Scott Upton

Scott Upton é um designer gráfico surdo canadense, responsável pelo site “Hand Nation – The Digital Art of Sign Language”, onde publica e comercializa parte de seu trabalho. “Meu interesse por design gráfico começou quando eu era jovem e fazia o anuário de alunos da escola”, diz o artista digital (retirado de Hand Nation).

Suas obras em 3D usam como elemento central a representação de mãos, e sinais, na composição das imagens. Os itens, entre quadros (impressos em papel fotográfico de alta resolução, resistentes à água e de longa durabilidade) e protetores de tela (clique aqui para conferir), podem ser adquiridos pelo site.

 

 


Categoria: Artes Plásticas (Artes Digitais)
País: Canadá
Obra: “Jet
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://handnation.com


 

 

Iris Aranda

Iris Aranda, artista plástica surda, nasceu em família ouvinte, no Panamá. “Quando Iris tinha seis anos, descobriu que podia se comunicar por meio da pintura, e começou a criar obras de arte para expressar suas emoções”. Pouco tempo depois, mudou-se para a Argentina, onde sua mãe a matriculou em uma escola para surdos. “Lá, tentaram ensiná-la a falar, a ler lábios e a escrever para se comunicar, mas Iris continuava a preferir se comunicar por meio de sua arte” (trechos retirados do site da pintora). Licenciou-se em Artes Plásticas, e continuou a fazer da pintura o seu meio privilegiado de expressão – seus trabalhos extrapolaram as fronteiras panamenhas, sendo cortejados também em território norte-americano e em outros países. A ênfase e a intensidade dos olhos/olhares, como uma constante em suas telas, trazem à tona a sua experiência visual, em quadros com belos contrastes de cores.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Panamá
Obra: “Many Eyes
Línguas: Espanhol, Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.irisne.com


 

 

David Call

Quando pequeno, David Call percebeu que a arte era um importante meio para se comunicar com seus pais ouvintes, que não dominavam as línguas de sinais. No ensino médio (secundário), quando passou a frequentar as aulas de artes visuais na Escola para Surdos da Califórnia (California Shool for the Deaf – CSD), aventurou-se por uma série de formatos – como a pintura à tinta e o linóleo – impressionando professores com o seu talento.

Seus traços de inspiração surrealista, com figuras e representações fantásticas, remontam à Bosch e Dalí (dois artistas que marcaram a sua trajetória) e com frequência retratam a sua experiência como surdo, registrando em telas temas como o audismo/ouvintismo, línguas gestuais e defesa dos direitos surdos.

Mestre em Educação Especial, David Call é hoje professor de artes visuais da CSD, onde partilha com seus alunos o gosto pelas artes e pelas artes surdas, além de ser um importante e renomado artista De’VIA.

Suas obras, em especial em linóleogravura (saiba mais sobre a linóleogravura, ou “linocut”, clique aqui), podem ser vistas e compradas por meio de seu site – Eye Hand Studio.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “The Fluttering Butterfly Girl
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://davcall.wix.com/eye-hand-studio


 
 

Pamela Witcher

Pamela Elizabeth Witcher é uma artista plástica canadense, nascida em 1975 em família surda na cidade de Montreal (província francófona de Quebec). Além das pinturas que em parte retratam a sua experiência surda, a artista multimedia atua em performances com línguas gestuais (ASL e LSQ) e vídeos (clique aqui para assisitir a uma performance de Pamela Witcher).

Sua arte aborda temas como o audismo/ouvintismo, feminismo, sexualidade, identidades e culturas surdas, entre outros. (Clique aqui para ver um pequeno vídeo sobre a artista, e aqui para vê-la discorrer sobre o seu trabalho).

A obra abaixo, intitulada “Hitler, Bell and Ling in Disguise” (“Hitler, Bell e Ling disfarçados”), faz alusão à Adolf Hitler (e suas políticas de eugenia e eliminação da surdez), Alexander Graham Bell (e sua defesa do oralismo e da proibição das línguas de sinais na educação de surdos) e Daniel Ling (oralista canadense, criador de métodos de ensino de fala e treinamento auditivo usados em diferentes países): representados como espíritos malignos, verdes e com grandes orelhas, investem contra duas imagens sem orelhas (sujeitos surdos), observados por figuras angelicais a olharem consternadas para o que acontece.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Canadá
Obra: “Hitler, Bell and Ling in disguise
Línguas: Inglês, Francês, American Sign Language (ASL) e Langue des Signes Québécoise (LSQ)
Site oficial: http://pamelawitcher.tripod.com


 

 

Jackie Schertz

Jacqueline Schertz – ou Jackie Schertz, como é conhecida – cresceu em família de surdos de ascendência judaica, em Nova Iorque. Bacharel em Serviço Social e mestre em Recursos Humanos pela Rochester Institute of Technology/National Technical Institute for the Deaf (RIT/NTID), hoje – depois de exercer uma série de atividades profissionais, entre o ensino de ASL e a participação em programas comunitários a serviço das comunidades surdas – integra o departamento de American Sign Language e Interpretação (ASLIE) da instituição.

Seu trabalho artístico centra-se, sobretudo, na arte em vitrais, a explorar cores e formas que, em alguns momentos, (re)tratam as suas experiências com as culturas surdas e judaicas (clique aqui para assistir a um pequeno vídeo com o trabalho de Jackie).

A obra abaixo, intitulada “Eye in Hand” (“Olho na mão”), incorpora os traços de identidades surdas e judaicas da artista: “o formato da mão é retirado de um síbolo judaico chamado Hamsa. Este protege de mau-olhados. (…) Na cultura Surda, mãos e olhos são vitais para a ASL, nossa língua”, afirma (retirado de seu blog).

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Eye in Hand
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://jackieschertz.blogspot.com