Paul Scearce

As obras de Paul Scearce, surdo norte-americano, são feitas principalmente em suportes digitais, por meio de editores de imagem (como Photoshop) e de outras tantas técnicas de ilustração digital.

Desde 2010, quando deu início à maior parte de sua produção gráfica, temas como ficção científica (sci-fi) e surrealismo foram constantes em suas peças; em 2012, após tomar contato com o livro “Understanding Deaf Culture: in Search of Deafhood”, do pesquisador e ativista britânico Paddy Ladd, e ter acesso a uma série de discussões, blogs, textos, vídeos, etc. sobre a causa Surda, começou a se dedicar à Arte Surda (De’VIA), reafirmando em suas ilustrações os marcadores culturais das comunidades surdas, a valorização do Ser Surdo e as principais bandeiras dos movimentos surdos (entre elas, a luta anti-audismo / anti-ouvintismo).

Para conhecer mais o trabalho de Scearce, visita a sua página no Facebook, clique aqui.

 
Paul Scearce
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “The awakening trees of eyeth
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.paulscearceartstudio.com / Página Facebook


 

 

Helene Oppenheimer

Aos sete anos, a artista plástica Helene Oppenheimer mudou-se da Alemanha, com sua família, para os Estados Unidos, onde mora até hoje no estado de Minnesota. Dos abusos cometidos por seu pai, quando ainda criança, a um sequestro e um grave acidente de carro que a deixou com sequelas permanentes, uma série de descasos fez com que a arte se tornasse uma forma de escape para a artista.

“Artes e criatividade me ajudaram a encarar a minha infância dolorosa. Eu tinha muita prática em tornar tempos difíceis em experiências positivas. Fazer o melhor de momentos duros tem sido um dos principais desafios de minha vida. Como outros tantos sobreviventes, tenho sido guiada por um espírito criativo”, diz Helene (retirado do site oficial da artista).

Entre vários suportes, a argila destaca-se como um dos principais meios com que, hoje, são produzidas as suas obras – entre elas, destacam-se uma série de esculturas feitas em alusão à Língua de Sinais Americana (ASL).

Sua sensibilidade para as causas de grupos minoritários a fez se aproximar das comunidades surdas americanas, que hoje retrata com tanta frequência em sua arte De’VIA.

 

Helene Oppenheimer

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Cat in the corner
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://home.comcast.net/~mussarsculptures


 

 

Billy Saga

A luta contra práticas e discursos ouvintistas, em defesa dos direitos do povo surdo, é a tônica da Arte Surda de Biily Saga – hoje, um dos principais artistas De’VIA (Deaf Art) ouvintes do Brasil.

Em diferentes suportes, suas obras trazem à tona as principais bandeiras e os principais marcadores culturais das comunidades surdas (como a assunção da experiência visual, a promoção das línguas de sinais, a valorização do Ser Surdo como expressão identitária, as denúncias contra o audismo/ouvintismo, etc.), fazendo da Arte Surda, em toda a sua potência transformadora (e em todas as suas possibilidades estéticas), um importante vetor na luta pelas diferenças.

Com uma longa história de ativismo, Billy Saga (clique aqui para conhecer o artista) põe toda a força de sua militância nas peças que produz, que podem ser vistas (algumas) em seu site ArteSurda.org (http://www.artesurda.org).

Parte de sua produção já foi exposta em encontros de arte e cultura surda (como no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM), em feiras específicas (como a Reatech) e, em breve, será exposta em outros aparelhos culturais da cidade de São Paulo (e do país).

 
Billy Saga
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Brasil
Obra: “Efeito Borboleta
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
Site oficial: http://www.artesurda.org


  

Mary Thornley

Mary Thornley é uma artista plástica surda contemporânea. Nascida em 1950 no estado de Indiana (Estados Unidos), Thornley concluiu o mestrado na Universidade de Washington (1990) e, em 1992, ganhou ainda mais visibilidade com uma série de desenhos feitos à carvão, intitulados “The enigma unraveled: she was a native signer” (“O enigma desvendado: ela era uma sinalizadora nativa”) – nesse trabalho eram exploradas as influências das culturas surdas no mundo da arte.

Dentre as suas obras de Arte Surda (De’VIA), destaca-se a pintura “Milan, Italy 1880” (abaixo). No quadro, Thornley faz referência direta à obra “El tres de Mayo de 1808” (“Três de Maio de 1808”, clique aqui para ver), de Goya: no entanto, em vez de retratar a repressão ao levante espanhol ocorrido em 1808, a artista surda retrata a trágica repressão à língua de sinais ocorrida em 1880, no fatídico Congresso de Milão.

 
Mary Thornley
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Milan, Italy 1880
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 

 

Jean Boutcher

Bacharel em Língua Inglesa pela Gallaudet University (1977), onde anos mais tarde tornou-se instrutora de Inglês, e mestre em Educação pela New York University (1980), a artista plástica surda estadunidense Jean Boutcher ilustra, em várias de suas pinturas, grandes nomes da história dos surdos.

Abade l’Epée, Laurent Clerc, Roch-Ambroise Sicard, Gallaudet, Sophia Fowler, entre outras várias personalidades que – direta ou indiretamente – figuram como marcos da educação e da luta por direitos do povo surdo, são retratadas em suas obras (bio gentilmente enviada por Jean Boutcher ao CulturaSurda.net).

Na imagem abaixo (“Laurent Clerc – The Promised Land”), Boutcher retrata o francês Louis Laurent Marie Clerc, professor surdo que, em 1817, fundou com  Thomas Hopkins Gallaudet a primeira escola para surdos da América – hoje, a American School for the Deaf (ASD).

 
Jean Boutcher
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Laurent Clerc – The Promised Land
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)