Festas Juninas – Comunidades Surdas

Categoria: Festas e Discotecas
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (LSB/Libras)

Quentão, pescaria, quadrilhas, vinho quente – no Brasil, junho é tempo de frio, fogueiras e festas juninas. Crianças vestidas de caipiras (saloios), bigodes pintados à lápis, balões e bandeirolas coloridas, são cenas também comuns em uma série de escolas, associações, pastorais e instituições de surdos no país. Em São Paulo, as festas juninas de surdos estão entre os eventos mais esperados das comunidades surdas da cidade, atraindo visitantes de todo o estado. Centenas de pessoas a sinalizar, entre crianças, jovens e adultos, fazem dessas tardes momentos pouco comuns, em que a fala se intimida diante de tantos gestos. (Clique aqui para ler artigo de José Magnani, “Vai ter música?”: para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo). Na capital paulista, as principais festas são promovidas por escolas de surdos, como o Instituto Santa Teresinha ou a Derdic, em parceria com associações e outros apoiadores. Uma ótima oportunidade para se rever amigos e conhecer ainda mais as culturas surdas. Abaixo, um pequeno calendário junino de 2012 para quem mora em São Paulo.

Festa Junina da Derdic: 02 de junho, 12h-18h. Clique aqui
Festa Junina da EMEBS Helen Keller: 16 de junho, 15h-21h. Clique aqui
Festa Junina do Instituto Santa Teresinha: 23 de junho, 16h-21h. Clique aqui
Festa Junina do Instituto SELI: 30 de junho, 16h-21h. Clique aqui
Festa Julina da Associação de Surdos de São Paulo: 14 de julho, 15h-21h30.
Festa Julina da Feneis-SP: 15 de julho, atividades das 10h às 15h30. Clique aqui

 

 

Encontro de Dois

“O Teatro, a Dança e a Música a serviço do encontro de dois mundos muito próximos e distantes: o dos surdos e dos ouvintes. Explorando a Cultura Surda através do corpo e suas potências, a peça joga com sinestesias, apresentando o Universal no particular, dilatando pupilas para o ser humano”, diz o release de “Encontro de Dois”, espetáculo dirigido por Mariana Muniz e estreado em 2010 pelo grupo paulista Quase9 Teatro

O teatro físico misturado à Libras, encenado para todos os tipos de públicos. (Clique aqui para ler entrevista sobre parte da imersão dos atores do grupo nas comunidades surdas para a construção da peça, e aqui para assistir a um vídeo promocional da apresentação).

 
Encontro de dois

 


Categoria: Teatro
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://www.quase9teatro.com.br


 

O Resto é silêncio

Categoria: Curtas / Animações
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/L.S.B)

Lucas é um adolescente surdo, adorador de poesia e de música – que tenta sentir por formas inusitadas em uma loja de discos. Em sua escola conhece Clara, uma jovem surda por quem se apaixona. O curta, dirigido por Paulo Halm e produzido por Eduardo Nunes, com o apoio da Petrobras, é repleto de poesia, sons e silêncios.

 

 

A volta do amor

Categoria: Poesia em Língua de Sinais
País: Brasil
Poema: “A Volta do Amor” (Alan Henry)
Línguas: Língua de Sinais Brasileira (LSB/Libras)

Saudades, corações partidos, desejo de tê-la(o) de volta: eis algumas inquietações “universais” que estremecem mãos e almas, sempre presentes, expressas no poema em Língua de Sinais Brasileira (Libras) criado e interpretado por Alan Henry, surdo brasileiro – “A volta do amor”.

 

 

Corposinalizante

Categoria: Campanhas e Movimentos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://corpo-sinalizante.blogspot.com

Intervenções artísticas, guerrilhas poéticas, performances de rua, vídeos: a luta pelos direitos dos surdos atravessada pela arte. “O Corposinalizante é um espaço de criação coletiva aberto a jovens que se interessam por Arte contemporânea, Corpo, Performance, Intervenção, Cidade, LIBRAS e Educação! (…)  Um grupo de trabalho que pesquisa e produz arte, aberto à jovens surdos e ouvintes que se interessam pela Lingua Brasileira de Sinais” (trecho retirado do site do coletivo). Seja por meio das intervenções do “Exército Jovem de Comunicação Libertária” em ônibus da capital paulista (clique aqui para ler mais), seja pelas performances fotográficas da campanha “Nosso corpo, nossa língua” (clique aqui para conhecer), entre outras várias, o grupo paulistano Corposinalizante convida as pessoas da cidade a repensarem e a refletirem sobre a surdez, provocadas pela força (estética/política) da arte. Um esforço coletivo de formação e transformação, multiplicando (com poesia!) as produções artísticas e as lutas por direitos das comunidades surdas. (Clique para assistir a pequenos vídeos do grupo).