Austin Balaich

Licenciado em Animação pela Brigham Young University (BYU, Utah), Austin Balaich – desenhista e designer gráfico surdo estadunidense – hoje mora em Kuala Lumpur, Malásia, onde atua em estúdios e cursos de animação 3D. Seus trabalhos são feitos, sobretudo, em suportes digitais, entre ilustrações, jogos (gaming), vídeos e sketchs.

Na obra De’VIA (Arte Surda) abaixo, Balaich retrata Alexander Graham Bell, o famoso porta-bandeira das empreitadas oralistas na América do século XIX (e início do século XX), tido como detrator da língua de sinais, em posição que remete aos grandes ditadores. Um implante coclear, no canto inferior esquerdo, faz alusão ao símbolo comunista, insinuando o totalitarismo das práticas e discursos ouvintistas (audistas).

Para acompanhar no Facebook o trabalho de Austin Balaich, clique aqui.

 
Austin Balaich
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Alexander Graham Bell Audism
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.austinbalaich.com


 

 

 

Rommel Agravante

Licenciado em Artes Plásticas (Pintura) pela University of the Philippines – Diliman, Rommel Agravante (artista filipino surdo) pinta desde os cinco anos de idade, quando decidiu que, ao crescer, tornar-se-ia um artista (fonte: Deaf E-News). Hoje, Agravante é conhecido por suas imagens realistas, feitas sobretudo em óleo sobre tela, e por ser um dos fundadores e presidentes da Filipino Deaf Visual Art Group (FDVAG, clique aqui para saber mais), um coletivo de artistas surdos filipinos, fundado em 2001, que se dedica à arte e à promoção das culturas surdas e das línguas de sinais no país.

Parte das obras de Agravante trazem à tona a sua experiência surda, como a pintura abaixo – “Let’s talk deaf way” (“Vamos conversar à moda surda”, em tradução livre). Para ver outras obras de Agravante, clique aqui.

 
Rommel Agravante
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Filipinas
Obra: “Let’s talk deaf way
Línguas: Inglês, FilipinoFilipino Sign Language


 

 

Veronique Cheney

Para Veronique Cheney, artista surda argelina radicada nos Estados Unidos, a arte – se não em sua herança genética – é um grande legado familiar. Ainda pequena, observava o seu avô e a sua mãe (ambos artistas) em seus afazeres com telas, tintas e pincéis e hoje, adulta, faz da arte o centro de seus dias.

Há mais de quarenta anos nos EUA, Veronique (nascida ouvinte na Argélia e ensurdecida aos seis anos, na França) aprendeu a American Sign Language na faculdade, quando se aproximou das comunidades e culturas surdas norte-americanas. Aprender a língua de sinais, mesmo que tardiamente, teve um grande impacto em sua vida e em sua produção artística: “era como mágica, eu comecei a sonhar em língua de sinais”, afirma Cheney, que em suas obras (desenhos, pinturas, cerâmicas, pirografias, entre outras) traz à tona uma série de marcadores culturais do povo surdo (retirado de Herald-Tribune).

Outro tema corrente em seu trabalho é o judaísmo, cujos símbolos costumam estar presentes, também, em traços e cores fortes. “Eu amo todos os movimentos artísticos e não tenho preferência por algum artista em particular que tenha influenciado a minha pintura. Meu estilo varia do abstrato ao realismo; algumas vezes pop art ou folk art, outras, surrealismo ou expressionismo” (retirado de Fine Art America).

Para acompanhar o trabalho de Veronique Cheney no Facebook, clique aqui.

 
Veronique Cheney
 


Categoria: Artes Plásticas
País: ArgéliaFrança / Estados Unidos
Obra: “O in ASL
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://veronique-cheney.artistwebsites.com


 

 

Dorothy Frankel

Antes de mergulhar no mundo da arte, Dorothy Frankel dedicava-se às ciências do desporto e do exercício: mestre em Fisiologia Aplicada pela Universidade de Columbia (1979), Dorothy comandava, em Nova Iorque, um fitness center, onde fitness e saúde eram palavras de ordem.

Após uma série de reviravoltas em sua vida, já na década de 1980, a atração por esculpir tomou-a de assalto: “foi nessa época que experimentei o despertar de minha paixão pela escultura. Enquanto reformava minha casa, descobri um amor por trabalhar com as mãos que, naturalmente, levou-me a esculpir. Trabalhando com madeira recuperada, talhei móveis e peças abstratas”.

Do talho da madeira, Dorothy esforçou-se para aprimorar novas técnicas: vieram as aulas com argila, os cursos na SculptureCenter e na National Academy of Design (ambas em Nova Iorque), as viagens para a Itália, até que – já arrebatada pela arte – fechou as portas de sua academia a fim de ter a escultura (e outras expressões artísticas) no centro de seu dia-a-dia.

Suas obras, produzidas principalmente em argila, metais, pedra e madeira, e expostas em numerosos museus e galerias, em muito fazem referência à natureza, a animais, a formas geométricas, etc. “Ao invés de focar em conceitos ou designs demasiado intelectuais, meu trabalho dá ênfase a uma forte conexão emotiva com a Terra, com si mesmo, com o outro, com os animais” (retirado do site oficial).

As figuras de mãos são também recorrentes em seu trabalho, a trazerem à tona – por meio de mudras e das línguas de sinais – a força da união, da conectividade e das relações fraternas (clique aqui para assistir a um vídeo com trabalhos da artista e aqui para visitar sua galeria sobre mãos e línguas gestuais).

 
Dorothy Frankel
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Relationship – Connection
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.dorothyfrankel.com


 

 

Leon Lim

Quando pequeno, Leon Lim encantava-se com cores, formas e objetos, que – (re)organizados por sua gramática visual – garantiam-lhe uma linguagem para se expressar e se saber.

Nascido (profunda e orgulhosamente) surdo em Kedah, Malásia, Lim logo desenvolveu um apurado senso de observação e, alheio ao mundo sonoro, deslumbrava-se com imagens estampadas em fitas cassetes e aguçava sua imaginação com os objetos cotidianos (quase todos comezinhos) que colecionava.

Em sua infância, o esteio de sua arte: hoje um prestigiado artista radicado em Nova Iorque, onde se licenciou em design de interiores e design gráfico, Leon Lim realiza seu trabalho em diferentes suportes, como pintura, multimídia, fotografia artística, luz, fogo, instalações, etc., combinando velhos objetos com uma série de inusitados materiais para compor novas e ousadas criações.

Segregação, barreiras de comunicação e cultura/identidade são alguns dos temas que reverberam em suas obras, que em grande medida trazem à tona sua experiência Surda (como nos trabalhos “Silent Story“, “Discommunicativeness” e “What’s in the Deaf’s mind” e ).

Em 2011, Leon Lim participou da segunda temporada do reality show Work of Art: The Next Great Artist, exibido pelo canal Brav(EUA), ganhando mais popularidade no país (assista os três episódios com Lim: episódio 01, episódio 02, episódio 03).

 
Leon Lim
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Malásia / Estados Unidos
Obra: “Killing my deafness
Línguas: Malaio e Bahasa Isyarat Malaysia (Língua Gestual Malaia)
Site oficial: http://www.leonlim.com