Surdocegos em busca de comunicação

Categoria: Outros
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)

No curta-metragem “Surdocegos em busca de comunicação”, produzido por alunos do 4º ano de Jornalismo da PUC – Campinas, a surdocegueira é tema de destaque. Cotidianos, desafios e sonhos são contados por surdocegos – entre eles, Cláudia Sofia (então presidente da Associação Brasileira de Surdocegos), Carlos Roberto Nunes, Carlos Jorge Rodrigues e Maria Francisca da Silva. De forma breve, são apresentadas práticas pedagógicas (como o uso de pistas e objetos de referência), formas de comunicação (como o Tadoma e a Língua de Sinais Tátil) e outros aspectos da vida diária de pessoas surdocegas. Por diversos depoimentos – de professores, oftalmologistas, fonoaudiólogos, coordenadores pedagógicos, guias-intérpretes e especialistas – o espectador é introduzido a esse pouco conhecido universo, em vários de seus meandros.

 


 

Julie Stromme

Julie Stromme nasceu em São Paulo, mas aos nove anos mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Quando pequena, a artista plástica surda comunicava-se por meio de desenhos, por não dominar, àquela altura, uma língua gestual – que começou a aprender aos nove, em contato com as comunidades surdas norte-americanas. A arte, assim, fez-se linguagem primeira desde cedo.

Pouco tempo depois de chegar aos EUA, Julie já fazia pinturas à óleo; mais tarde, na universidade, começou a se dedicar à pintura acrílica – Julie licenciou-se em Design Gráfico pela National Technical Institute for the DeafRochester Institute of Technology (NTID-RIT).

Hoje, para além das telas, a artista residente em Chicago também atua como designer freelancer e oferece aulas e oficinas de pintura para grupos de interessados (em “paint parties”). Para assistir a uma entrevista com Stromme, clique aqui (parte 01) e aqui (parte 02); para acompanhar o seu trabalho no Facebook, clique aqui.

 
Julie Stromme
 


Categoria: Artes Plásticas
País: BrasilEstados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jsartstudio.carbonmade.com


 
 

 

Somente nela

Categoria: Sucessos em sinais
País: Brasil
Música: “Somente nela
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Letra: “Somente nela”, Paulinho Moska
Vídeo oficial: “Somente nela”, Paulinho Moska

Mais um primoroso trabalho do intérprete Tom Min Alves: dessa vez, a tradução para Libras de “Somente nela”, música do cantor carioca Paulinho Moska, que há pouco comemorou vinte anos de carreira solo. O vídeo é apresentado com SignWriting (Escrita de Sinais, Escrita Gestual), garantindo um registro escrito da tradução em língua de sinais.

 


 

Biblioteca de Culturas Surdas

Categoria: Espaços Surdos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://www.centrocultural.sp.gov.br

Hoje, dia 10 de dezembro de 2014, será inaugurada no Centro Cultural São Paulo (CCSP) a Biblioteca de Culturas Surdas. “A biblioteca contará com obras da área de Estudos Surdos e também com eventos, exposições e intervenções surdas, além de funcionários habilitados em Libras”. O espaço, mais um ponto de encontro e de afirmação das culturas surdas na capital paulista, traz ao CCSP um novo público, para além das várias tribos e (sub)culturas que por ali transitam: as comunidades surdas. O serviço também inaugura novas formas de aproximação entre leitores surdos e bibliotecas do país, tornando-as mais acessíveis (e atrativas) para usuários sinalizados. Para saber mais sobre as bibliotecas do CCSP, clique aqui.

 
Biblioteca Surda - CCSP
 

O bêbado e a equilibrista

Categoria: Sucessos em sinais
País: Brasil
Música: “O bêbado e a equilibrista
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Letra: “O bêbado e a equilibrista”
Vídeo oficial: “O bêbado e a equilibrista”, Elis Regina

Um libelo contra o regime militar, a canção “O bêbado e a equilibrista” (escrita por Aldir Blanc e João Bosco, gravada por Elis Regina no álbum Linha de Passe, em 1979) recorre a uma série de metáforas para denunciar os descasos de um governo ditatorial. A esperança (equilibrista em corda bamba) constantemente ameaçada, entre outras tantas figuras de linguagem que fazem menção ao duro período por que passou o país, dá o tom à música, que se consagra como uma das mais marcantes composições das décadas de 1970/1980. Traduzida pela HandsUp Libras (Livia Vilas Boas e Naiane Olah), a canção ganha uma belíssima versão em língua de sinais.