e as novas teorias de gênero contribuíram (e contribuem), e muito, para as investigações dos Estudos Surdos. As dinâmicas conflitivas da diferença, as relações de poder, os discursos, etc., são (re)pensados, desnaturalizados, problematizados com olhares e ferramentas comuns a esses campos. Ouvintismo (audismo), cissexismo, identidades surdas, identidades de gênero, queer, deafhood... são termos irmãos, que se alinham em empreitadas teóricas e políticas contra o preconceito e a imposição de formas hegemônicas de “ser”. No site Planet DeafQueer (“Planeta SurdoQueer”), criado pelo Deaf Queer Resource Center, é possível encontrar uma série de informações, textos, vídeos, notícias, posts, etc., de grande interesse para LGBTs Surdos (o site é escrito em Inglês, então – para os que não dominam a língua – façam uso de tradutores). Pelas lutas LGBTs, pelas lutas surdas. Clique aqui para visitar o site Planet DeafQueer (também sobre o tema, clique aqui para acessar um post sobre o Festival Queer Lisboa 2012, que contou com uma sessão temática sobre filmes Surdos).

 

Planet DeafQueer

 

Poema 15

Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Chile / Estados Unidos
Poema: “Poema 15
Línguas: Espanhol e American Sign Language (ASL), legendas ocultas (CC) em Portuguêssaiba mais

Pablo Neruda (1904-1973) é um dos principais escritores de língua castelhana do séc. XX. Seus poemas, traduzidos em diversos idiomas, são lidos em dezenas de países para além do Chile, onde nasceu. No vídeo abaixo, o “Poema 15” – lido do original em Castelhano – é interpretado em American Sign Language por Sabina England (clique aqui para ver o “Poema 15” traduzido em Português). Mais uma tradução para enriquecer a antologia poética em língua de sinais.