Otra Vista Social Club

Todas as sextas-feiras, a partir das 22h, na filial londrina do Dans le Noir (uma rede de restaurantes onde se experimentam jantares às escuras, servidos por garçons cegos e videntes), uma “balada silenciosa” romperá a tradição barulhenta das casas noturnas do país.

Com fones de ouvido, cada frequentador escutará – individualmente – as músicas comandadas por DJs no local. Sem os auscultadores, no entanto, o silêncio será a tônica da casa, que contará com baristas, funcionários e atendentes (surdos e ouvintes) preparados para se comunicar em língua gestual. No espaço, batizado de Otra Vista Social Club, a British Sign Language também ilustrará cardápios e estará presente em telas espalhadas pelo salão.

Para surdos, a entrada é gratuita; para os demais, o valor do ingresso dará direito (para além do uso dos fones) a uma bebida. Para muitos, eis uma nova forma de se divertir, dançando e se comunicando silenciosamente (tal iniciativa já foi realizada com sucesso, também, em outras unidades do Dans le Noir, como as filiais de Paris e de Barcelona).

 
Otra Vista
 


Categoria: Festas e Discotecas
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://london.danslenoir.com


 

Deaf Lounge

Categoria: Festas e Discotecas
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.deaflounge.com

Na região de Tottenhham, Londres, uma casa noturna chamada Deaf Lounge reúne, em festas que se estendem pela madrugada, frequentadores surdos e ouvintes. O club londrino, administrado por Paul Cripps (surdo congênito) e Domani Peir, conta com uma série de atrativos para o público surdo: um bar comandado por atendentes (surdos e ouvintes) usuários da Língua de Sinais Britânica, DJs com deficiência auditiva, alarmes de incêndio e avisos luminosos, segurança formada por surdos sinalizadores, ambiente iluminado para possibilitar interações em língua gestual, canetas e papéis para – quando necessário – facilitar a comunicação, etc. “O Deaf Lounge é aberto tanto para surdos como para não-surdos. Anseio que encoraje pessoas surdas a interagirem com toda a sociedade. Por exemplo, o bar vai tocar músicas, o que é muito importante para atrair clientes ouvintes”, afirma Cripps (retirado de London Evening Standard). O estabelecimento, um dos poucos deaf-friendly do gênero na cidade, não só possibilita um divertido ponto de encontro como promove (ainda mais) pontes entre seus visitantes e as culturas surdas.

 

 

SIGNin’ in the Street

Categoria: Festas e Discotecas
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)

Em três dias de festejos, as línguas de sinais e as culturas surdas foram celebradas na Disneylândia (Califórnia), no SIGNin’ in the Street (Sinalizando na rua). O evento, aberto a todos os frequentadores do parque, ocorreu em março de 2012 (dos dias 16 a 18) e teve como principal objetivo promover – por meio das artes – as culturas e as comunidades surdas. Uma série de atividades deram mais graça, em língua gestual, ao “reino encantado da Disney”. Exibições de filmes (como “See what I’m saying”, um prestigiado documentário sobre artistas surdos, e “The Hammer”, baseado na vida de Matt Hamill, lutador surdo estadunidense), apresentações teatrais, musicais e de dança (Deaf West Thatre, CJ Jones, Beethoven’s Nightmare, Sean Berdy, etc.), workshops, performances e conversas com celebridades surdas (como Marlee Matlin, Deana Bray, Robert De Mayo, integrantes do elenco de “Switched at Birth”, etc.), entre outras várias atrações, jogaram os holofotes para as produções surdas, em um fim de semana cheio de sinais. Clique aqui para ver vídeo oficial do SIGNin’ in the street. Abaixo, ilustração criada pela artista plástica surda Mary Rapazzo para o evento.

 
Signin' in the street

 

Feel the Sound

Categoria: Festas e Discotecas
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (LSB/Libras)
Site oficial: http://www.clashclub.com.br

Nesta noite de domingo (08/07), véspera de feriado, acontece em São Paulo o “Feel the Sound” (“Sinta o Som”), festa de surdos em uma grande casa noturna da cidade. Com “sistema de som com graves fortíssimos”, projeções, laser, “ilumação surpreendente” e equipe de apoio preparada para atender em língua de sinais, a balada no Clash Club, em sua primeira edição, terá início às 22h e seguirá madrugada à dentro. Mulheres não pagam até às 00h30, convites na porta, R$30 (R$ 60 consumação).

 
Feel The Sound
 

Deaf Rave

Categoria: Festas e Discotecas
País: Reino Unido
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.deafrave.com

As “baladas” (festas) surdas tornam-se, a cada dia, mais comuns nas grandes cidades. Equal DeafriendlyKrauze Disco-BarSencity, Deaf Beat entre outras tantas, as discotecas/festas surdas já acontecem aos montes, com sign-dancers (performances em língua gestual), sons graves acentuados, pisos vibratórios, shows de luzes e aromas, telões (ecrãs), video e disc jokeys, legendas, e muitas mãos em dança – e em conversa! – espalhadas por espaços tomados de jovens surdos. No site “Deaf Rave”, uma lista com festas e baladas para surdos, além de eventos acessíveis, cursos e festivais, é constantemente atualizada e disponibilizada para os visitantes. O grupo, que promove festas surdas (“deaf raves”) em diferentes lugares do Reino Unido (e do mundo), oferece também workshops, apresentações, etc. (Clique aqui para assistir a um vídeo com o DJ surdo ‘Chinaman’ Lee, um dos organizadores do Deaf Rave – com legenda oculta em Português).