Museu do aparelho auditivo

Categoria: Espaços Surdos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://museudoaparelhoauditivo.com.br

Em Franca (interior de São Paulo), o Museu do Aparelho Auditivo – o único do gênero no Brasil – reúne uma série de itens relacionados ao universo da “perda auditiva”. O acervo do museu idealizado por Frederico Abrahão (proprietário da Rede de Clínicas Direito de Ouvir) conta com objetos e registros dos séculos XIX, XX e XXI. A missão do empreendimento “é resguardar a História e a cultura dos aparelhos auditivos em um ambiente físico e virtual privilegiados, além de cuidar de peças que fazem parte diariamente – desde novembro de 2007 – da paixão dos idealizadores da Rede de Clínicas Direito de Ouvir, ou seja, o universo dos aparelhos auditivos” (retirado do site oficial). O espaço, no centro da cidade, é aberto para visitações, “contribuindo assim com sua função educativa, histórica e pedagógica”. Crianças, adultos, surdos e ouvintes interessados pelo tema poderão conhecer o Audiphone, um aparelho fabricado na França, datado de 1805 e considerado uma raridade, ou os óculos com aparelhos embutidos fabricados na década de 1960, entre outros. Para saber mais informações sobre visitações, bem como ter acesso a um acervo virtual, visite o site oficial, clique aqui.

 

Museu do Aparelho auditivo

 

Jamaica Deaf Village

Fundado em 1958 por três missionários norte-americanos (Reverendo Willis Ethridge e sua mulher, Mildred, ambos ouvintes canadenses, e Paula Montgomery, estadunidense surda), o Caribbean Christian Centre for the Deaf – CCCD mantém, na Jamaica, um largo projeto assistencial direcionado para o povo surdo.

Além de três centros de educação para surdos (os campi de Knockpatrick, Montego Bay e Kingston), a organização cristã é responsável pela Jamaica Deaf Village, uma fazenda de aproximadamente 40,5 hectares no centro da ilha, onde hoje existem blocos de dormitórios, unidades de trabalho (em que se produzem ovos, mel, vegetais, etc.) e uma igreja.

Os planos futuros para a vila incluem casas para famílias, apartamentos, centro comercial, posto de atendimento, centro médico, espaços de formação e de recreação, escola e um centro de convenções e retiro. Todo esse empreendimento, que depende – em grande medida – do esforço de voluntários e de doações de todo o mundo, é dedicado a crianças, jovens e adultos surdos.

Um lugar em que os surdos podem partilhar uma língua, dedicar-se a trabalhos significativos, contar com uma igreja para eles próprios, constituir famílias e se articular com outros surdos (fonte: CCCD). Para assistir a um vídeo sobre o local, clique aqui. (Nota: empoderamento, asilamento, segregação, “inclusão”? Fica em aberto a discussão).

 Jamaica Deaf Village

 


Categoria: Espaços Surdos
País: Jamaica
Línguas: Inglês e Jamaican Sign Language (JSL)
Site oficial: http://www.cccdjamaica.org


 

Deaf Village Ireland

Imagine uma vila surda, com várias associações de surdos (políticas, culturais, desportivas, religiosas, etc.), restaurante, bar, centro esportivo, capela (ecumênica), centros de formações, hubs e espaços de convivência, gerida e frequentada por surdos. Esse pequeno “oásis surdo” existe em Dublin, capital da Irlanda.

Inaugurada em março de 2013, a Deaf Village Ireland fomenta um espírito de cooperação entre as organizações de surdos ali sediadas, bem como cria um espaço público receptivo para (surdos e ouvintes) sinalizadores.

A vila, aberta para todos, conta também com um museu surdo (o Deaf Heritage Centre, ainda fechado à visitações) que reúne objetos, fotos, documentos e gravações que remontam à mais de 200 anos na história do povo surdo.

Com essa empreitada, empoderam-se as comunidades surdas locais, ganhando um novo pólo de agitação política e cultural. Para assistir a um vídeo sobre o Deaf Village, clique aqui (o vídeo conta com legendas que podem ser traduzidas para o Português, saiba mais), para acessar ao site oficial, clique aqui.

 
Deaf Village Ireland
 


Categoria: Espaços Surdos
País: Irlanda
Línguas: Inglês e Irish Sign Language (ISL)
Site oficial: http://www.deafvillageireland.ie


 

Surdolimpíadas 2013

Entre 26 de julho e 04 de agosto de 2013 aconteceu em Sofia (capital da Bulgária) a 22ª Surdolimpíadas de Verão – Summer Deaflympics (clique aqui para saber mais sobre a Deaflympics). Nesta edição das Olimpíadas do Povo Surdo, participaram competidores de quase 70 países em 19 modalidades esportivas diferentes.

O Brasil, com uma delegação de 33 integrantes (19 atletas e 14 membros da comissão técnica), ganhou uma medalha de prata (natação masculina) e três de bronze (natação masculina e Karatê), ficando em 37º lugar no quadro de medalhas – o primeiro lugar ficou com a Rússia, que totalizou 177 medalhas; Portugal ficou em 23º. Para saber mais sobre o movimento surdolímpico brasileiro, clique aqui.

A próxima edição dos jogos de verão, em 2017, acontecerá em Ancara, Turquia: e que até lá os atletas surdos brasileiros consigam investimentos para poderem se destacar ainda mais. Abaixo, vídeo exibido na cerimônia de encerramento da competição.

 
Deaflympics
 


Categoria: Espaços Surdos
País: Bulgária
Línguas: Várias
Site oficial: http://sofia2013.com


 

Rancho Sordo Mudo

Categoria: Espaços Surdos
País: México
Línguas: Espanhol e Lengua de Señas Mexicana (LSM)
Site oficial: http://www.ranchosordomudo.org

Em meados da década de 60, Edward e Margarett Everett, um típico casal cristão da classe-média estadunidense, depararam-se com um pequeno engraxate surdo, menino em situação de rua, em uma viagem ao México. Pais de um miúdo que aos cinco anos perdeu grande parte da audição e sabedores de língua gestual, os dois decidiram, tocados pelo encontro e embuídos de um ideal religioso, abandonar o confortável cotidiano na Carolina do Norte (EUA) para levarem a cabo uma pequena “escuela para sordos” no país vizinho, no estado de Baja California. Eis o começo da história do Rancho Sordo Mudo, contada no premiado filme “Hearing Everett” (clique aqui para assistir ao trailer e aqui para visitar o site oficial). Hoje, apesar do nome de aparência antiquada (“sordo mudo”), o Rancho – que acolhe jovens e crianças surdas, e oferece-lhes educação formal, moradia e alimentação, além de uma série de cursos e oficinas – é bastante celebrado entre surdos e ouvintes que partilham das comunidades surdas. Dirigido por Luke, o filho surdo do casal Everett, a instituição cristã atualmente atende à cerca de 50 crianças surdas, vindas de diversos estados mexicanos. Clique aqui para visitar o blog do Rancho Sordo Mudo ou clique nos links a seguir para assistir a diferentes vídeos sobre o lugar: vídeo 01, vídeo 02, vídeo 03 e vídeo 04).