Mary Thornley

Mary Thornley é uma artista plástica surda contemporânea. Nascida em 1950 no estado de Indiana (Estados Unidos), Thornley concluiu o mestrado na Universidade de Washington (1990) e, em 1992, ganhou ainda mais visibilidade com uma série de desenhos feitos à carvão, intitulados “The enigma unraveled: she was a native signer” (“O enigma desvendado: ela era uma sinalizadora nativa”) – nesse trabalho eram exploradas as influências das culturas surdas no mundo da arte.

Dentre as suas obras de Arte Surda (De’VIA), destaca-se a pintura “Milan, Italy 1880” (abaixo). No quadro, Thornley faz referência direta à obra “El tres de Mayo de 1808” (“Três de Maio de 1808”, clique aqui para ver), de Goya: no entanto, em vez de retratar a repressão ao levante espanhol ocorrido em 1808, a artista surda retrata a trágica repressão à língua de sinais ocorrida em 1880, no fatídico Congresso de Milão.

 
Mary Thornley
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Milan, Italy 1880
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 

 

Fireflies

Categoria: Sucessos em sinais
País: Estados Unidos
Música: “Fireflies” (Owl City)
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Letra / Tradução: “Fireflies” traduzido para o Português
Vídeo oficial: “Fireflies”, de Owl City

Owl City é um projeto de Adam Young, artista estadunidense influenciado pelas músicas disco e eletrônica. Fireflies, uma de suas composições de maior sucesso, esteve há alguns anos entre as músicas mais ouvidas dos Estados Unidos e do Canadá; já “Ocean Eyes”, o álbum que contém a canção, esteve no topo da Billboard Hot 100 (tabela que avalia semanalmente os álbuns mais vendidos do país) em 2009. No vídeo abaixo, um grupo de 22 crianças participantes do D-PAN ASL Music Video Camp interpretam Fireflies em Língua de Sinais Americana.

 

 

Duracell

Categoria: Propaganda
País: Estados Unidos
Anunciante: Duracell
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.duracell.com

Derrick Coleman é o primeiro jogador ofensivo surdo da história da Liga Nacional de Futebol Americano – NFL, nos Estados Unidos. No Seatle Seahawks – time da costa oeste do país – desde dezembro de 2012, o atleta começa a chamar a atenção no país e, há pouco tempo, protagonizou um anúncio da Duracell (com o slogan “Confie em teu poder”) em que narra alguns dos desafios que superou para figurar entre os grandes jogadores da primeira liga: “(…) diziam-me que eu deveria desistir, eles não me convocaram, disseram que era o fim; mas sou surdo desde os três anos, então não os ouvi. Hoje estou aqui, com os fãs mais barulhentos da NFL gritando por mim. E consigo ouvi-los todos”.

 


 

Jean Boutcher

Bacharel em Língua Inglesa pela Gallaudet University (1977), onde anos mais tarde tornou-se instrutora de Inglês, e mestre em Educação pela New York University (1980), a artista plástica surda estadunidense Jean Boutcher ilustra, em várias de suas pinturas, grandes nomes da história dos surdos.

Abade l’Epée, Laurent Clerc, Roch-Ambroise Sicard, Gallaudet, Sophia Fowler, entre outras várias personalidades que – direta ou indiretamente – figuram como marcos da educação e da luta por direitos do povo surdo, são retratadas em suas obras (bio gentilmente enviada por Jean Boutcher ao CulturaSurda.net).

Na imagem abaixo (“Laurent Clerc – The Promised Land”), Boutcher retrata o francês Louis Laurent Marie Clerc, professor surdo que, em 1817, fundou com  Thomas Hopkins Gallaudet a primeira escola para surdos da América – hoje, a American School for the Deaf (ASD).

 
Jean Boutcher
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Laurent Clerc – The Promised Land
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 

 

Don’t text and drive

Categoria: Campanhas e Movimentos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Uma série de campanhas, leis e ações punitivas desestimulam o público ouvinte a falar ao celular enquanto se dirige. Milhares de acidentes ocorrem, a cada mês, por alguma distração causada pelo uso do telefone ao volante. Para o público surdo que – em sua maioria – usa smartphones para a troca de mensagens de texto, campanhas também alertam para o cuidado em relação a essa prática. Não raro, surdos (e também ouvintes) distraem-se em SMS, WhatsApp, redes sociais, etc., enquanto dirigem. Mas a “urgência” da comunicação, por vezes, pode causar um fim trágico: é o que mostra o vídeo abaixo, produzido pela California School for Deaf em parceria com a California Highway Patrol (legendas em Português).