World Federation of the Deaf

A World Federation of the DeafWFD (ou Federação Mundial de Surdos) é o órgão de “representação máxima” das comunidades Surdas em âmbito internacional. Com 135 países representados, a organização luta pelos direitos dos mais de 70 milhões de surdos de todo o mundo, também cumprindo funções consultivas em órgãos como ONU, Unesco, OMS, etc.

Atualmente, as ações da WFD dão ênfase à defesa, à promoção e à valorização das línguas gestuais; a uma educação de qualidade para crianças, jovens e adultos surdos; ao acesso à informação e aos serviços básicos de saúde, habitação, cultura, etc.; aos esforços de criação e manutenção de associações regionais de Surdos e à constante batalha pela conquista e efetivação dos direitos do povo surdo sob a perspectiva dos direitos humanos. Com uma intensa ação de advocacy, a federação busca consolidar – entre e para a imensidão do povo surdo – as metas globais propostas pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Criada na década de 1950 na cidade de Roma, a WFD é hoje presidida pelo estadunidense Joseph J. Murray (sucessor de Colin Allen, que presidiu a federação de 2011 a 2019) e conta com uma seção jovem (clique aqui para conhecer), secretariados regionais, grupos temáticos, congressos e assembleias.

Vale lembrar que um dos motivos para a escolha da data comemorativa do Dia Internacional das Línguas de Sinais (e dos dias do Surdo) se deu pela celebração do 1º Congresso Mundial de Associações Nacionais de Surdos, que culminou com a criação da WFD em 23 de setembro de 1951.

Visite o site para obter mais informações, clique aqui.

 
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Categoria: Espaços Surdos
País: vários (Internacional)
Línguas: várias (Internacional)
Site oficial: http://www.wfdeaf.org


 
 

Tayside Deaf Hub

Categoria: Espaços Surdos
País: Reino Unido (Escócia)
Línguas: Inglês e British Sign Language (BSL)
Site oficial: http://www.taysidedeafhub.org.uk

Os “Hubs”, espaços colaborativos de trabalho e empreendedorismo, há alguns anos vêm se espalhando pelo mundo. Comumente, pretendem articular um novo ambiente de trabalho – com instalações coletivas (salões, cozinhas, biblioteca, salas de eventos, wireless, etc.) – a  uma rede de microempreendedores, ONGs, consultores, profissionais independentes e empresas que partilham de ideais comuns (transformação social, sustentabilidade, etc.). Seja no Porto (conheça) ou em Sâo Paulo (conheça), as organizações e pessoas que ocupam os Hubs beneficiam-se dos ricos intercâmbios, trocas e cooperações firmadas nesses espaços de “coworking” (clique aqui para conhecer mais sobre um Hub brasileiro). Mas, entre vários, um projeto britânico chama a atenção: o “Tayside Deaf Hub”, um “Hub Surdo” coordenado por associações e organizações locais (como o Deaf Links, ali instalado). Serviços, assessorias, consultorias, cursos, oficinas, eventos… e espaços para trabalho conjunto são disponibilizados nessa iniciativa de surdos escoceses, que há tempos mostram-se descontentes com os serviços opressivos e paternalistas oferecidos a eles (fonte: site oficial). Uma interessante iniciativa para ser replicada em outras cidades do mundo, para empoderar e articular projetos, serviços e organizações de surdos. (Clique aqui para acessar o site)

 

 

Frontrunners

Frontrunners é, em poucas palavras, um programa internacional de formação e capacitação de lideranças surdas. Durante nove meses de curso na Dinamarca, os participantes (20 ao todo, com idades entre 18 e 30 anos) aprofundam-se em cinco eixos temáticos: tópicos Surdos (história, cultura, língua, comunidade, opressão/discriminação e deafhood), tópicos de liderança, empreendedorismo social, comunicação e gestão de projetos.

“A ambição do Frontrunners, um programa internacional de formação surda, é certificar-se de que cada participante tem a habilidade de pavimentar caminhos no sentido de melhores condições para os povos surdos, em seus países de origem ou mundo afora” (trecho retirado do site).

Em setembro de 2012 terá início uma nova edição da formação, dada em Gesto Internacional. O investimento? 61 mil DKK (a moeda local), o que equivale a pouco mais de 8 mil euros, ou 20 mil reais: os valores contemplam o curso completo, com alojamento e alimentação para o período.

Com atividades teóricas e práticas, pretende-se empoderar jovens lideranças surdas para a atuação tanto em organizações internacionais como em projetos locais. Abaixo, vídeo produzido pela sétima turma do Frontrunners (este ano se iniciará a 8ª edição) mostra o “orgulho de ser Surdo”. (Clique aqui para ver fotos das primeiras turmas).

 
Front Runners
 


Categoria: Espaços Surdos
País: Dinamarca
Línguas: Dinamarquês, Inglês, Tegnsprog (Língua de Sinais Dinamarquesa) e Gesto Internacional
Site oficial: http://frontrunners.dk


 

Nalaga’at Center

Um espaço de animação cultural em que surdos, ouvintes, cegos, videntes e surdocegos, juntos, podem partilhar de vivências artísticas, gastronômicas, profissionais, etc. Em um país muito marcado por conflitos, o Nalaga’at Center figura como um local de encontros em que as diferenças étnicas/religiosas são apenas outras, entre tantas, a enriquecerem as nossas trocas cotidianas.

Fundado em 2002 em Tel Aviv-Jafa, uma das principais cidades de Israel, o Nalaga’at ganhou as páginas do noticiário internacional com a promoção de sua primeira peça, “Light is Heard in Zig Zag” (“Luz é ouvida em ziguezague”, em tradução livre), que contava com um grupo de atores surdocegos a encenar uma trama de 90 minutos. Hoje, uma série de peças, workshops e cursos acontecem no teatro, reunindo profissionais e estudantes surdos, cegos, surdocegos, ouvintes e videntes (clique aqui para assistir a uma matéria sobre o grupo de teatro do Nalaga’at).

Para além do palco, um restaurante proporciona novas experiências sensoriais aos visitantes: em um jantar no escuro, servido por garçons cegos, é possível experimentar diferentes pratos e sentidos em uma “simples” refeição – “há muito para ser visto quandos os olhos estão fechados”, provoca o texto de apresentação do restaurante BlackOut.

Também, um bar comandado por surdos – o Café Kapish – permite a todos que por ali passam interagirem em línguas de sinais e aprenderem um pouco mais sobre traços culturais das comunidades surdas israelenses. “Acreditamos que devemos, podemos, e temos o direito de transformar a realidade em que vivemos”, afirma a instituição.

(Assista a uma interessante matéria sobre o Nalaga’at Center, clique aqui!)

 

 


Categoria: Espaços Surdos
País: Israel
Línguas: Hebraico e Israeli Sign Language (ISL ou Shassi)
Site oficial: https://nalagaat.org.il/en/ (versão em inglês)


 
 

 

Gallaudet University

Categoria: Espaços Surdos
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.gallaudet.edu

Imagine uma universidade em que a língua de sinais é a língua primeira nas salas de aula, e o corpo discente (alunos) é quase todo formado por surdos e deficientes auditivos. Além da graduação, também nos programas de mestrado e de doutoramento. Eis a Gallaudet University, a primeira (e única) universidade bilíngue do mundo estruturada para o público surdo, localizada em Washington D.C., capital dos Estados Unidos. Já muito conhecida nas comunidades surdas de vários países, a Gallaudet conta com estudantes vindos de diferentes continentes, o que faz de seu campus um espaço de intenso intercâmbio cultural, político, artístico, além de – claro – acadêmico. Em 2014 a universidade completará 150 anos (clique aqui para ler sobre a instituição), firmando ainda mais a tradição e a qualidade de suas faculdades, onde licenciaram-se milhares de profissionais de diversas áreas, do teatro à biologia. A universidade é reconhecida por sua excelência acadêmica no campo dos Estudos Surdos, com produções científicas e investigadores prestigiados em todo o mundo. O belo vídeo institucional abaixo mostra um pouco do que é a G.U. (Clique aqui para ver fotos da universidade).