Dieter Fricke

Dieter Fricke é um artista plástico surdo alemão, nascido em 1943 na cidade de Borken. Filho de pais ouvintes, sentia-se preso e bastante isolado quando, pequeno, convivia com amigos e familiares ouvintes. Por isso, nas escolas de surdos onde estudou (como a escola de surdos de Homberg), logo confirmou o valor de estar entre pessoas que, como ele, percebiam e expressavam o mundo de e por outras formas.

Grande parte de suas obras (pinturas, esculturas, fotografias, arte digital) retrata a importância das línguas de sinais (em muitas referências a imagens de mãos) e das experiências Surdas, em obras cheias de cores, contrastes e força, na tessitura entre visível e invisível.

Entre telas expressionistas, abstratas e esculturas feitas com diferentes materiais, Fricke segue a enriquecer as Artes Surdas (clique aqui para ver uma das galerias do artista).

 
Dieter Fricke
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Alemanha
Obra: “Gebärdensprache bright verständigung
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.fricke-art.com


 

 

Rudolf Werner

Rudolf Werner nasceu em 1944 na cidade de Niebüll, extremo norte da Alemanha, quase fronteira com a Dinamarca. Quando pequeno, frequentou a escola de surdos de Wuppertal, onde também cursou a Escola de Artes e Ofícios (Werkkunstschule). Ainda jovem, envolveu-se com trabalhos de ilustração e design gráfico – atividades que realiza até hoje. Entre as suas várias obras, em diferentes suportes (escultura, pintura, fotografia, mobiliário, etc.), algumas retratam as lutas, experiências e culturas surdas.

Na tela abaixo, “Freiheit der Gebärdensprache” (“A liberdade da língua de sinais”), o artista multimedia faz referência à quebra do muro linguístico que, em alguns momentos, segrega as comunidades surdas e relega à clandestinidade as línguas gestuais.

Para conhecer mais da Arte Surda (Gehörlosen-Kunst) produzida por Rudolf Werner, clique aqui.

 
Rudolf Werner
 


Categoria: Artes Plásticas
País: Alemanha
Obra: “Freiheit der Gebärdensprache” (“A liberdade da língua de sinais”)
Línguas: Alemão e Deutsche Gebärdensprache (Língua de Sinais Alemã)
Site oficial: http://www.rudwer-art.de


 

 

Harry R. Williams

As obras De’VIA do artista plástico estadunidense Harry R. Williams (1948-1991) popularizaram-se, para além de telas e exposições, em cartões que celebram, principalmente, as experiências surdas.

Nascido em Columbus – Ohio, Williams, surdo desde a infância, “começou a desenhar aos quatro anos de idade como um meio de se comunicar com os seus pais” (retirado do site Handspeak, tradução nossa). Após cursar a Escola para Surdos da Califórnia (California School for the Deaf), licenciou-se em Artes Plásticas pela Gallaudet University, em Washington, onde ganhou notoriedade no Deaf Art Movement.

Muitas de suas obras retratam olhos, bocas, mãos e orelhas, em cores vibrantes, como forma de expressar suas experiências surdas. Seu trabalho, em boa parte influenciado pelo movimento surrealista, foi exibido em uma série de galerias e festivais, como o International Deaf Cultural Arts Academy, em Estocolmo; Newport Beach Art Festival; Deaf Artists’ Exhibit, em Boston; etc. (fonte: DeafArt).

O seu legado, hoje, enriquece em muito o que é chamado de Arte Surda, e seu nome reverbera entre os mais proeminentes artistas De’Via (embora sua produção anteceda a criação desse termo) do século XX.

Além da tela abaixo, clique aqui para ver outras obras do artista.

  

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)


 
 

Jaclyn Vincent

Usuária nativa da American Sign Language (ASL), Jaclyn Vincent é mãe e filha de surdos. Artista plástica, professora e ex-Miss Deaf New York, Jaclyn é mestre em Ensino de Língua de Sinais pela Gallaudet University e em Educação Bilíngue para Surdos pela McDaniel College, além de licenciada em Belas-Artes pela College of New Rochelle.

Em alguns de seus trabalhos artísticos, entre desenhos, fotografias e pinturas, a artista multimedia retrata parte de suas experiências com a surdez. Na obra “My third eye” (“Meu terceiro olho”, abaixo), por exemplo, faz referência a uma pessoa surda, filha de pais surdos, vivendo em ambos os mundos: o mundo surdo e o mundo ouvinte. “O caminho indica a consciência que se inicia com a linguagem. (…) Quanto mais línguas uma pessoa domina, mais expressiva e consciente ele ou ela pode ser. A Língua de Sinais Americana é uma língua visual, espacial e cinestésica, e é muito colorida para Jaclyn e sua família. Ela não tem barreiras” (retirado do site oficial, tradução nossa).

Para assistir a um vídeo com algumas de suas obras, clique aqui .

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “My third eye
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)
Site oficial: http://www.jaclynvincent.com


 

 

Theresa Coughlan

Theresa Matteson Coughlan, artista surda estadunidense, aprendeu a American Sign Language (ASL) após os vinte anos de idade, quando ingressou no curso superior de Artesanato na Rochester Institute of Technology (RIT) – universidade que também abriga o National Technical Institute for the Deaf (NTID), um dos principais centros de ensino superior para surdos nos Estados Unidos.

Hoje, oralizada e usuária de língua de sinais, Coughlan retrata em tecido (quilts) parte de sua experiência surda (clique aqui para conhecer outras obras da artista), com cores, contrastes e texturas que caracterizam os seus “ASL Quilts” (fonte: Quilts.com).

No trabalho abaixo, a referência à leitura labial (orofacial) é destacada em panos e imagens.

 

 


Categoria: Artes Plásticas
País: Estados Unidos
Obra: “Lipread
Línguas: Inglês e American Sign Language (ASL)